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SESCOOP/PR: Banco do Brasil conhece indicadores de gestão das cooperativas do PR
Na última sexta-feira (21/05), o presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, acompanhado do gerente de Desenvolvimento e Autogestão do Sescoop Paraná, Gerson Lauermann, esteve na sede do Banco do Brasil, em São Paulo, apresentando os principais indicadores de gestão das cooperativas paranaenses para as diretorias de crédito, comercial, superintendentes, gerentes e assessores do BB. Nesta reunião Koslovski falou do bom momento vivido pelo sistema cooperativista paranaense que fechou, mesmo num ano de forte crise internacional (2009), com um faturamento de R$ 24,9 bilhões, dos quais, R$ 21 bilhões movimentados pelas cooperativas agropecuárias, setor que investiu R$ 1 bilhão em infraestrutura, armazenagem e agroindústria. Segundo Kosloviski, "as cooperativas agropecuárias participam de forma efetiva em todo o processo de produção, beneficiamento, armazenamento e industrialização agropecuário, fazendo com que o cooperado seja um agente ativo no mercado interno e externo, bem como nas ações sociais em sua comunidade". Através de uma analise criteriosa feita pelos profissionais da gerência de Desenvolvimento e Autogestão, foram apresentados vários gráficos que fazem uma radiografia completa do cenário econômico e financeiro das cooperativas agropecuárias paranaenses. Para Koslovski "esse monitoramento, realizado há mais de uma década pelo Sistema Ocepar, servem para verificar tanto o desempenho econômico como financeiro das cooperativas e saber quais são os caminhos de crescimento e das reais necessidades de recursos para continuarem se desenvolvendo, gerando emprego e distribuindo renda", frisou.
Presenças - Participaram desta apresentação do Sescoop Paraná em São Paulo o Diretor de Crédito Rural do Banco do Brasil, José Carlos Vaz, do Diretor de Crédito, Walter Malieni Júnior, do Superintendente Comercial, Ives Cézar Fulber, do Gerente Geral, Ademir Alves Pereira, do Gerente de Divisão, Ronaldo Kiss e de Maria Cristina F. de Araújo da área de analise de crédito do banco. Na opinião do Superintendente Comercial do Banco do Brasil, Ives Cézar Fulber, a iniciativa de levar ao conhecimento do banco informações sobre a "saúde financeira" das cooperativas do Paraná é de extrema importância. "Foi tão significativa que marcamos para o dia 10 de junho uma nova reunião na sede da Ocepar, juntamente com o Diretor de Crédito, José Carlos Vaz, para tratarmos sobre o prosseguimento deste trabalho junto aos demais setores do banco", frisou.
TÉCNICO E ECONÔMICO: Consultor apresenta cenários macroeconômicos
Informações sobre os cenários macroeconômicos foram apresentadas aos participantes do Fórum Financeiro e de Mercado 2010, na tarde da última sexta-feira (21/05), no auditório do Sistema Ocepar, em Curitiba. O tema foi abordado por Juan Jensen, da Tendências Consultoria Integrada, empresa que tem como um dos principais sócios o ex-presidente do Banco Central, Gustavo Loyola. "Tanto Loyola, com o Maílson da Nóbrega, que foi ministro da Fazenda, contribuem imensamente com a elaboração dos nossos cenários", afirmou Jensen no início de sua explanação. Em sua apresentação, ele trouxe dados sobre a conjuntura mundial e traçou ainda um quadro do cenário doméstico com enfoque na atividade econômica brasileira. O consultor falou sobre a situação dos Estados Unidos, Europa e China. "Depois de um ano muito ruim para Estados Unidos, Europa e Japão, os países desenvolvidos vão continuar caminhando lentamente, principalmente no caso europeu. Entre os emergentes, destaque para a China, que, querendo ou não, é o país que está dando sustentação, principalmente para os preços internacionais. Já o Brasil apresentou um desempenho fraco no ano passado e forte nesse ano. E há boas perspectivas no campo das exportações para o país", considerou.
Política fiscal - Na avaliação de Jensen, a política fiscal é um dos grandes problemas para a economia brasileira. "Estamos longe ainda da situação grega, que é resultado de um grande problema fiscal. Mas, se continuarmos no ritmo que estamos nos últimos dois anos, poderemos chegar a ser a próxima Grécia, claro que num prazo de 15 a 20 anos, coisa que nenhum de nós quer, obviamente", afirmou. De acordo com ele, o crescimento industrial deve atingir 11% em 2010/11, que é o mesmo nível de produção que o país já alcançou em 2008, mas o país precisa reduzir a carga tributária e melhorar a infraestrutura para aumentar a competitividade. "Com a carga tributária que o país tem, principalmente em relação ao mercado de trabalho, que possui muitos impostos, fica difícil você competir de fato. Ou seja, reduzir a carga tributária é fundamental para aumentar a competitividade e o segundo ponto é a infraestrurura", afirmou "Um tonelada de soja produzida no interior do Mato Grosso chega ao porto custando o dobro do que saiu da porta da fazenda. É o custo Brasil. Temos como combater isso, melhorando significativamente a nossa infraestrutura. Mas o setor público não tem dinheiro para fazer investimento e também não quer fazer parceria com a iniciativa privada", disse ainda.
PAC - Nesse sentido, ele destacou o Programa de Aceleração do Crescimento, do governo federal. "O PAC diagnostica muito bem onde estão os problemas mas está muito longe de resolvê-los porque o programa tem a intenção de elevar o investimento público, que era de 1% do PIB (Produto Interno Bruto), para 1,5% do PIB. Quando a gente precisa sair de uma taxa de investimento de 18% para 23%, ou seja, você precisa fazer um ajuste brutal de contas públicas para gerar mais um, dois ou três pontos de investimentos ou, além disso, fazer parcerias com o setor privado para, de fato, fazer esses investimentos e reduzir o custo Brasil. A gente acha que essa é a melhor forma de melhorar a competitividade das manufaturas brasileiras e de todo o setor exportador", ressaltou.
Inflação, juros e câmbio - Segundo Jensen, a inflação deve subir um pouco, mas em índice ainda condizente com as metas; os juros estão subindo por conta da piora nas expectativas e o câmbio deve sofrer certa volatilidade devido às eleições, mas depois deve voltar aos patamares de R$ 1,80. O consultor também fez uma análise do cenário político, com foco nos principais candidatos ao cargo de presidente da República, José Serra e Dilma Roussef.
Autogestão - O Fórum prosseguiu com a apresentação do analista econômico e financeiro do Sescoop/PR, Devair Mem, que substituiu o gerente de Desenvolvimento e Autogestão, Gerson Lauermann. Ele fechou a programação do evento abordando o cenário econômico e financeiro das cooperativas agropecuárias paranaenses e apresentando os indicadores de gestão. Antes, o superintendente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, explicou como funciona a gerência de Desenvolvimento e Autogestão, que tem como atribuições prestar assessoria na constituição de novas cooperativas e na organização dos cooperados; fazer o acompanhamento econômico e financeiro das cooperativas; promover capacitação e treinamento, além de realizar trabalhos especiais e consultorias. "Os objetivos da Autogestão são: a assunção da gestão cooperativa pelos cooperados, líderes e dirigentes; ser, efetivamente, um instrumento de melhoria empresarial e agregação dos cooperados na cooperativa e tornar ainda mais transparente a administração da sociedade aos cooperados", afirmou Ricken.
