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PARANÁ COOPERATIVO - 18/05/2010



SESCOOP/SICREDI: Firmada parceria entre Cooperjovem e União Faz a Vida no Paraná 

O presidente do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Paraná (Sescoop/PR), João Paulo Koslovski, e o presidente da Central Sicredi PR, Manfred Dasenbrock, assinaram na manhã desta terça-feira (18/05), na sede do Sistema Ocepar, em Curitiba, um Protocolo de Intenções visando aproximar o Cooperjovem e A União Faz a Vida, dois programas de educação cooperativista desenvolvidos, respectivamente, pelo Sescoop e pelas cooperativas de crédito. "Na essência, os programas têm objetivos bastante comuns", disse Manfred Dasenbrock. "A ideia é somar esforços, fazendo com que os recursos financeiros e humanos sejam otimizados", completou João Paulo Koslovski. A assinatura do documento fez parte da programação da 1.ª Coletivização Estadual dos Programas Crescer e Pertencer, evento promovido pela Central Sicredi PR e que reuniu presidentes, superintentes e assessores de programas sociais das cooperativas de crédito do estado. Também acompanharam a assinatura, o presidente da Fundação Sicredi, Ademar Schardong, o superintendente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, o gerente de Desenvolvimento Humano do Sescoop/PR, Leonardo Boesche, e as coordenadoras dos programas Vanessa Christófoli de Castro (Cooperjovem) e Rejane Farias de Andrade (A União Faz a Vida).

Os Programas - Implantando em 2002 pelo Sescoop Nacional, o Cooperjovem é um programa de educação permanente que visa inserir o ensino do cooperativismo no ambiente escolar, por meio de práticas pedagógicas embasadas nos princípios, dos valores e da prática da cooperação. Atualmente, no Paraná o Programa é realizado em parceria com 12 cooperativas, abrange 10 mil alunos, 564 professores e 41 municípios. Já o programa A União Faz a Vida surgiu em 1995 e visa construir e vivenciar atitudes e valores de cooperação e cidadania, por meio de práticas de educação cooperativa, contribuindo para a educação integral de crianças e adolescentes em âmbito nacional. As cooperativas do Sicredi PR aderiram ao programa em 2006. Atualmente, a ação é desenvolvida em 20 Municípios paranaenses, abrangendo 136 Escolas, 1.717 Educadores, e 20.888 crianças e Adolescente.

Desafio - Na avaliação do presidente da Ocepar e do Sescoop/PR, João Paulo Koslovski, a parceria firmada com a Central Sicredi PR é importante porque vai contribuir para disseminar ainda mais os valores, os princípios e a filosofia do cooperativismo. "Considero que o grande desafio do cooperativismo, o qual temos que perseguir sempre, é fazer com que as pessoas, seja a população urbana ou rural, entenda o verdadeiro papel do cooperativismo, percebendo o que a união e a cooperação podem proporcionar para cada um e até para a sociedade", ressaltou. Para o dirigente, o Paraná avançou um pouco nesta questão. "Com a parceria de cooperativas e ações de marketing, estamos fazendo um trabalho para informar a população sobre o cooperativismo. E estamos começando a nos tornar referência na economia do estado, sendo reconhecidos como um dos setores mais organizados e focados. Isto é motivo de orgulhos, porque estamos transferindo know how para outros segmentos, mas temos consciência de que ainda há muito o que fazer", afirmou.

Benefícios - Segundo o presidente da Central Sicredi PR, Manfred Dasenbrock, esta soma de esforços entre o Sescoop/PR e as cooperativas de crédito trará benefícios para os dois programas educacionais. "O objetivo é aproveitar as experiências pedagógicas, o foco de atuação, que em ambos os programas é voltado a cooperação e ajuda mútua, para ampliar o alcance das ações. O potencial de aumento no Programa no estado é enorme. Nossa meta é até o fim deste ano ampliar o União Faz a Vida para 30 municípios e futuramente passar para 50, 70 e assim sucessivamente até chegar aos 399 municípios do estado. Olhando por esta dimensão, vemos que temos muito o que fazer, e queremos fazer isso junto com o Sescoop/PR", frisou.

Objetivos comuns - O presidente da Fundação Sicredi, Ademar Schardong, lembrou que o Programa Cooperjovem e o União Faz a Vida têm muito em comum, o que justifica a intenção de trabalhar em conjunto. "Ambas as ações focam crianças e adolescentes, possuem visão de médio e longo prazo e disseminam valores e princípios importantes. Essa é a base para o sucesso do cooperativismo, porque o nosso associado de amanhã é a criança e o adolescente de hoje. Estamos, portanto, plantando nas escolas a semente do empreendedorismo e da cooperação como uma forma de organização econômica da sociedade", concluiu.
 


