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PARANÁ COOPERATIVO - 25/05/2010




COOPERATIVISMO: Boa gestão passa pela organização dos cooperados 

O Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) nasceu no dia 21 de setembro de 1999, junto com o Programa de Revitalização de Cooperativas de Produção Agropecuária (Recoop), programa este que possibilitou a recuperação financeira e competitividade do setor. Afinal, as sociedades cooperativas passavam por dificuldades devido aos sucessivos e mal fadados planos econômicos (décadas de 80 e 90). O Sescoop veio com a finalidade de disseminar, através do conhecimento, ferramentas para a boa gestão do sistema como um todo e fazer com que os recursos disponibilizados pelo Recoop fossem aplicados da melhor forma possível para a sustentação das cooperativas e de seus cooperados.

Livro - Mas bem antes do Sescoop surgir, o cooperativismo paranaense já trilhava o caminho da autogestão com um intenso trabalho de organização do quadro social das cooperativas, através dos chamados Comitês Educativos. Tema este que foi abordado com profundidade num artigo assinado pelo presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, publicado no ano de 1994 no livro "Novas Propostas Cooperativista", editado pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e com apoio do Departamento Nacional de Cooperativismo (Denacoop) do Ministério da Agricultura.

Interesses coletivos - Neste artigo, Koslovski ressalta que o cooperativismo "pela sua própria natureza, como movimento universal e voltado ao "homem", apresenta uma dupla identidade em relação àqueles que o integram, isto é, o cooperado é ao mesmo tempo dono e usuário da sociedade". Segundo ele, "diante dessa realidade, entendemos que a autogestão é algo intrínseco ao próprio cooperativismo. Sem sombra de dúvida, no cooperativismo a relação entre cooperado/dirigente deve acontecer de tal maneira que prevaleçam os interesses coletivos respaldados nos interesses individuais dos cooperados".

Individualismo - No artigo, o presidente do Sistema Ocepar afirma que não é fácil alicerçar a filosofia cooperativista numa sociedade em que prevalece o individualismo. "Contudo, compete ao quadro social manter acesa a chama da essência de todo o processo autogestionário, para que a cooperativa efetivamente reflita a sua vontade. E a essência passa necessariamente pelo respeito, confiança, pela transparência, pela autenticidade dos organismos que compõem a empresa cooperativa, e pelo confronto das individualidades onde deve prevalecer, após amplo debate, a vontade da maioria", lembra.

Organização - O texto segue afirmando que "logicamente, para que tudo isso aconteça é preciso ter um quadro social organizado e ativo. Organização essa, que muitas vezes não acontece por uma série de fatores, refletindo diretamente na atuação da cooperativa. Dentro do programa de autogestão cooperativa, a organização do quadro social deve servir como principal meio de ligação entre a direção e os cooperados. Não podemos nos esquecer que o sucesso da autogestão cooperativa passa, necessariamente, pela mudança de valores e comportamento de pessoas, e que o cooperado deve ser o principal agente de todo o processo".

Comitês - "A organização do quadro social, em comitês, comissões, núcleos ou conselhos de cooperados, vai facilitar e acelerar a autogestão cooperativa", afirma Koslovski. "Acreditamos que sem um trabalho responsável e consciente em cima da célula principal da autogestão - o cooperado, o programa certamente fracassará", sentenciou Koslovski em seu artigo na época. Para o dirigente, "esse trabalho deve estar centrado na busca de uma maior participação do cooperado na sociedade cooperativa, e vai desde o planejamento até o processo de acompanhamento na execução desse mesmo planejamento. Isso só será conseguido com o quadro social organizado".

Exemplo - No cooperativismo paranaense temos inúmeros exemplos de cooperativas dos mais diversos ramos que executam um excelente trabalho de organização do quadro social com apoio do Sescoop Paraná. Uma dessas cooperativas é a Copacol, com sede em Cafelândia, região Oeste do Paraná. Recentemente foram eleitas, através de voto, as novas coordenações dos Comitês Educativos nas unidades de Cafelândia, Formosa do Oeste, Jesuítas e Nova Aurora. Os Comitês são órgãos auxiliares da administração da cooperativa e tem por objetivo aproximar ainda mais a participação dos associados através da manifestação do pensamento, opiniões, troca de ideias e práticas que rendam bons resultados entre os associados. Para o diretor presidente da Copacol, Valter Pitol, os encontros possibilitam que os membros apresentem sugestões e ideias dos demais cooperados.



FÓRUM ESTADÃO: Ocepar participa de debate sobre as perspectivas da região Sul 

O superintendente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, participou, na manhã desta terça-feira (25/05), em São Paulo, do Fórum Estadão Sul, organizado pelo grupo Estado com o objetivo de promover um debate sobre as perspectivas da região, em face do momento vivido pelo País. O encontro se propôs a discutir as potencialidades e as novas vocações econômicas regionais, assim como os entraves ao seu crescimento, entre eles, a carga tributária, a burocracia, as deficiências de infraestrutura. O fórum, aberto pelo ministro dos Transportes, Paulo Passos, pode ser acompanhado ao vivo pela internet no site do Estadão e também estará disponível posteriormente na TV Estadão (http://tv.estadao.com.br/). Os debates tiveram ainda a cobertura da Agência Estado e Rádio Eldorado e dos jornais O Estado de S. Paulo e Jornal da Tarde.