Indicadores - Na seqüência, Devair apresentou os indicadores do cooperativismo paranaense entre os anos de 2001 e 2009 e a evolução ocorrida nesse período em termos de faturamento, número de cooperativas e de cooperados, exportações, impostos recolhidos, investimentos, geração de postos de trabalho, participação no PIB agropecuário do Estado, entre outros itens. Somente em 2009, por exemplo, as cooperativas do Paraná atingiram movimentação econômica de R$ 25 bilhões, apesar da crise financeira mundial iniciada no ano anterior. Devair tratou ainda sobre os ramos que fazem parte do cooperativismo e a representatividade de cada segmento no Estado. Também apresentou dados do ramo agropecuário; mostrou como o setor faz a distribuição da riqueza gerada e fez um comparativo entre as cooperativas e demais empresas mercantis. Devair ressaltou ainda a importância da parceria das instituições financeiras com o cooperativismo paranaense, com o objetivo de fortalecer o desenvolvimento do setor. Representantes de bancos públicos e privados também participaram do evento na segunda parte da programação.
Fórum - O Fórum Financeiro e de Mercado 2010 foi promovido pelo Sistema Ocepar, reunido cerca de 70 pessoas, entre diretores, gerentes e analistas da área comercial e financeira das cooperativas do estado do Paraná, além de representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Secretaria de Estado da Agricultura (Seab), Federação da Agricultura do Paraná (Faep), entre outros convidados. Na parte da manhã, o evento contou com a participação do consultor da empresa FCStone, Glauco Monte, que tratou sobre as perspectivas de mercado para a soja e as estratégias de gerenciamento de riscos em commodities agrícolas. Depois, do coordenador geral da área de cereais e culturas anuais da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, Silvio Farnese, falou sobre as perspectivas de mercado de milho, diretrizes do Plano Agrícola e Pecuário 2010/11, novas normativas para os leilões de PEP (Prêmio de Escoamento da Produção) e programação de apoio governamental para o milho e trigo.
RAMO SAÚDE: Fórum de cooperativismo médico reúne profissionais em Brasília
A situação socioeconômica das cooperativas de trabalho médico e a terceirização serão temas debatidos no III Fórum Nacional de Cooperativismo Médico. O evento será nesta quinta e sexta-feira (27 e 28/05), no auditório do Conselho Federal de Medicina, em Brasília (DF). O presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, participará da abertura, ao lado de representantes do governo e de entidades importantes no cenário nacional, como o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, o presidente da Unimed Brasil, Eudes de Freitas Aquino, além dos presidentes das entidades médicas: Roberto Luiz d'Ávila (Conselho Federal de Medicina), José Luiz Gomes do Amaral (Associação Médica Brasileira) e Paulo Argollo (Federação Nacional dos Médicos). Dentro da programação do evento, está a posse da diretoria da Confederação das Cooperativas Médicas (Confemed). (Informe OCB)
LAR: Campeões de produtividade são premiados
Com o objetivo de avaliar, analisar e reconhecer os produtores que obtiveram os melhores resultados nas atividades agrícolas e pecuárias, assim estabelecendo o potencial produtivo a ser buscado pelos demais, a Cooperativa Agroindustrial Lar divulgou, na sexta feira (21/05), os campeões de produtividade 2009/2010, em várias categorias. O evento foi realizado na Associação Recreativa Lar de Medianeira, com a presença de associados, membros da diretoria executiva e da comunidade. Para o diretor presidente da Cooperativa Agroindustrial Lar, Irineo da Costa Rodrigues, "o concurso de produtividade é muito importante, possibilitando avaliar a evolução ocorrida na produtividade e reconhecer os associados que tiveram bom resultado, com o auxilio da área técnica. É a consolidação de um trabalho de décadas, e faz história na Cooperativa Lar, também nos dá referência para que possamos crescer ainda mais". (Imprensa Lar)
PRIMATO I: Palestra sobre silagem é realizada em parceria com a Coodetec
Em busca de novas tecnologias, a Primato Cooperativa Agroindustrial, em parceria com a Coodetec Sementes, ofereceu uma palestra, no dia 18 de maio, aos cooperados e clientes sobre o processo de silagem de planta inteira. Silagem de planta inteira é a forma utilizada no mundo todo para armazenagem de alimentos, atendendo regiões onde em determinadas épocas do ano a disponibilidade é baixa ou impossível de se produzir para atender a demanda nutricional de rebanhos. É chamada de silagem a forragem verde, suculenta e conservada por meio de um processo de fermentação anaeróbica. As silagens são guardadas em silos. Chama-se ensilagem o processo de cortar a forragem, colocá-la no silo, compactá-la e protegê-la com a vedação do silo para que haja a fermentação.
Milho - No Brasil, o milho apresenta amplitude de plantio podendo ser explorado no verão e safrinha. A Coodetec, através de sua rede de pesquisa, busca selecionar produtos adequados que atendam os quesitos para silagem de planta inteira, sendo o principal enfoque o volume de massa verde e massa seca por hectare, aliado a alta produção de grãos para o nível tecnológico explorado. "Posicionamos nossos produtos para maximizar a produtividade diminuindo os custos da silagem tornando assim a atividade mais rentável, na busca de uma silagem com maior volume e energia", afirma o engenheiro qgrônomo da Unidade Primato de Nova Santa Rosa, Fabio Jr Patussi. (Imprensa Primato)
PRIMATO II: Especialista vai mostrar estratégias para suplementação de bovinos
A Tortuga Companhia Zootécnica Agrária, em parceria com a Primato Cooperativa Agroindustrial, realizará, nos dia 25 e 31 de maio e 01 de junho, palestras com o tema "Estratégias para Suplementação de Bovinos de Corte no Inverno". Elas serão ministradas por Eder Alexandre Barizon Pieroli, médico veterinário, especialista em Produção de Ruminantes e técnico comercial de Bovinos de Corte da Tortuga. O evento acontecerá nas cidades de Toledo, Guaraniaçu e Laranjeiras do Sul, também com apoio da Sociedade Rural de Toledo, Sindicato Rural de Guaraniaçu e Sociedade Rural de Laranjeiras, com o objetivo de trazer estes conhecimentos para os produtores para minimizar os problemas causados pelo clima nesta estação do ano. (Imprensa Primato)
PROGRAMAÇÃO
25/05, às 19h30
Toledo - Sociedade Rural de Toledo
31/05/, às 19h30
Guaraniaçu - Sindicato Rural de Guaraniaçu
01/06, às 19h30
Laranjeiras do Sul - Sociedade Rural de Laranjeiras
COPAGRIL: 20ª edição da Sipat inicia nesta segunda (24)
Teve inicio, às 8 da manhã desta segunda-feira (24/05), na sede da AACC - Associação Atlética Cultural Copagril, em Marechal Cândido Rondon, a 20ª edição da Semana Interna de Prevenção de Acidentes organizada pela Cipa da Copagril. O evento, que terá uma programação especial durante toda a semana, devendo atingir não somente os funcionários da sede, mas como também das unidades, tem como principal objetivo despertar nas pessoas a importância da prevenção.