FALECIMENTO: Morre, aos 67 anos, o presidente da Alcopar, Anísio Tormena 

O presidente da Alcopar - Associação dos Produtores de Bioenergia do Paraná, Anísio Tormena, faleceu às 5h desta terça-feira (18/05), entre as cidades de Floraí e Presidente Castelo Branco, na região Noroeste do Paraná,vítima de acidente automobilístico. Tormena também foi um dos fundadores da Coopcana (Cooperativa Agrícola Regional de Produtores de Cana) onde atualmente era o vice-presidente. Acredita-se que ele perdeu o controle de seu veículo e capotou quando se dirigia para Maringá, onde embarcaria rumo à Brasília para uma reunião às 10h no Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) e, nesta quarta-feira (19/05), seria o coordenador do Fórum Nacional de Lideranças do Setor Sucroenergético, que reunia 19 estados produtores de álcool e açúcar, cargo que exercia há vários anos.

Carreira - Natural de Mariópolis (SP), onde nasceu em 1943, tendo migrado com os pais para o noroeste paranaense no início da década seguinte, para trabalhar na lavoura, Tormena era casado e pai de quatro filhos. Ele assumiu a presidência da Alcopar em 1999, depois de ocupar alguns anos a vice-presidência. Em Paraíso do Norte, foi um dos fundadores e atualmente era um dos diretores da Coopcana (Cooperativa Agrícola Regional de Produtores de Cana), uma das primeiras destilarias a operar pelo Proálcool, o Programa Nacional de Álcool criado pelo governo federal na década de 1970 e, em sua cidade, foi professor e prefeito nos anos 1980.

Empreendedor - Considerado uma importante liderança no setor em nível nacional, Tormena tinha 67 anos um extenso currículo à frente da Alcopar. Durante os onze anos em que presidiu a entidade, várias empresas foram criadas, como a Pasa (Paraná Operações Portuárias S.A.), sediada em Paranaguá, o primeiro terminal de embarque de açúcar a granel do Sul do País, a CPA Trading, atualmente uma das quatro maiores exportadoras de álcool do mundo, com sede em Maringá, a Álcool do Paraná, em Paranaguá. Atualmente, estava voltado para a viabilização do projeto do alcoolduto ligando Maringá a Paranaguá, e que já tem previsão de ficar pronto em 2014. Tormena estava à frente de um segmento que era considerado um dos pilares da economia do Paraná, composto por 30 indústrias que proporcionavam 80 mil empregos diretos e cerca de 500 mil indiretos.

Sepultamento - De manhã, o corpo de Anísio Tormena ainda se encontrava no Instituto Médico Legal (IML) de Paranavaí com a expectativa de ser liberado em breve para o velório, programado para o ginásio de esportes de Paraíso do Norte (horário ainda não definido), cidade onde residia e será sepultado às 10h desta quarta-feira (19/05). (Imprensa Cocamar) 


TRIBUTOS: Cooperativas reivindicam alinhamento da base de cálculo do IR 

Representantes do setor cooperativista e da Receita Federal do Brasil estiveram reunidos na última quarta-feira (12/05), no Ministério da Fazenda, em Brasília (DF), com o objetivo de discutir a possibilidade da base de cálculo do Imposto de Renda (IR) dos cooperados autônomos das cooperativas de transporte de cargas ser alinhada para 20%, percentual já praticado nas contribuições para a Previdência Social. Atualmente, a incidência é de 60% para os cooperados autônomos das cooperativas de transporte de pessoas e de 40% para os cooperados autônomos do transporte de cargas. Participaram da reunião o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, o secretário-executivo Renato Nóbile, o analista contábil Edimir Santos e, pela Ocepar, o analista econômico e financeiro, Devair Mem e o assessor tributário Marcos Antônio Caetano. A Receita Federal foi representada por Sandro Serpa, Fenando Mombell e Adriana Rego.

Desvantagem - "O alto índice de informalidade no setor, por conta desta carga tributária incompatível com a renda efetiva do autônomo, coloca em desvantagem o cooperado, que não consegue competir com tamanha elisão fiscal", afirma Caetano. Ainda de acordo com ele, a legislação tributária em vigor, referente ao transportador autônomo, apresenta contradições em relação à base do IR e do INSS. "A Secretaria da Receita Federal define que o salário de contribuição do transportador autônomo de cargas corresponde a 20% do valor bruto do frete, para efeitos de incidência do INSS, conforme decreto 3048/99 e Instrução Normativa 971/09 da Receita Federal. Por outro lado, para efeitos de incidência do IR, a Receita define como renda tributável do transportador autônomo de cargas o índice de 40% do valor bruto do frete, conforme decreto 3000/99", aponta.

Estudos - Segundo Caetano, na reunião com a Receita Federal essas divergências foram pautadas e apresentados estudos em forma de planilhas contendo valores médios do mercado de frete, deduzindo os valores de custos operacionais e recuperação de investimentos no transporte autônomo de cargas, demonstrando saldos de lucro (margem de contribuição), inferiores até mesmo aos 20% considerados pelo INSS para incidência da Contribuição Social. "Com esses argumentos, procuramos convencer o governo de que este é o único caminho hoje para o combate à elisão fiscal, ou seja, alinhar a carga tributária ao real patamar de renda do setor, justificando, assim, o chamamento do segmento para a formalidade, o que, certamente resultará em aumento considerável de arrecadação", destaca o assessor tributário da Ocepar.