Blocos - O Fórum foi dividido em dois blocos e contou ainda com a participação de Rodrigo Rocha Loures, presidente da Federação das Indústrias do Paraná; Bernardo Hees, da ALL; Belmiro Valverde, da PUC Paraná; Wagner Salaverry, do Banco Geração Futuro; Fernando Adauto Loureiro de Souza, da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul e José Paulo Cairoli, da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, entre outros convidados.


MÉRITO FITOSSANITÁRIO: Duas cooperativas do Paraná estão entre os vencedores do Prêmio 

As paranaenses Copacol e Integrada ficaram entre as cooperativas vencedoras do XIII Prêmio Andef de Mérito Fitossanitário. A cerimônia de premiação foi realizada na noite desta segunda-feira (24/05), no Esporte Clube Sírio, em São Paulo, e foi prestigiada pelo superintendente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken. O prêmio da Integrada foi recebido pelo presidente Carlos Murate. A cooperativa também esteve representada no evento por Akio Cyoia, gerente administrativo; Seisuke Ito, gerente técnico e de insumos e Ana Almeida, gestora ambiental. Já os representantes da Copacol na solenidade foram a engenheira agrônoma da assessoria de cooperativismo, Gislaine Pontes Fernandes, e Carlos Eduardo Biesdorf. As demais cooperativas premiadas que participaram da entrega dos prêmios foram: Cooperativa dos Cafeicultores e Citricultores de São Paulo (Coopercitrus); Cooperativa dos Plantadores de Cana da Zona de Guariba (Coplana); Cooperativa Regional de Cafeicultores de Guaxupé (Cooxupé); Cooperativa dos Plantadores de Cana do Estado de São Paulo (Coplacana) e Cooperativa Agrária de Cafeicultores do Sul de São Paulo (Casul).

Objetivo - O Prêmio Mérito Fitossanitário teve como objetivo prestigiar os melhores projetos de educação e responsabilidade socioambiental no campo, desenvolvidos em 2009 por indústrias de defensivos agrícolas, cooperativas, revendas de produtos e centrais de recebimento de embalagens.

Programas - A Integrada, com sede em Londrina, na região norte do Estado, foi uma das vencedoras com o programa Interação, iniciativa de cunho sócio ambiental que contempla os projetos Plante um Sorriso e Nossa Água. Um dos grandes objetivos desse programa é buscar parcerias com a comunidade e empresas para que essas ações sejam desenvolvidas de forma contínua. O projeto Plante um sorriso foi criado em 2003, com a doação de brinquedos no Dia da Criança. O trabalho foi ampliado em 2009, passando também a incentivar a leitura, por meio dos Encontros Literários sobre Monteiro Lobato. Mais de 180 professores participaram dos eventos e 181 obras recreativas de Monteiro Lobato foram distribuídas para as escolas. Além dessa iniciativa, o Projeto Plante um Sorriso atendeu 6048 crianças, 56 entidades, distribuindo 4.217 brinquedos e 7.955 quilos de alimentos.

Nossa Água - O Projeto Nossa Água desenvolvido pela Integrada em parceria com a Bayer CropScience tem como objetivo conscientizar os associados para a importância da preservação das matas ciliares e minas existentes na propriedade. Desde o início do projeto, em 2005, a cooperativa já distribuiu mais de 700 mil mudas, beneficiando 473 associados a preservar 444 hectares de mata ciliar em todo o Estado. Somente em 2009, foram repassadas 123 mil mudas para 83 associados que, juntos, recuperaram 77 hectares de mata. Além dos plantios, foram soltos nos rios paranaenses, com o apoio do Governo do Estado, aproximadamente 200 mil peixes juvenis.

Realização - O Prêmio é realizado pela Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), com parcerias do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e da Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agropecuários (Andav).


BOVINOCULTURA: Pesquisadores da Embrapa orientam sobre manejo sanitário 

Será realizado nesta quarta-feira (26/05), das 8h30 às 18h, no Hotel Deville, em Cascavel, o curso de aperfeiçoamento em produção animal destinado à capacitação de profissionais das cooperativas do Paraná que atuam na produção de leite e derivados. Promovido pelo Sistema Ocepar, com apoio da Embrapa Gado de Leite, vai tratar de manejo sanitário de bovinos de leite, incluindo alimentação; cuidados com recém-natos, novilhas e vacas em lactação; vacinação e controle de endo e ecto-parasitas. Também serão abordados outros temas como tuberculose e brucelose, diarréias, exames periódicos, mamite e manejo dos cascos, além da importância e conhecimento sobre zoonoses.

Informações - Mais informações com Leandro Macioski (e-mail: leandro@sescooppr.org.br / fone (41) 3200 1128) ou com Alexandre Amorim (e-mail: alexandre@ocepar.org.br / fone (41) 3200-1114).


DIPJ: Curso vai abordar legislação e Declaração de Imposto Pessoa Jurídica 

Profissionais da área contábil e de auditoria interna das cooperativas do Paraná participam, nos próximos dias 10 e 11 de junho, no auditório do Sistema Ocepar, em Curitiba, da turma única do Curso de DIPJ (Declaração de Imposto Pessoa Jurídica). A capacitação visa apresentar as alterações na legislação societária aplicável às sociedades cooperativas no âmbito do IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica), CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), PIS (Programa de Integração Social) e Cofins (Contribuição para financiamento da Seguridade Social), além de orientar sobre aspectos relevantes ligados ao preenchimento da DIPJ.
Instrutor - O instrutor do curso é Dorly Dickel, bacharel em Ciências Contábeis e Administração de Empresas pela Faculdade Porto Alegrense de Ciências Contábeis e Administrativas, pós-graduado em cooperativismo, atuando desde 1975 como professor no curso de especialização em cooperativismo na Unisinos.