Prêmios - Para tanto, além do tradicional concurso de frases que é organizado todos os anos e que oferece premiação aos participantes, a Copagril, por meio das suas três comissões atuantes, Cipa Sede - Cipa Supercopagril e Cipa da Unidade Industrial de Aves, estará realizando palestras com os seguintes temas: "Conhecimento e Auto Comprometimento" realizada pelo professor Renato, do Instituto Makro, "Prevenção da saúde da visão" com a Dra. Verônica Perazolo e também a peça teatral "Sipa é nóis" apresentada pelo grupo BR 3. (Imprensa Copagril)
C.VALE: 2ª edição da Tecno-Peixe será dia 2 de junho
A C.Vale, com apoio das empresas Rações Guabi, Intervet Schering-Plough Animal Health e a Trevisan Equipamentos Agroindustriais realiza, no dia 2 de junho, a 2ª Tecno-Peixe - Manejo de Inverno. A expectativa dos organizadores é reunir, na Asfuca de Palotina, em torno de 200 associados, produtores e universitários da região.
Palestras - Após a abertura do evento, prevista para às 14h30, o zootecnista e mestre em aquicultura, João Manoel Cordeiro Alves abordará o tema "Desafiando o Inverno - Nutrição e Manejo de Inverno". Às 16h, Rodrigo Zanolo, doutor em ciência animal, falará sobre "Identificação, tratamento e prevenção de bacteriose de inverno na aquicultura". Encerrando o ciclo de palestra, às 17h, Dariano Krummenauer, doutorando em aquicultura abordará o tema "A importância da correta aeração e oxigenação no desenvolvimento dos peixes em tanques escavados".
Manejo de verão - Segundo o gerente do Departamento Veterinário da C.Vale, Rafael Weiss, em 2009 o evento foi realizado no mês de novembro, com foco em manejo de verão. "O período do 1º Tecno-Peixe foi muito oportuno. Foram abordados temas que os produtores estavam vivenciando. Nesse ano não será diferente. Essa é uma das épocas de maior desafio para o produtor", enfatiza. As inscrições para o 2º Tecno-Peixe serão feitas na hora e gratuitamente. Poderão participar do evento associados da C.Vale, produtores de peixe, professores e universitários. (Imprensa C.Vale)
COAMO: Cooperativa comemora Dia Nacional do Café e apoia campanha da Abic
Em todo o país, nesta segunda-feira (24/05) é comemorado o Dia Nacional do Café, a bebida considerada como a mais querida dos brasileiros. Para celebrar a data, a Coamo reuniu cooperados na manhã desta segunda-feira na administração central da cooperativa em Campo Mourão, para saborear os cafés com as marcas Coamo e Sollus, e apoiar a iniciativa nacional da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) mostrando que o café é saúde e distribuindo adesivos com o slogan" Se beber não dirija, se dirigir beba café".
Importância - "Esta iniciativa visa mostrar a importância do café para a saúde e também valorizar este produto que há quase 300 anos faz parte da vida dos brasileiros. O café faz muito bem a saúde, inclusive ao coração e apresentando inúmeros benefícios constados e divulgados pelos técnicos e pesquisadores", informa o engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini, presidente da Coamo.
Números - Segundo dados da pesquisa "Tendências do Consumo de Café - 2009", divulgada pela Abic em março deste ano, 97% dos brasileiros com idade superior a 15 anos consomem ao menos uma xícara de café diariamente. O levantamento também apontou que o café é a segunda bebida mais consumida pelos brasileiros - atrás apenas da água -, superando os refrigerantes, leite e sucos naturais, respectivamente. Outro item relevante da pesquisa é o crescimento do consumo do café fora de casa. Entre os brasileiros, esse hábito aumentou em 170% nos últimos sete anos. O produto também é muito importante para a economia nacional, já que o Brasil é o maior exportador e o segundo maior consumidor do mundo.
Indústria - Para aumentar a agregação de valor a produção dos seus cooperados, em 2009, a Coamo inaugurou no seu parque industrial, em Campo Mourão ,uma moderna indústria de torrefação e moagem de café com capacidade mensal de produção de 450 toneladas. "O café com as marcas Coamo e Sollus estão presentes no mercado consumidore a cooperativa está registrando crescimento expressivo na produção e comercialização. Em 2010 continuamos crescendo e estamos preparados para atender a demanda dos consumidores", prevê Gallassini.
Proteção para o coração - O café é uma preferência nacional e uma boa notícia para quem toma a bebida vem dos Estados Unidos. Uma pesquisa americana afirma que o consumo moderado de café pode proteger o coração, em vez de prejudicá-lo. A conclusão foi apresentada na conferência da Associação Americana do Coração, em São Francisco. O estudo contou com 130.054 participantes entre 18 e 90 anos. Aqueles que bebem quatro ou mais xícaras diariamente apresentaram 18% menos chance de desenvolver distúrbios cardíacos, enquanto os que ingerem de uma a três, 7%.O líder da investigação, Arthur Klatsky, cardiologista da companhia americana de seguros de saúde Kaiser Permanente, acredita que doses moderadas de cafeína colaboram com a saúde ao bloquear a ação da adenosina, que pode causar perturbações no ritmo cardíaco.
Café evita diabetes - Os europeus estão mudando seu costume que está sendo incorporando a cultura brasileira: tomar café logo após as refeições. Pesquisa feita na França mostra que o cafezinho, tomado depois do almoço, pode evitar o diabetes. Mesmo cafezinho com pouco açúcar ajuda a combater o diabetes. O café tem uma substância que ajuda a evitar a doença. A pesquisa teve a participação de uma médica brasileira. O café que as quase 70 mil francesas beberam durante a pesquisa não é exatamente o que os brasileiros mais apreciam: é mais fraco, porque é diluído. Mas onze anos de estudos com as mulheres, entre 41 e 72 anos de idade, revelaram que aquelas que tomaram café - uma xícara pequena por dia - tiveram um risco 34% menor de desenvolver diabetes tipo 2.
Vantagens - Sobre as vantagens do café na prevenção de diabetes, o que a pesquisa francesa traz de novo é mostrar quando o café faz bem depois do almoço. A pesquisadora da USP de Ribeirão Preto, Daniela Sartorelli, que participou do estudo, percebeu que as mulheres que tomavam café em outros horários não apresentaram o mesmo resultado. Os pesquisadores acreditam que substâncias só encontradas no café filtrado provocam uma reação. "Esse café pode estar atuando reduzindo a absorção de ferro da refeição. Como o excesso do estoque de ferro no organismo vem sendo associado ao diabetes, essa pode ser uma possível explicação", aponta Daniela Sartorelli. Para quem não vive sem café, uma pesquisa como essa é sempre um convite a mais uma xícara. (Imprensa Coamo, com informações do site www.abic.com.br)
COCAMAR I: Cooperativa vira um canteiro de obras
Investimentos estão sendo direcionados pela Cocamar para a realização de uma série de construções e também a ampliação de sua estrutura. Em Maringá, além da edificação da nova sede, com área de aproximadamente 9 mil metros quadrados, situada na confluência da Avenida Constâncio Pereira Dias com a PR-317, há vários outros projetos em andamento. Um deles é a construção de uma fita transportadora de grãos que vai ligar o complexo de armazenamento à indústria de óleo. Com 480 metros de extensão, terá capacidade para 300 toneladas/hora e deve ficar pronta no final deste mês, segundo informou o gerente de operações com produtos, Wilson Roberto Matera. A fita vai eliminar o transbordo interno que utiliza caminhões caçamba para abastecer a fábrica.
Avenida e silos - Já está em curso, também, a obra de ampliação da Estrada Oswaldo de Moraes Corrêa, executada pela Prefeitura. A Cocamar vai aproveitar para construir, ao lado um centro de triagem e estacionamento para 350 caminhões. Ainda no primeiro semestre, de acordo com Matera, terá início a construção do segundo conjunto formado por 8 silos verticais com capacidade para 6 mil toneladas cada, ao lado do que foi levantado nos últimos anos. A previsão é que a obra seja concluída a tempo de atender a próxima safra de verão (2010/11). O aumento da capacidade de armazenagem contempla, ainda, a ampliação do armazém graneleiro de Cianorte, atualmente de 70 mil toneladas, em mais 12 mil, também para a safra 2010/11.
Unidades - O município de Iporã vai ganhar uma moderna unidade de recebimento da produção e atendimento aos cooperados. Depois de 30 anos ocupando instalações próprias dentro da cidade, a cooperativa vai levar toda a sua estrutura para as margens da rodovia, onde haverá uma loja de 570 metros quadrados, armazém de 2 mil metros quadrados e quatro silos com capacidade total de 24 mil toneladas. A previsão é que a unidade seja inaugurada no início de 2011. Os cooperados de Floresta também vão ganhar uma nova loja de atendimento já para a safra 2010/11, com 590 metros quadrados, segundo do moderno padrão já implantado em outros municípios. E, em Jussara, a unidade local receberá melhorias. Fora tudo isso, Maringá vai receber um novo secador e tombador para bitrem, enquanto será dobrada a capacidade de secagem de grãos em Jussara, Doutor Camargo e Cianorte. (Imprensa Cocamar)
COCAMAR II: Centro de triagem e estacionamento vão reduzir filas
Para evitar que grandes filas de caminhões sejam formadas para a entrega da produção, da forma como se viu na safra de verão 2009/10 que foi concentrada em curto período de tempo, a Cocamar vai aproveitar uma obra que está sendo executada pela Prefeitura Municipal de Maringá para construir um centro de triagem em seu parque industrial. A obra, em andamento há um mês, é a construção de uma avenida que vai substituir antiga Estrada Velha, que passa ao lado da Unidade Maringá. Com previsão de ficar pronta em 120 dias, facilitará o tráfego de veículos até Paiçandu.
Até Paiçandu - O Plano Diretor do município já previa a continuidade da Avenida Constâncio Pereira Dias, ligando o município de Maringá a Paiçandu através da transposição da linha férrea. O problema, segundo o coordenador administrativo da Cocamar, Osmar Liberato, é que a avenida passaria justamente sobre o local onde a linha do trem faz uma curva, impossibilitando a sua construção. Um acordo feito entre a Prefeitura Municipal e a Cocamar deslocou a continuidade da avenida por um lote da cooperativa que passa por trás de sua unidade.
Centro de triagem e estacionamento - Por isso, aproveitando a mudança no traçado, é que a Cocamar planeja construir no local, até o final do ano, o centro de triagem de caminhões e um estacionamento ocupando cerca de um alqueire com espaço para 350 carretas. "Queremos deslocar o fluxo de caminhões de transporte da safra e de varejo para este centro de triagem, direcionando e organizando a movimentação de carga e desafogando o trânsito na Avenida Constâncio Pereira Dias e na Estrada Oswaldo de Moraes Corrêa, que ficaria apenas como saída de caminhões", explica Liberato.
Início - A primeira etapa da obra, de acordo com o Secretário de Controle Urbano e Obras Públicas, Walter Progiante, contempla a galeria pluvial e o asfalto num total de mil metros. A avenida vai da Estrada Osvaldo Corrêa até a ferrovia e está avaliada em R$ 1,9 milhão. "A área depois da ferrovia é de difícil acesso, mas futuramente, a obra vai facilitar a chegada até Paiçandu", afirma Progiante. (Imprensa Cocamar)
COOPERATIVISMO: Sistema OCB/Sescoop lança campanha para o Dia Internacional
As cooperativas comemoram, no dia 3 de julho de 2010, o Dia Internacional do Cooperativismo. Este ano o tema definido pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI) propõe uma reflexão sobre o empoderamento da mulher e seu papel no contexto das cooperativas, como forma de gerar autonomia econômica e trabalho decente para a população feminina, com ganhos para toda a sociedade. Para promover a discussão, o Sistema OCB-Sescoop criou uma campanha nacional "A mulher e o cooperativismo: conquistas e desafios para o empoderamento feminino".
Foco - O Sistema sugere que o foco central da campanha considere a valiosa contribuição prestada pelas cooperativas para a redução das disparidades socioeconômicas em todo o mundo e aponte a equidade de gênero como um caminho necessário para se alcançar mais justiça social. Vale destacar a responsabilidade de todos os cooperativistas, que são convocados a avançar e ampliar as oportunidades de inclusão das mulheres nos processos produtivos, de gestão e tomada de decisões das cooperativas.
Perceptível - "É perceptível o destaque das mulheres nas cooperativas brasileiras. Hoje, elas já representam 40% dos funcionários e ocupam 12% dos cargos de direção. O resultado se vê também no desempenho dessas cooperativas que, com a presença feminina, tem mais efetividade, perenidade, assumem menos riscos e, com isso, proporcionam segurança e uma qualidade de vida ainda melhor a seus cooperados", pontua Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB-Sescoop.
Igualdade - A noção de empoderamento pressupõe a participação igualitária de homens e mulheres nos mais diversos espaços, com autonomia, equilíbrio e reconhecimento mútuo. No contexto das cooperativas, o tema surge como uma oportunidade para ampliar e qualificar a participação das mulheres nos conselhos fiscais e administrativos, nas assembleias gerais, nos comitês educativos e em outras atividades de interação entre cooperados, seus familiares e comunidades. É, também, um estímulo para que as cooperativas continuem criando meios para que as pessoas possam produzir e trabalhar com dignidade, dedicando especial atenção às mulheres.