Inscrições - As inscrições devem ser feitas até o dia 04 de junho por meio do agente de Desenvolvimento Humano das cooperativas pelo site www.ocepar.org.br. Na ausência desse profissional, os interessados devem entrar em contato com Stella Soliman (e-mail: stella@sescooppr.org.br / fone 41 3200-1129) ou com Josias Ferreira Alves (e-mai: Josias@sescooppr.org.br / fone 41 3200-1134).




JORNALISMO: Desafio da sustentabilidade do Sistema é tema do 2° Prêmio Unimed 

A 2ª edição do Prêmio Unimed de Jornalismo, lançada este ano pela Unimed Paraná com o tema "O desafio da sustentabilidade do Sistema de Saúde frente à atual tendência do aumento progressivo de custos assistenciais" deve premiar jornalistas e acadêmicos no valor de aproximadamente R$ 40 mil reais, isentos de impostos. O prêmio tem por objetivo estimular profissionais e estudantes de jornalismo do Paraná a discutirem saúde e as questões que envolvem o setor, como qualidade, acesso e restrições e custos crescentes.

Categoria especial - Nesta segunda edição, além das categorias profissional e destaque acadêmico, com suas subcategorias (jornalismo impresso, rádio e TV), o prêmio também conta com a categoria especial mídia corporativa, especialmente destinada aos profissionais de jornalismo que trabalham nas assessorias de imprensa de cooperativas, sindicatos, conselhos, entre outras organizações. Os três primeiros lugares da categoria profissional receberão R$ 4 mil, R$ 3 mil e R$ 2mil, respectivamente. Os três primeiros lugares da categoria destaque acadêmico receberão R$ 1 mil, R$ 700,00 e R$ 400,00, respectivamente. E a categoria mídia corporativa pagará um prêmio único no valor de R$ 3 mil reais para matérias veiculadas em rádio, impresso ou internet. As inscrições vão até o dia 29 de outubro, para matérias veiculadas de 26 de abril a 29 de outubro, deste ano. Com o objetivo de facilitar o processo, a primeira etapa das inscrições será realizada pela internet no site www.unimed.com.br/premiounimeddejornalismo.

Premiação - A premiação será durante jantar de final de ano da Federação das Unimeds do Estado do Paraná, no dia 04 de dezembro. É importante frisar que as matérias concorrentes não precisam citar o nome da Unimed. Essa obrigatoriedade só existe no caso de haver a citação do nome de outra operadora. Tudo isso pode ser visto no regulamento que, em breve, chegará às redações e estará disponível no site da Unimed.


CAPAL: Concurso de Redação é organizado em comemoração ao Jubileu de Ouro 

A Capal Cooperativa Agroindustrial, objetivando divulgar a sua história de vida como um exemplo de cooperativismo, organizou um Concurso de Redação entre as atividades que comemoram o seu Jubileu de Ouro.

Os alunos da rede estadual e particular de ensino foram divididos em três categorias: 1ª - alunos de 5ª e 6ª séries; 2ª, alunos de 7ª e 8ª séries, e 3ª, alunos dos três anos do ciclo médio. O tema Cooperativismo será não apenas apresentado como conteúdo didático em sala de aula, mas também como tema de redação. Das redações, após corrigidas pelos respectivos professores, serão selecionadas duas de cada série, por categoria e as duas finalistas de cada escola. Os vencedores serão conhecidos e premiados durante em cerimônia especial a ser realizada durante a semana de comemorações do Jubileu de Ouro, de 13 a 19 de setembro do corrente. (Imprensa Capal)


COOPERANTE: Unidade armazenadora da cooperativa é certificada pelo Tecpar 

A unidade armazenadora da Cooperativa Agrícola Campo do Tenente (Cooperante) recebeu a certificação do Tecpar - Instituto de Tecnologia do Paraná. A entrega oficial do certificado acontece no dia 04 de junho, às 10 horas, na sede da Cooperante, localizada na Rua André Valenga, nº 360, no centro do município de Campo do Tenente (PR).



RAMO CRÉDITO: Londrinense vai integrar conselho do Bancoob 

O Conselho de Administração do Bancoob (CA), órgão de administração, gerenciamento, normatização e deliberação, foi renovado este ano. Entre os novos conselheiros está o empresário londrinense Oswaldo Pitol, que representará o Paraná. Sob a responsabilidade do Bancoob estão todas as centrais e singulares do Sistema Sicoob no Brasil, que hoje já é a sexta maior rede de serviços financeiros do país com: 1.800 pontos de atendimento, 14 Cooperativas Centrais, 608 Cooperativas Singulares, 2 milhões de associados - é o maior sistema cooperativo de crédito do país - R$ 6 bilhões de patrimônio de referência, R$ 9,4 bilhões em operações de crédito, R$ 7,8 bilhões de depósitos , R$ 15,9 bilhões de ativos totais e meio bilhão de reais em sobras distribuídas aos associados em 2009.

Colegiado - Composto por nove membros, o colegiado é responsável pela orientação geral dos negócios do banco e do conglomerado, valorização do patrimônio tangível e intangível da empresa, otimização do retorno do investimento e avaliação da diretoria. Os conselheiros atuam ainda no processo de gestão, uma vez que aprovam, em sintonia com o planejamento estratégico, as metas anuais para o banco.