Plataforma de Beijing - O tema de 2010 dialoga com as comemorações dos 15 anos da Plataforma de Ação de Beijing (Pequim, China), documento construído na IV Conferência Mundial da Mulher com o objetivo de acelerar a eliminação de "obstáculos que dificultam a participação ativa da mulher em todas as esferas da vida pública e privada, mediante uma participação plena e em igualdade de condições no processo de tomada de decisões econômicas, sociais, culturais e políticas." (Plataforma de Ação de Beijing, 1995). (Informe OCB)
STEPHANES: Agricultura deve ser incluída nas decisões estratégicas
O cumprimento de uma agenda mínima para o setor agrícola, que leve a um novo salto tecnológico, à melhoria do sistema de defesa sanitária e à estruturação de uma política de crédito foi destacado pelo deputado Reinhold Stephanes (PR) como essencial para que o Brasil aumente a produção agrícola. Segundo ele, o setor agrícola não pode mais ficar de fora na tomada das decisões estratégicas do País. Em seu sexto mandato parlamentar, Stephanes foi ministro da Agricultura no governo Lula; da Previdência Social, no governo Fernando Henrique Cardoso; e do Trabalho, no governo Collor.
O que é necessário para o Brasil melhorar sua capacidade agrícola?
A principal medida é colocar a agricultura dentro da tomada de decisões estratégicas. Temos defendido uma agenda mínima para o setor, que vai desde a necessidade de um novo salto tecnológico, que promova a competitividade e o seu crescimento, à melhoria do sistema de defesa sanitária, à estruturação da política de crédito, e a uma melhor definição da política ambiental. Outra medida primordial é o combate aos cartéis que exploram e encarecem o preço dos alimentos.
SAFRA 2010/11: Plano Agrícola e Pecuário beneficiará médio produtor
O Plano Agrícola e Pecuário 2010/ 2011 terá como foco o médio produtor. A informação foi reforçada na sexta-feira (21/05) pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi, durante visita à 65ª Exposição Agropecuária de Goiás (ExpoGoiás), em Goiânia. Ele representou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no evento. "Hoje o pequeno produtor conta com um sistema de apoio próprio criado pelo governo por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Já o grande produtor e a grande cooperativa têm meios próprios para viabilizar os recursos de que necessitam. Agora, vamos prestigiar o médio produtor, o esteio de aroeira da agricultura brasileira", afirmou.
Leilões PEP - Rossi frisou, ainda, a importância dos leilões de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) para comercialização de milho que serão realizados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Estão programados 12 leilões, um por semana. Cada um ofertará um milhão de toneladas, sendo o primeiro no dia 27. "Isso dará ao mercado, esperamos, um novo equilíbrio e patamares mais justos para o produtor". Durante a mostra, o ministro recebeu da Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura (SGPA) diploma do Mérito do Agronegócio 2010, pela realização de ações em benefício no agronegócio em Goiás. (Mapa)
MAPA: Na Defesa Agropecuária sai Kroetz e entra Francisco Jardim
Conforme matéria publicada no jornal Valor Econômico desta segunda-feira (24/05), o médico veterinário Francisco Jardim é o novo secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura (Mapa). Ele substitui o também veterinário, Inácio Kroetz por indicação do presidente do PMDB, o deputado federal Michel Temer (SP), e de parte da bancada do PTB. Jardim é funcionário de carreira do Mapa, onde está há 38 anos, dos quais, 14 anos no comando da Superintendência da Agricultura no Estado de São Paulo. Kroetz deixa o cargo com um trabalho bem avaliado. Indicação pessoal do ex-ministro Reinhold Stephanes, superou graves crises de confiança na segurança sanitária das carnes brasileiras com a União Europeia e Rússia. Desde abril de 2007 no cargo, Kroetz envolveu-se em complexas negociações com russos e europeus para abrir os mercados ao produto nacional.
OIE: Normas sanitárias internacionais serão discutidas na 78ª Assembleia
Começou neste domingo (23/05) a 78ª Sessão Geral da Assembleia dos Delegados da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em Paris (França). Até 28 de maio, representantes 175 nações discutem temas do setor como normas internacionais de segurança sanitária aplicadas ao comércio de animais e seus produtos, luta contra enfermidades e a qualidade dos serviços veterinários, além do ponto de vista dos setores público e privado sobre a aplicação das normas vigentes.
Delegado - O diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Jamil Gomes de Souza, é o delegado brasileiro na reunião. "O encontro é importante para que sejam definidas normas mundiais relacionadas às garantias sanitárias e saúde animal. Como um grande exportador, a cada ano, o Brasil vem demonstrando seu maior interesse em participar dos debates", evidencia Jamil Souza. As sessões gerais da OIE resultam em uma síntese completa da situação zoosanitária mundial. A reunião geralmente é realizada na última semana de maio, sempre no país sede da organização. Também participam do evento observadores de instituições internacionais que têm acordo oficial com a OIE. (Mapa)
MEIO AMBIENTE: Câmara discute regulamentação do mercado de carbono
A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS) da Câmara dos Deputados realizou, nesta quinta-feira (20/05), audiência pública para debater a proposta do governo que visa regulamentar o mercado brasileiro de carbono, de forma a reduzir a emissão de gases de efeito estufa. O debate foi proposto pelos deputados Sarney Filho e Edson Duarte, com objetivo de esclarecer dúvidas relativas à proposta sobre o funcionamento do mercado de carbono, que está sendo preparada pelos ministérios da Fazenda e do Meio Ambiente.
Percentual - O percentual de redução de carbono em 40%, defendido pelo presidente da República na Conferência do Clima em Copenhague (COP15) em 2009, parece não ser consensual entre representantes dos ministérios presentes na audiência. Alegando não ter recebido detalhamento da proposta, o coordenador-geral de Mudanças Globais de Clima do Ministério da Ciência e Tecnologia, José Domingos Miguez, frisou que essa opção traria ônus para o setor produtivo e para a população.
Economia de baixo carbono - Miguez defendeu que o Brasil já é uma economia de baixo carbono e que sua contribuição para a preservação do clima mundial seria mais efetiva com a regulação e fiscalização do desmatamento. "Qual é a contribuição do desmatamento para a economia formal, para o crescimento do PIB? Nenhuma, porque isso não é captado nas contas nacionais. Então o que eu estou defendendo é que, como o plano de metas é voluntário, o esforço maior dos 40% tem que ser nessas ações que não têm impacto sobre a economia." Já o secretário-executivo-adjunto do Ministério da Fazenda, Francisco de Assis Leme Franco, explicou a importância da proposta e de ações que promovam o desenvolvimento da discussão no governo. "Não podemos excluir essa possibilidade. Vamos continuar discutindo, e se a decisão for ter mercado, vamos aperfeiçoar o desenho", afirmou.