Rapidez - Segundo Oswaldo Pitol, a experiência como conselheiro no Sicoob Norte PR e o conhecimento acerca da seriedade da singular londrinense, lhe permitirá atender a cidade com mais rapidez. ''Sei como o Sicoob é dirigido em Londrina, portanto terei mais facilidade em aprovar com meus pares, os pleitos que envolvem riscos, de uma organização que me é familiar, do que de outra, igualmente boa, mas que precisaria mais tempo para analisar'', explica.

Novo regime - O Sicoob Norte PR abrirá nos próximos meses mais um posto de atendimento (PAC) em Londrina. Dessa vez na região norte da cidade, na Av. Saul Elkind, 1460. É o terceiro posto de atendimento e o segundo inaugurado em menos de seis meses. O local foi escolhido devido ao nível de desenvolvimento da região. ''Nossa intenção é melhor atender o cooperado e prospectar novos associados na região que mais se expande na cidade'', afirma George Hiraiwa, diretor-presidente da cooperativa de crédito.

Confebras - Hiraiwa, que acaba de ser eleito para o conselho de administração da Confederação Brasileira das Cooperativas de Crédito (Confebras) comemora ainda o status de livre admissão do Sicoob Norte PR. ''Com a livre admissão, podemos trabalhar com qualquer tipo de cliente - pessoa física ou jurídica, de qualquer atividade profissional. Teremos condições de estender os benefícios do cooperativismo a um número maior de pessoas.''

Crescimento - Antes mesmo de operar sob os benefícios da livre admissão, a cooperativa de crédito já registra crescimento superior ao ano passado. ''O resultado do quadrimestre de 2010 está em R$ 2.023 milhões. É 12% acima do mesmo período de 2009'', diz Hiraiwa. (Folha de Londrina)


MILHO I: Subsídio para escoar grão chega ao Paraná 

Após dois meses de discussões interministeriais, o governo federal abre quinta-feira (27/05) nova série de leilões de milho através do Prêmio de Escoamento do Produto (PEP) - programa que premia o comprador que paga preço mínimo ao produtor, ou seja, R$ 17,46 a saca de 60 kg no mercado paranaense. Como ocorreu no ano passado, Mato Grosso será o foco da sequência de leilões. O Paraná, que reclama ter ficado de lado no ano passado, terá chance de vender parte dos estoques que pressionam as cotações há mais de dois anos. O principal destino do milho escoado com recursos do programa de garantia de preços mínimos será a exportação.

Intervenção - Os leilões fazem parte da maior intervenção do governo no mercado de grãos dos últimos 20 anos. Desde os anos 80 os estoques não subiam tanto a ponto de achatar os preços e exigir tamanho socorro oficial. Dos R$ 5,2 bilhões disponíveis para comercialização da safra 2010/11, um terço deve financiar o escoamento de milho. O volume de recurso é suficiente para premiar o escoamento de 10 a 11 milhões de toneladas - volume equivalente a todo o milho que o Paraná produziu no ciclo 2008/09. O governo estima que sejam necessários 12 leilões. Cada operação pode comercializar até 1 milhão de toneladas.

Safra passada - O governo também apoiou a comercialização de 11 milhões de toneladas de milho ano passado, quando o problema da superoferta tomou a proporção atual. Trata-se, assim, de uma segunda tentativa de esvaziar os armazéns. O estoque de passagem subiu da média de 3 milhões (dez. 2007 / jan. 2008) para 11 milhões (2008/2009). Para o leilão eletrônico de quinta-feira, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estabeleceu oferta de 600 mil toneladas de milho de Mato Grosso, 130 mil de Goiás e Distrito Federal, 120 mil do Paraná, 80 mil de Mato Grosso do Sul e 70 mil de Minas Gerais.

Volume baixo - O volume definido para o Paraná é considerado baixo e, ainda assim, pode não ser atingido, explica o gerente técnico e econômico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) Flávio Turra. "O prêmio é baixo e deve despertar pouco interesse do mercado".

Ajustes - Ajustes devem ser realizados em relação aos volumes de cada estado e aos prêmios, relata o técnico da Conab Eugênio Stefanelo, especialista no mercado de grãos. "Esse é só o primeiro leilão. Vamos experimentar o mercado e fazer ajustes de acordo com a demanda." Ele afirma que um volume bem maior de milho está previsto para Mato Grosso porque o estado enfrenta cotações bem menores que as dos outros estados. Os produtores matogrossenses estão recebendo pela saca entre R$ 7 e R$ 10,50 e os paranaenses R$ 14. Mato Grosso espera participar pelo menos com metade do volume a ser negociado nos leilões.

Estados vizinhos - "Se o Paraná escoar muito milho para longe, os estados vizinhos é que vão reclamar", alega o coordenador geral da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Sílvio Farnese. O estado consome dois terços do que produz e vende o excedente, boa parte para Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Exportação - Pelas próprias regras do leilão, será mais vantajoso exportar o milho negociado nos leilões do que escoar para outras regiões do país. Oficialmente, no entanto, o objetivo do governo é facilitar o escoamento no mercado interno. Para receber prêmio da Conab - que varia de R$ 2,52 a R$ 6,84 por saca, dependendo da região da negociação - o comprador não pode transferir o produto para os estados do Sul, Sudeste (exceto norte de Minas e Espírito Santo) Centro-Oeste, nem para Bahia, Maranhão, Piauí, Ron­dônia, Sergipe e Tocantins. So­­bram os cinco estados mais distantes do Nordeste e do Norte, com regiões consumidoras que ficam a mais de 2 mil quilômetros do Paraná e a mais de 1 mil de Mato Grosso. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)



MILHO II: Falta mercado para o excedente 

Não há espaço no mercado interno para as 11 milhões de toneladas de milho que serão leiloadas. Os dez estados do Norte e do Nordeste que podem receber o cereal possuem 39 milhões de habitantes e produzem 1,69 milhão de toneladas do cereal ao ano, garantindo o consumo humano, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Considerando também o consumo animal e o industrial, Norte e Nordeste produzem metade do milho que precisam, de acordo com avaliação de consultorias locais como a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba). Assim, essas duas regiões absorveriam no máximo 6 milhões de toneladas, considerando todos os estados que as compõem. Índices da consultoria Safras & Mercado indicam que Norte e Nordeste importam menos de 1 milhão de toneladas de milho por ano.

Previsão - A previsão da Conab é que sejam exportadas 8,5 milhões de toneladas de milho neste ano. Os leilões tentam fazer com que essa projeção da própria companhia seja superada, uma vez que praticamente todas as regiões do país estão bem abastecidas. Só em 2007 o país superou essa marca, exportando 10,9 milhões de toneladas de milho. No primeiro quadrimestre, os embarques brasileiras de milho somaram em 1,9 milhão de toneladas - 1 milhão a menos que no mesmo período do ano passado. Tradicionalmente, as exportações se concentram no segundo semestre. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)



ENERGIA RENOVÁVEL: Laboratório quer tornar biogás mais barato e melhor 

O primeiro laboratório brasileiro para pesquisas com biogás entrará em operação com uma missão ambiciosa: torná-lo melhor e mais barato. Especialistas responsáveis pela iniciativa que será desenvolvida no Parque Tecnológico Itaipu (PTI), em Foz do Iguaçu, a partir do segundo semestre, terão como tarefa principal testar a capacidade de novas matérias-primas e equipamentos de filtragem que possam garantir maior qualidade ao gás a custos cada vez mais acessíveis.

Termo de cooperação - O laboratório é resultado de um termo de cooperação firmado entre o PTI, o Observatório Brasil de Energias Renováveis, a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Onudi) e a Universidade de Recursos Naturais e Ciências Aplicada à Vida, na Áustria. Cerca de R$ 75 mil serão repassados pela Onudi para a compra dos equipamentos e os austríacos auxiliarão na montagem da estrutura e na capacitação dos técnicos. A ideia é integrar este a outros laboratórios em vários estados para a formação de uma rede de pesquisas.

À frente - "O Paraná está bem à frente na corrida pela excelência no desenvolvimento de energias renováveis, principalmente em relação ao biogás. Uma das vantagens é a característica agroindustrial do estado, com um potencial bastante grande e ainda pouco explorado", aponta o supervisor da Coor­denação de Energias Renováveis da Companhia Paranaense de Energia (Copel), Francisco José de Oliveira.

Desafio - Segundo o especialista, o principal desafio é a popularização da produção e do consumo do biogás. A resistência está no custo ainda alto dos biodigestores. O custo da estrutura necessária - como as piscinas onde o material orgânico é armazenado e processado, os filtros e o gerador - pode variar de R$ 10 mil a R$ 110 mil, dependendo do tamanho da propriedade e da quantidade de matéria orgânica produzida.

Modelos - Alguns modelos que estão sendo testados, como o construído pelos irmãos Pedro e Paulo Köhler, podem reduzir esse valor. O desenvolvido pela Köhler Biodigestores - empresa de Toledo incubada no PTI - reduz o investimento para até um terço. Com os dejetos de 40 vacas leiteiras, o biodigestor de 40 m³ instalado há quase um ano na propriedade de 33 hectares produz o equivalente a um botijão de 13 kg de gás por dia - os menores, de 5 m³, geram três botijões por mês.

Retorno - Apesar de na maioria dos casos o custo ser ainda alto, o retorno compensa, garante José Carlos Colombari, proprietário da Granja São Pedro, pioneira na transformação de dejetos animais em energia elétrica. Instalada em São Miguel do Iguaçu, no Oeste do estado, a propriedade gera o suficiente para suprir a própria demanda e ainda vender o excedente à Copel. Um sistema bidirecional faz com que, em momentos de baixo consumo, a energia gerada a mais seja remetida ao sistema, invertendo o fluxo quando o consumo supera a produção.

Outros participantes - Também integram a experiência a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), com a estação de tratamento Ouro Verde, a Cooperativa Lar, com três unidades, e o Laticínio StarMilk, de Céu Azul. Juntos, os quatro fornecedores têm capacidade para produzir 484 KW, o suficiente para manter o consumo de cerca de 100 casas de porte médio. Definida em leilão, a tarifa praticada é de R$ 128,50 por MWh produzido e enviado à rede de distribuição. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)



CLIMA I: La Niña ameaça racionar chuvas na safra 2010/11 

Os meteorologistas ainda não lançaram previsões completas sobre a primavera e o verão, mas estão recebendo dados de observatórios internacionais que indicam a ocorrência do fenômeno La Niña nos próximos meses. As águas do Oceano Pacífico, que estavam mais quentes que o normal durante o El Niño registrado no último ano, estão se resfriando lentamente. As mudanças devem inverter a tendência de chuvas em regiões como o Sul do Brasil - previsão que preocupa a agricultura.