Obrigatoriedade legal - Consultado sobre o tema, o gerente de Apoio ao Desenvolvimento em Mercados (Gemerc) da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Evandro Ninaut, defendeu que o Brasil pode dificultar a obtenção dos créditos de carbono, deliberado na Conferência de Quioto, em virtude da obrigatoriedade legal que essa proposta pode gerar. "A vantagem para o Brasil e para os países não listados no Anexo I do Protocolo de Quioto existe fundamentalmente pela não obrigatoriedade legal nos países signatários, o que pode se perder com esta proposta". (OCB, com informações da Agência Câmara)
DÉBITOS: Plenário da Câmara aprova MP que beneficia os produtores rurais
O Plenário da Câmara dos Deputados concluiu, nesta quarta-feira (19/05), a votação das emendas do Senado à Medida Provisória (MPV) 472/2009, que concede incentivos fiscais a diversos setores da economia. A principal mudança aprovada pela Câmara é o perdão para as dívidas rurais de até R$ 10 mil. A MPV 472/2009 segue agora para a sanção presidencial.
Beneficiados - O perdão beneficiará as dívidas relativas a empréstimos concedidos com recursos do Fundo Constitucional do Nordeste (FNE), no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) ou lastreados em outras fontes com risco da União. Desta forma, cerca de 263 mil agricultores deverão ser beneficiados, entre os que têm ou não dívidas já renegociadas. Isso significará uma renúncia de pelo menos R$ 1,5 bilhão aos cofres públicos.
Débitos superiores - Quem tiver débitos superiores a R$ 10 mil também poderá quitá-los até 30 de novembro de 2011. Na região de atuação da Sudene, o desconto será de 65% sobre o saldo devedor atualizado. O desconto subirá para 85% no caso dos municípios do semiárido, do norte do Espírito Santo e de Minas Gerais e dos vales do Jequitinhonha (MG) e do Mucuri (MG). Cerca de 68 mil pessoas poderão ser beneficiadas com os descontos para quitação.
Emendas - Após atuação de entidades que representam o setor, dentre elas a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Plenário também aprovou emenda que amplia o prazo e os descontos aos produtores de cacau para quitação de dívidas rurais. Outra emenda que foi incluída no texto por meio da parceria entre OCB e CNA concede nova subvenção aos produtores de cana-de-açúcar da região Nordeste para a safra 2009/2010. A primeira subvenção havia sido concedida para a safra anterior (2008/2009). O valor que o plantador receberá será de R$ 5,00 por tonelada de cana e limitada a 10 mil toneladas por produtor, que receberá o dinheiro diretamente ou por meio de cooperativa.
CNPI - Já a emenda do Senado, que previa a criação do Conselho Nacional de Política Indigenista (CNPI), foi rejeitada pela Câmara, conforme o posicionamento da OCB. O conselho seria formado por representantes do Executivo, dos povos indígenas e de entidades indigenistas sem fins lucrativos, com a finalidade de deliberar sobre as prioridades para a política do setor. A Redação Final da MPV foi assinada pelo deputado Marcelo Ortiz, relator de Plenário da matéria. (Agência Câmara)
CONFEA/CREA: 7.º Congresso de Profissionais de Engenharia começa dia 26, em Foz
Com o tema central "Construindo uma agenda para o Sistema Profissional: desafios, oportunidades e visão de futuro", o 7.º Congresso Estadual de Profissionais - CEP, que acontece em Foz do Iguaçu de 26 a 28 de maio, será palco para debate e eleição das propostas que representarão o Paraná nas edições nacionais do Congresso. A palestra de abertura será proferida pelo presidente do Conselho Federal de Engenharia Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CONFEA), engenheiro civil Marcos Tulio de Melo, seguida do lançamento do livro em comemoração aos 75 anos do CREA-PR e da assinatura do convênio Casa Fácil com a Caixa Econômica Federal. Também estão confirmadas as presenças das delegações da Argentina e do Paraguai. O engenheiro agrônomo e conselheiro do Crea/PR pela Associação dos Engenheiros Agrônomos de Curitiba, Robson Mafioletti, participará da reunião da CEA/CREA e do Congresso estadual em Foz. (Com informações do Crea/PR)
ENTREVISTA: Código Florestal precisa deixar o agricultor em paz
Crítico feroz da influência de ONGs em questões ambientais e combatido por ambientalistas por sua proximidade com a bancada ruralista, o deputado Aldo Rebelo (PCdoB) terá uma dura batalha política quando apresentar seu relatório final, no início de junho, na comissão especial de reforma do Código Florestal. O texto dará aos Estados o poder de legislar em questões ambientais, evitará punição a derrubadas feitas sob incentivo oficial e consolidará áreas de produção em várzeas e topos de morros. Rebelo, que ouviu mais de 378 pessoas em 64 audiências públicas e outras tantas privadas país afora, espera continuar com o apoio dos partidos que o levaram à delicada e complexa relatoria. Os três candidatos a Presidente da República têm opiniões diferentes sobre o tema, mas Aldo Rebelo diz ter apoio para suas ideias de pelo menos de dois deles: José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). As áreas de reserva legal e de preservação permanente (APP) serão mantidas, mas com regras alteradas para permitir "corredores ecológicos" e exigências de mata ciliar segundo a largura dos rios. Haverá moratória de cinco anos ao desmatamento na Amazônia, Caatinga e Pantanal. Na Mata Atlântica, será proibido desmatar. Nesta entrevista concedida no dia 17 de maio ao jornal Valor Econômico, Rebelo antecipa algumas das principais propostas do relatório que apresentará.
Qual o objetivo do seu relatório?
Aldo Rebelo - Minha ideia é criar a base de uma legislação que deixe o agricultor em paz. O Estado tenha mais função de orientar, fazer da preservação do meio ambiente não humilhação e punição, mas educação. Mais de 90% dos municípios não têm órgão ambiental. Na maioria dos Estados, são estruturas precárias. Deviam prevenir, e não punir.
O senhor delegará poder aos Estados?
Aldo Rebelo - Sim, vamos buscar incorporar Estados e Municípios. Se não delegar, não temos como cobrar responsabilidades. Tem que delegar e destinar recursos, como se faz com Saúde e Educação. É o exemplo que buscamos. É a forma de comprometer Estados com a questão ambiental. Como vamos pensar que o Ibama, aqui de Brasília, vai resolver os problemas ambientais? Não tem outro jeito. Se não envolver as pessoas, os Estados, não se resolve.
As APPs e reservas legais serão mantidas?
Aldo Rebelo - Embora a reserva legal e a APP sejam personalidades jurídicas únicas no direito ambiental internacional, com exceção do Paraguai, para cumprir o nosso compromisso com o projeto civilizatório ambientalmente equilibrado devemos manter as duas. E calcular a soma da reserva legal com a APP para exigência legal.
E as áreas desmatadas ilegalmente?
Aldo Rebelo - Algumas áreas têm que ser tomadas como consolidadas. Pode-se fazer uma moratória. Na Mata Atlântica, desmatamento zero. Já se desmatou além da conta. Para a Amazônia, também desmatamento zero, mas por cinco anos até cada Estado fazer zoneamento econômico e ecológico. Para Caatinga e Pantanal, a mesma coisa. Não tem sentido fazer operação Arco do Fogo no Amazonas que tem 98% de 1,6 milhão km² de cobertura vegetal original. O que vai se fazer lá a não ser confusão? Amazônia Legal é conceito fiscal para ter benefício da Zona Franca. Lá, tem Caatinga, Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica.