Inverno - Para o inverno, a notícia é boa, uma vez que favorece a produção de trigo. As previsões já apontam menos chuva e mais frio que no ano passado para essa fase de tran­sição. O risco para o cereal passa a ser o de geadas tardias. Os grãos perdem utilidade na fabricação de farinha quando atingidos por temperaturas próximas de zero e gelo na fase final do ciclo, a partir do fim de agosto. Mesmo assim, a tendência é que a produtividade e a qualidade da produção deste ano sejam bem melhores que as de 2009, quando a chuva prejudicou mais de um terço da colheita.

Safra de verão - O grande problema será para a safra de verão. Confirmado o La Niña, pode faltar água para a soja e o milho, os dois principais produtos da agricultura do Paraná. As chuvas em excesso que chegam aos campos do Sudeste dos Estados Unidos podem fazer falta aos produtores não apenas do Sul e do Centro-Oeste do Brasil. Argentina, Chile, Paraguai e Peru também tendem a sofrer com déficit hídrico. A preocupação se estende à produção de café, cana-de-açúcar e à própria pecuária. Já as regiões Norte e Nordeste do Brasil, ao contrário, podem receber até mais chuvas.

Segundo semestre - "Os principais centros meteorológicos do mundo estão apresentando sinais de La Niña para o segundo semestre", afirma o meteorologista do Simepar Reinaldo Kneib, de Curitiba. Ainda não é possível, contudo, prever se haverá danos para a agricultura, pondera a meteorologista Ângela Beatriz da Costa, que atua no Instituto Agronômico do Paraná, em Londrina. "Ainda não é o momento de os produtores rurais se alarmarem", afirma Renato Lazinski, meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologa (Inmet).

Força - Os especialistas afirmam que a partir de julho será possível dimensionar a força do La Niña e, aí sim, medir sua influência no clima do Paraná e de outras regiões agrícolas. O fenômeno tem características opostas às do El Niño. No Sul do Brasil tende sempre a reduzir as chuvas e a umidade do ar. No entanto, nem sempre se manifesta tão claramente quanto seu irmão. Ou seja, mesmo que as águas superficiais do Pacífico continuem se resfriando, a ocorrência de seca pode ser localizada ou nem mesmo se confirmar.

Deslocamento - O que ocorre é que, a partir da mudança na temperatura do Pacífico, as massas de ar úmido da região amazônica não se deslocam para o Sul, permanecem na região ou seguem para o Nordeste. Dessa forma, estados como o Paraná passam a depender de chuvas que venham do Sul, nem sempre suficientes. Quanto maior o resfriamento das águas oceânicas, mais chances dessa alteração. "A variação na temperatura das águas do Pacífico é muito lenta. Precisamos de meses para confirmar uma tendência como a do La Niña. O mais difícil, neste momento, é de­­terminar a intensidade do fenômeno. Mas podemos di­­zer que a probabilidade de ele ocorrer é de aproximadamente 80%", diz Reinaldo Kneib. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)


CLIMA II: Fase é de transição e dúvidas 

A previsão de La Niña deixa a agricultura preocupada, mas não se trata de uma sentença de seca. Os dados históricos mostram que a produção agrícola tende a sofrer com falta de água, mas nem sempre isso ocorre. Basta lembrar que 2007/08, quando o país atingiu a marca recorde de 144 milhões de toneladas de grãos, era ano de La Niña.

Neutralidade - Por outro lado, mesmo em anos considerados neutros pode ocorrer estiagem. No ciclo 2008/09, de neutralidade climática, o produtor precisou driblar a falta de chuva. Quando todo o plantio deveria estar concluído, a tarefa estava apenas começando em municípios do Norte do estado. Parecia ano de La Niña. Só no final de outubro é que houve chuva para as sementes germinarem. Depois, em plena safra, também faltou água para as plantas. As perdas foram estimadas pelo Departamento de Economia Rural (Deral) do Paraná em mais de 6 milhões de toneladas de grãos.

Perdas - Isso não significa que haverá perdas na mesma proporção se o La Niña se confirmar em 2010/11, dizem os meteorologistas. Cautelosos, eles ponderam que não se pode afirmar que isso vá ocorrer em todas as regiões, nem se faltará umidade justamente na época do plantio ou do desenvolvimento da lavoura. A certeza, no entanto, é que o risco de perdas é maior, principalmente na comparação com os anos de El Niño, quando sobra chuva e as plantas tendem a se desenvolver com mais vigor.

Exceções - Também em anos de El Niño ocorrem exceções, como o quadro atual do milho em Mato Grosso. O estado não deve chegar aos 5 mil quilos por hectare atingidos nesta mesma época do passado. As chuvas pararam antes do que se previa. A rigor, o El Niño ainda não se desfez, mas as frentes frias que vêm do Sul não têm apresentado a força necessária para chegar ao Centro-Oeste. Para Renato Lazinski, esta já pode ser uma manifestação do próximo La Niña. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)


CAFÉ: Regras de qualidade reforçam liderança do Brasil no setor, diz Rossi

No Dia Nacional do Café, comemorado nesta segunda-feira (24), o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi, assinou a instrução normativa que vai garantir a qualidade da segunda bebida mais consumida no Brasil, atrás apenas da água. Na ocasião, Rossi destacou o ineditismo da medida em nível internacional. "No mundo inteiro, não há uma exigência real de qualidade do café em grão e do café torrado e moído. Portanto, é o primeiro regulamento desta natureza, o que mantém o Brasil na liderança do setor cafeeiro", avaliou. As normas serão publicadas no Diário Oficial da União desta terça-feira (25/05).