E como será feita a compensação?
Aldo Rebelo - A compensação pode ser na mesma bacia, no mesmo bioma ou fora do Estado. Se for na bacia ou no bioma, pode ser fora do Estado. Porque os rios de primeira geração são interestaduais. Mas isso não está resolvido ainda. Há quem defenda não fazer a reserva legal por propriedade, mas tomar como referência a bacia ou o bioma. Fazendo por bacia obtém opção ecologicamente mais eficaz. Se preserva os corredores ecológicos, a flora, a fauna, os mamíferos superiores. Se fizer por propriedade, a alternativa de isentar as pequenas, facilitar as médias e dar alternativa para as grandes.
O senhor já tem um critério para calcular as APPs?
Aldo Rebelo - A mata ciliar é para proteger margem de rio. Dizer que é 200 ou 300 metros [de largura] não diz nada. A Embrapa diz que foi tirado da cartola. Primeiro, tem que examinar o terreno da margem e o tipo de solo. Se tem declive, em situação mais frágil com a chuva que pode assorear o rio, tem que ter APP maior. Se além do declive tiver solo arenoso, raso, tem que colocar a APP mais protetora. Mas se tem terreno plano, solo duro, argiloso, a APP pode ser menor. E se tem rochedo, um canion, na margem tem que ter outra solução.
E os topos de morro, as várzeas?
Aldo Rebelo - No topo de morro, fica na ilegalidade a turma que planta uva em Caxias, Garibaldi, quem planta maçã, café em Minas. É um conceito abstrato que oferece ao Ministério Público o arbítrio de processar qualquer produtor que está lá há anos e não tem como definir, a não ser um técnico, o que pode ou não plantar. Tem que entregar à universidade, à Embrapa, para dizer o que é. Não pode deixar o Ministério Público, que não sabe a diferença entre um pé de maxixe e uma jaqueira, dizer o que é porque ele não sabe o que é. E tem o absurdo de proibir arroz em várzea.
O senhor não teme a reação dos ambientalistas?
Aldo Rebelo - Essa gente acha que democracia é ter lei ambiental que não passou pelo Congresso. Das 16 mil normas ambientais, de decretos, leis, portarias, 90% não foram votadas por ninguém, não se discutiu ou decidiu. Eles acham isso democrático. Quando queremos levar ao Congresso, Estados e Municípios, estamos queremos levar a sociedade em conta. E o Ministério Público transformou-se, na prática, no braço jurídico dessas corporações, das ONGs. Eles ficam raivosos, mas é isso. E como a sociedade não tem organicidade, o povo não chega nele. Chega quem tem articulação. As corporação têm e chegam. E as ONGs terminam chegando.
O que o senhor pensa da crítica de ambientalistas ao seu alinhamento aos ruralistas?
Aldo Rebelo - Quem é ruralista nesse negócio? A Frente Parlamentar Agropecuária é integrada por deputados de todos os partidos. O Psol talvez seja exceção, mas tem PT, PSB, todos. O meu partido, PCdoB, tem três deputados na bancada. Ruralismo, ou ruralista, é uma expressão que não define nada. Na questão do Código Florestal, a insatisfação vai do assentado da reforma agrária ao produtor de soja, o exportador de carne, todos.
Como foi sua indicação para a relatoria da Comissão Especial? O PT participou?
Aldo Rebelo - A minha indicação foi resultado de um acordo dentro da comissão envolvendo todos os partidos, com exceção do Psol e do PV. Com apoio da liderança do PT e da liderança do governo. Creio que a minha indicação representa a expectativa, tanto do PT como do PSDB, do PMDB e de outros, de tentar resolver uma questão muito importante.
Então, PT e PSDB vão apoiar o relatório?
Aldo Rebelo - Eu posso, de acordo com o relatório que venha a apresentar, esperar que seja apoiado.
O senhor conhece as posições dos candidatos presidenciais José Serra, Dilma Rousseff e Marina Silva sobre o assunto? São divergentes?
Aldo Rebelo - O Serra e a Dilma são personalidades que têm compromisso com o desenvolvimento do país. Não creio que busquem, ou que alimentem, o imobilismo da agricultura, da infraestrutura e da pecuária do país. No caso da senadora Marina, é diferente. Ela construiu a agenda dela ligada aos interesses das organizações não governamentais internacionais. E a agenda dela recente demonstra esses vínculos. A ideia de transformar a Amazônia em um santuário é de imobilizar a área de fronteira agrícola do país. É uma posição muito divergente da dos outros. Mas acho que a expectativa de encontrar uma solução adequada, de equilibrio da defesa do meio ambiente e a aspiração ao desenvolvimento, pode ter o apoio tanto da Dilma quanto do Serra.
Qual é a essência, o fundamento de sua posição com a qual os dois candidatos concordam?
Aldo Rebelo - A essência da minha posição é romper o equilíbrio estratégico. O equilibrio existente hoje é uma legislação criada pelas ONGs que inviabiliza a agricultura do país completamente. Não tem como ter agricultura e pecuária e infraestrutura no Brasil com esta legislação. Só tem porque ela não é aplicada. Se for aplicada, não existe.
Como os países desenvolvidos solucionaram o problema?
Aldo Rebelo - Não é possível fazer uma legislação comparada porque não existe nada parecido no planeta. Não existe na legislação europeia, americana, algo como temos no Brasil. É simplesmente estarrecedor, inacreditável o que temos na legislação ambiental brasileira. Não sei como chegamos a este estado, como tantos abusos foram cometidos, como foi imposta ao país esta legislação sem que houvesse por parte do Estado e da sociedade algum tipo de repulsa.
Que exemplos o senhor considera repulsivos?
Aldo Rebelo - Como se pode aceitar uma legislação que coloca na ilegalidade 90% dos proprietários, o cidadão que arranca uma minhoca da beira do rio, um índio que põe raiz de mandioca para fermentar dentro de um igarapé, todo o rebanho no Pantanal? Há 250 anos aquelas pessoas criam boi no Pantanal. Aí, aparece uma resolução, uma instrução normativa, uma portaria que coloca essas pessoas na ilegalidade.
E com a agricultura, a situação é melhor?
Aldo Rebelo - Setenta e cinco por cento do arroz produzido no Brasil está na ilegalidade. Bem como toda a produção de banana do Vale da Ribeira, que é uma dádiva porque abastece 20 milhões de pessoas em São Paulo a 100 quilômetros de distância, quando o europeu tem que comer banana da Costa Rica e o americano tem que comer banana do Equador. Aqui, está tudo na ilegalidade. Como pode, em um único município de Mato Grosso, ter 4 mil assentados do Incra proibidos de receber o Pronaf [crédito rural] porque não conseguem cumprir a legislação ambiental? Os pequenos agricultores vendendo suas propriedades porque elas são desvalorizadas pela ação do Ministério Público, pela ação dos órgãos ambientais.
Há algum sentido nesta desordem permanente, que ninguém corrige?
Aldo Rebelo - Essa anarquia não é anarquia, há uma lógica. Você bloqueia a infraestrutura do país, completamente, não consegue fazer nada, não consegue pavimentar uma estrada, fazer uma ponte, uma ferrovia, um arremedo de hidrelétrica como é Belo Monte.
Hoje, seria possível fazer uma Itaipu?
Aldo Rebelo - Nada. Também não faria Brasilia, hoje. Levou mais tempo para licenciar uma pista do aeroporto de Brasília do que para fazer Brasília. À luz dessa legislação, o nosso país é um crime ambiental, não um projeto civilizatório generoso, da tolerância. Quando os portugueses chegaram aqui já existiam os criminosos ambientais, os índios, que caçavam sem licença. A literatura brasileira é cheia de crimes ambientais. Em "Vidas Secas", em "Os Sertões". E quando você olha para a legislação europeia e americana sequer existe a figura jurídica da reserva legal.
Qual a reserva legal da Holanda, de onde vem o combativo Greenpeace?
Aldo Rebelo - Na Holanda, não existe. Na Amazônia, é 80%. Aqueles canais cortam a Holanda de cima abaixo. Qual a APP [área de proteção permanente], a mata ciliar? Não existe. E na prática há um bloqueio, porque como é possível manter uma propriedade produtiva com 80% de reserva legal? Uma área que contribui com 8% do PIB onde você não pode fazer nada. Roraima importa farinha de mandioca do Paraná, importa etanol paulista, importa leite de Rondônia, com uma área do tamanho do Estado de São Paulo, 250 mil km2.
É este diagnóstico que faz um ícone da esquerda como o senhor ser identificado com o pensamento ruralista?
Aldo Rebelo - Quem são os ruralistas? Os assentados do Incra? Os assentados da reforma agrária de Araçatuba? Da fazenda Ipanema, que eu conheço e visitei, e que têm as mesmas preocupações com relação a essa aplicação da legislação? O binômio ruralista-ambientalista é um discurso que serve a esse tipo de ambientalismo, que não é todo ambientalismo, não. Cerca de 90% dessas ONGs são locais, bem intencionadas, e algumas fazem trabalho importante, humanitário.
E os outros 10%?
Aldo Rebelo - São meia dúzia de ONGs, algumas com sede no exterior. Chegam aqui, recebem muitos recursos de fora - algumas recebem do próprio governo brasileiro. Já discuti a questão da Caatinga em Petrolina. O Ministério da Integração fez um convênio com uma ONG americana. Perguntei: não tem uma universidade federal da Bahia, de Pernambuco, de Petrolina, para resolver esse problema? Precisa uma ONG americana? Agora o Banco do Brasil está contratando uma outra ONG estrangeira. Há uma espécie de submissão, de capitulação do Estado nacional diante dessas pressões.
Com que objetivo agem essas ONGs?
Aldo Rebelo - Congelar a fronteira agrícola, transformar o Código Florestal numa espécie de Código Tributário, para jogar nas costas da agricultura brasileira um custo que não pode ser jogado na Organização Mundial do Comércio. Porque a confusão está toda em Mato Grosso e não está em São Paulo? Por causa da fronteira agrícola. Acham que é preciso conter a expansão da fronteira agrícola do Brasil, ela se constitui numa ameaça aos nossos concorrentes lá fora. Guerra da soja, do algodão, do açúcar, da carne. Por que vão se reunir 500 ONGs em Colider? Para obstruir a Cuiabá-Santarém? O que ela tem de tão horrível se pode, inclusive, a mesma rodovia que transporta carne, soja, gente, boi, ela também pode transportar os fiscais do meio ambiente, as ONGs, para olhar o que está acontecendo. É para impedir o transporte de grãos. Então, não tem nada de inocente, nada de humanitário nisso. Não estão aqui em busca do nosso bem. Estão aqui em busca dos nossos bens, como disse o sábio padre Antonio Vieira.
Que ONGs estão em busca dos nossos bens?
Aldo Rebelo - Posso dizer uma, que é a holandesa: Greenpeace. Tem sede na Holanda, registrada na Junta Comercial de Amsterdã. Com um histórico muito pouco recomendável, perdeu muito prestígio na Europa por conta de denúncias e resolveu recuperar o prestígio fazendo campanhas na Amazônia. São executivos, não é trabalho de voluntários. São bem remunerados.
Como resumir as consequências desse legislação?
Aldo Rebelo - São duas: primeiro a concentração da propriedade da terra. E segundo um processo de desnacionalização, porque o investidor estrangeiro, com o custo lá fora, no país dele, muito elevado, pode suportar esse custo aqui.
Quem tem levado vantagem com o código atual?
Aldo Rebelo - Uma parcela dessas ONGs que transformam a batalha numa espécie de indústria. Espalham pânico, medo, e colhem recursos para dizer que protegem o meio ambiente dos predadores do campo. Ninguém se dá conta da tragédia ambiental nas metrópoles. Em São Paulo, tem um represa que banha 11 cidades. É bonita, cercada de APP, mas ninguém nada porque recebe o esgoto dessas cidades. Então, a pessoa está em São Paulo, tem aquele rio Tietê que recebe todo o esgoto, tem dois carros na garagem, come pizza no forno a lenha e acha que o problema ambiental é de quem cria vaca em Araçatuba, uma cabra em Petrolina ou planta milho em Rondônia. Há um divórcio entre a sociedade rural e a mentalidade urbana que não tem consciência dos seus próprios problemas. Os ativistas dessas ONGs têm origem urbana, desconhecem, têm um bloqueio, não conseguem visualizar o mundo do campo.
E o campo é o vilão?
Aldo Rebelo - A agricultura brasileira é muito desigual. Parte dela é pré-capitalista, semicapitalista, sem capital ou tecnologia intensiva. Essa é a mais vulnerável à legislação. Ela pode não ter função econômica relevante, ser cotada na bolsa, mas tem função social relevante porque garante a sobrevivência de muita gente. As pessoas estão ali por opção existencial, espiritual, querem viver no campo, se identificam com aquilo. Porque vamos expulsá-las dali? A agricultura intensiva em capital e tecnologia - essa de Mato Grosso, grande criador de gado, produtor de grãos - é responsável pelo êxito do Brasil na crise da Europa e dos EUA.
E as desigualdades do campo?
Aldo Rebelo - Você pode apontar deformidades na distribuição da renda e da propriedade da terra. Mas vamos fazer do Código Florestal um instrumento de vingança contra essa agricultura? Os problemas sociais se resolvem por outro caminho. Tem que reconhecer os méritos, as virtudes dela.
O que o senhor pensa sobre o novo decreto sobre reserva legal e compensações ambientais em estudo na Casa Civil?
Aldo Rebelo - Não conheço a medida, mas creio que a tradição de legislar por decreto nessa matéria não trouxe bom proveito nem para o meio ambiente nem para agricultores. Agora, se o governo quer resolver os problemas, e tirar 90% dos agricultores da ilegalidade, eu também não posso ser contra.
(Publicado no jornal Valor Econômico- 17 de maio/2010)
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