Respeito - O ministro disse, ainda, que a medida é um ato de respeito ao consumidor e que o marketing de outros países alterou a visão mundial sobre o café produzido no País, inclusive a da população brasileira. "Precisamos mostrar que produzimos com profissionalismo e dedicação. Quem tem o melhor café do mundo não pode ter o mito de que o bom produto só vai para o exterior", enfatizou.

Em vigor - As novas regras de qualidade começarão a vigorar em fevereiro de 2011. O prazo servirá para que os torrefadores se adaptem à novidade e os técnicos do Ministério da Agricultura (Mapa) se preparem para a fiscalização do produto. Equipes coletarão amostras de diversas marcas presentes no comércio varejista ou na indústria para análise de impurezas em laboratório oficial ou credenciado. Haverá, ainda, a prova da xícara, feita a partir da degustação da bebida.

Punições - O secretário de Produção e Agroenergia do Mapa, Manoel Bertone, explicou que as empresas que não atenderem os critérios impostos poderão sofrer punições. "Serão inibidas as marcas que não respeitam o consumidor e concorrem de forma desleal com a indústria de torrefação brasileira, com misturas impróprias. Permanecerão aqueles torrefadores que cumprem as regras, têm produto honesto e alcançarão esse nível de qualidade sem grande dificuldade". Isso, na opinião do secretário, terá como resultado maior consumo interno, melhores preços ao produtor e valor justo ao comprador. (Mapa)



GRÃOS: Inscrições abertas para a 5ª Conferência Brasileira de Pós-colheita 

A Associação Brasileira de Pós-colheita - ABRAPOS está promovendo neste ano de 2010, a 5ª Conferência Brasileira de Pós-colheita (5CBP2010), a ser realizada de 19 a 21 de outubro de 2010 no Centro de Convenções de Foz do Iguaçu, situado na BR 469 km 13, Acesso ao Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, na cidade de Foz do Iguaçu, PR. Paralelamente, no dia 20 de outubro, acontecerá o Forum Latino Americano de Pós-colheita.

Parcerias - Para que este evento alcance o objetivo, a ABRAPOS conta com as parcerias da instituição realizadora, Cotriguaçu, e das co-promotoras como C.Vale, Coopavel, Lar, Copacol, Coamo, Agrária, Integrada, Cocamar, Batavo, Unioeste, PUCPR, MAPA, Embrapa Soja, Embrapa Trigo, Fepagro, Codapar, Agrosystem, Bequisa, Vetquimica e Keepdry.

Programação - Haverá apresentação de trabalhos na forma de pôster e/ou apresentação oral em plenária, e os manuscritos na forma de resumos expandidos serão publicados nos Anais a serem entregues no dia a todos participantes. Veja as normas no site www.abrapos.org.br/eventos/cbp2010 e submeta seu trabalho. A data limite é 31 de julho de 2010.

Detalhes - Empresas interessadas em expor seus produtos, serviços e tecnologias também podem participar. Existem estandes disponíveis para a venda que atendam sua necessidade. Para maiores detalhes consulte o site www.abrapos.org.br/eventos/cbp2010, ou diretamente na secretaria do evento no seguinte endereço: COTRIGUAÇU Cooperativa Central / Nilva Seben - Secretária Executiva / Tel (45) 3225-2255 - Fax (45) 3224-3838

Rua da Bandeira, 541 CEP85812-270 - Cascavel, PR / Email: cotriguacu@cotriguacu.com.br . (Assessoria de Imprensa)


AVES: Setor de frango já sente efeitos da crise grega

A crise grega, que se espalhou também por outros países da Europa, começa a afetar o Brasil. Um dos principais setores de exportação, o de frango, já sente a retração das vendas neste ano. É o que deverá mostrar os dados da Ubabef (União Brasileira de Avicultura) a serem divulgados nesta quinta-feira (25/05). Os europeus compraram 15% menos frango dos brasileiros nos quatro primeiros meses deste ano em relação a igual período anterior. Na avaliação dos europeus, essa queda foi provocada pela crise grega, que está freando o consumo interno.

Proteção - Francisco Turra, presidente-executivo da Ubabef, não descarta, porém, uma busca de proteção do mercado. Para proteger os produtores locais, os europeus criaram medidas unilaterais e querem adotar um novo sistema de cotas. Produtores e exportadores brasileiros estudam medidas contra eles na OMC (Organização Mundial do Comércio).

Mercado europeu - O mercado europeu é importante para o Brasil. Serve de passaporte para outros mercados. Foi assim com a China, que não teve dificuldades em aprovar os frigoríficos já habilitados para exportar para a Europa, diz Turra. Se a União Europeia tenta criar barreiras, os brasileiros apostam ainda mais no mercado russo, que impôs restrições ao frango dos EUA. Além disso, Turra diz que o produto brasileiro está ganhando bom espaço em países asiáticos e africanos, depois que a indústria nacional teve de buscar novos parceiros devido à crise de 2008.

Outras carnes- O setor de carne bovina ainda não sentiu nos números a queda de embarques para a União Europeia, mas isso deve ocorrer a partir da segunda quinzena de junho, segundo Otávio Cançado, da Abiec (associação do setor). Já os exportadores de suínos, devido à concentração de vendas à Rússia, estão otimistas com 2010, diz Pedro Camargo Neto, da Abipecs. (Folha de São Paulo)



EXPORTAÇÕES: Balança comercial tem superávit de US$ 2 bilhões na parcial de maio 

As exportações brasileiras superaram as importações em US$ 546 milhões na última semana, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Com isso, o resultado da balança comercial de maio, no acumulado até o dia 23, está positiva em US$ 2,01 bilhões. O resultado parcial de maio representa quase a metade de todo o saldo positivo registrado neste ano.

Acumulado - Em 2010, no acumulado de janeiro a 23 de maio, a balança registrou um superávit de US$ 4,18 bilhões. Na comparação com igual período de 2009, quando as exportações superaram as importações em US$ 8,43 bilhões, o saldo positivo teve uma forte queda de 50,3%.

Melhoria - Nos últimos meses, a balança comercial começou a apresentar números melhores do que o registrado no primeiro trimestre de 2010. Em abril, o saldo já somou US$ 1,2 bilhão, contra um déficit de US$ 169 milhões em janeiro, e superávits de US$ 393 milhões em fevereiro e US$ 668 milhões em março. Uma das explicações para a melhora de abril em diante é o início das vendas da safra brasileira ao exterior.

Efeitos - Mesmo com o início de uma recuperação nos útimos meses, o saldo da balança comercial ainda sente os efeitos do forte ritmo de crescimento da economia brasileira, fator que estimula as importações. Ao mesmo tempo, com a entrada de dólares no Brasil neste ano, a moeda norte-americana tem ficado desvalorizada - fator que barateia as compras do exterior e encarece as vendas externas brasileiras.

2010 - No acumulado de 2010, as exportações brasileiras somaram US$ 66,72 bilhões, com média diária de US$ 695 milhões, enquanto que as compras do exterior totalizaram US$ 62,53 bilhões, com média de US$ 651 milhões por dia útil. Na comparação com o mesmo período do ano passado, as exportações cresceram 26,9%, e as importações avançaram 41,7%.

Previsões para 2010 e 2011 - Analistas de bancos esperam um saldo de US$ 14,5 bilhões para a balança comercial em 2010. No ano passado, o superávit comercial revisado somou US$ 25,34 bilhões, com um crescimento de 1,5% sobre o superávit registrado em 2008 (+US$ 24,95 bilhões). Apesar da queda frente a 2009, a previsão dos economistas do mercado financeiro vem melhorando nas últimas semanas. Há um mês atrás, eles previam um saldo comercial menor para este ano (+US$ 12 bilhões). Para 2011, porém, a estimativa dos economistas é de um superávit comercial menor, de US$ 4,5 bilhões. (G1/Globo.com)



PRÊMIO OCEPAR: Trabalhos podem ser inscritos até 12 de julho 

Profissionais de comunicação de todo o Paraná têm até o dia 12 de julho para inscrever seus trabalhos no 7º Prêmio Ocepar de Jornalismo. O tema escolhido para este ano é "Cooperativismo: organização econômica e social que desenvolve comunidades e pessoas". O concurso é dividido em quatro categorias: Jornalismo Impresso (jornais e revistas); Telejornalismo (emissoras de televisão); Radiojornalismo (emissoras de rádio) e Mídia Cooperativa (jornais, revistas, programas de rádio e internet das cooperativas paranaenses). Serão aceitas matérias veiculadas no período de 1º de janeiro de 2010 a 12 de julho de 2010. Cada participante poderá inscrever até três trabalhos.

Objetivo - Em sua sétima edição, o Prêmio Ocepar de Jornalismo tem como objetivo principal promover e divulgar os projetos e ações econômicas e sociais realizadas pelo cooperativismo para o desenvolvimento das comunidades onde está inserido e na transformação da vida das pessoas. O prêmio abrange todos os ramos do cooperativismo, da produção à prestação de serviço, assim como, os projetos de responsabilidade social que envolvam cooperativas, cooperados, funcionários e a comunidade.

Premiação - O total de prêmios a ser distribuído é de R$ 51 mil já descontados todos os impostos. Serão premiadas as melhores reportagens relacionadas aos diversos ramos do cooperativismo: agropecuário, crédito, saúde, transporte, turismo, habitacional, educacional, infraestrutura (eletrificação rural), consumo, mineral e trabalho. Os três melhores trabalhos receberão como prêmio: 1º lugar R$ 6 mil; 2º lugar R$ 3 mil e 3º lugar: R$ 2 mil. Os prêmios especiais serão de R$ 3.500 para o ramo crédito e R$ 3.500 para o ramo saúde. Os vencedores serão conhecidos no dia 29 de julho de 2010 durante evento a ser realizado em Curitiba em local a ser divulgado.

Lançamentos - O Prêmio Ocepar de Jornalismo é uma iniciativa do Sistema Ocepar que conta com o patrocínio da Federação Unimed Paraná e Sicredi Paraná e apoio do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor). O concurso foi lançado no início de abril, em Curitiba, e divulgado também no interior do Estado, reunindo cerca de 350 participantes em 10 cidades paranaenses.

Serviço - VII Prêmio Ocepar de Jornalismo - Tema: "Cooperativismo: organização econômica e social que desenvolve comunidades e pessoas" - Prazo de veiculação: 1º de janeiro a 12 de julho de 2010. - Solenidade Premiação: 29 de julho de 2010 - Curitiba. Veja o regulamento e ficha de inscrição no site: www.ocepar.org.br


 

 
   
 
   

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