Encaminhamento - Os representantes da Receita Federal se comprometeram a repassar a demanda das cooperativas à área técnica do órgão para que seja estudada e debatida posteriormente com a OCB. (Com informações da OCB)



STJ: Aplicações financeiras de cooperativas são atos não cooperativos 

As aplicações financeiras feitas por cooperativas, pelo fato de serem operações realizadas com terceiros não associados (ainda que, indiretamente, tenham como intuito a "consecução do objeto social da cooperativa"), são consideradas atos não cooperativos. Em razão disso, seus resultados devem integrar a base de cálculo do imposto de renda, conforme decidiu a Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao julgar recurso especial sobre a questão, dentro do que estabelece o rito dos recursos repetitivos. O Tribunal já possuía uma súmula pacificando o entendimento sobre o assunto (Súmula n. 262). O recurso repetitivo, entretanto, permitirá que, daqui por diante, todos os processos que chegarem ao STJ referentes ao tema passem a ser objeto da mesma decisão.

Caso ­ - O caso que levou ao julgamento do repetitivo foi um recurso especial interposto pela União no STJ contra decisão de primeira instância que tinha dado ganho de causa à Cooperativa dos Agricultores da Região de Orlândia Ltda. (Carol), em São Paulo. A cooperativa havia conseguido, em ação ordinária, direito à isenção do referido imposto incidente sobre suas aplicações, chamadas pela cooperativa de "aplicações financeiras de recursos momentaneamente disponíveis".

Sobra de caixa - O argumento apresentado foi o de que, por se tratar de cooperativa agrícola mista, a cooperativa exerceria atividade para promover a união e a defesa dos interesses econômicos de seus associados e, assim, desenvolver ações, em comum, nas áreas de compra e venda. A entidade alegou também que as aplicações são feitas com recursos que se apresentam momentaneamente como sobras de caixa, por um curto período - compreendido entre o recebimento do preço das vendas e a reinversão desses valores na aquisição de novos produtos para os associados. E a manutenção desses valores em caixa "redundaria em perda de seu poder aquisitivo real, em face aos efeitos inflacionários da economia nacional".

Código Tributário - No recurso especial, a União ponderou que a isenção viola o Código Tributário Nacional, já que somente a lei poderia estabelecer as hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários. De acordo com os procuradores da União, "a lei fiscal concedeu isenção aos atos cooperativos praticados no universo econômico da Lei n. 5.764/1971 (Lei das Cooperativas), razão pela qual quaisquer outros, por se situarem fora do âmbito da cooperação, podem gerar ganhos que serão tributados".

Entendimento - Para o relator do recurso no STJ, ministro Luiz Fux, o ato cooperativo típico não implica operação de mercado, mas as aplicações financeiras são tidas como atos não cooperativos. Por isso, seus resultados positivos devem, sim, integrar a base de cálculo do imposto de renda. A seção, por unanimidade, deu provimento ao recurso da União, nos termos do voto do relator. A cooperativa apresentou embargos de declaração ao STJ após a decisão, que foram rejeitados. (Coordenadoria de Editoria e Imprensa do STJ)



VISITA: Cooperativistas do Tocantins iniciam viagem pelo interior do PR 

A caravana composta por 25 cooperativistas de Tocantins que está em visita ao Paraná conheceu, na manhã desta terça-feira (18/05), o trabalho realizado pela Unimed Curitiba e pela cooperativa Bom Jesus na área de Organização do Quadro Social (OQS). A apresentação aconteceu na sede do Sistema Ocepar, em Curitiba. "Na realidade, estamos tentando encontrar uma identidade cooperativista para o nosso sistema e estamos convictos de que a Organização do Quadro Social é um dos fatores que vão alavancar o nosso trabalho no Tocantins. Cooperativas bem estruturadas nesse sentido têm apresentado as melhores performances econômicas. A experiência paranaense é o nosso ponto de partida", afirmou o presidente da OCB-Sescoop/TO, Ricardo Khouri. Ainda de acordo com ele, a ideia é seguir a recomendação repassada pelo superintendente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken. "Ele disse para não copiar e, sim, passar a limpo as informações obtidas aqui e criar um modelo próprio, respeitando a nossa cultura e particularidades regionais e locais", acrescentou Khouri.

Programação - O grupo de Tocantins chegou ao Paraná nesta segunda-feira (17/05) à tarde, quando foi recepcionado pelo superintendente José Roberto Ricken e pelo gerente do Sescoop/PR, Leonardo Boesche. No final da manhã desta terça-feira (18/05), o presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, esteve com os cooperativistas do Sistema OCB-Sescoop/TO. A partir de quarta-feira (19/05) a caravana conhecerá os projetos OQS das cooperativas Nova Produtiva (Astorga), Sicredi União (Maringá), Coagru (Ubiratã) e Lar (Medianeira). Na sequência, os cooperativistas seguem para Santa Catarina. Acompanham Khouri nesta visita à região Sul, a superintendente do Sistema OCB-Sescoop/TO, Maria José Andrade Leão de Oliveira, dirigentes e técnicos de diversas cooperativas de Tocantins.


PECUÁRIA: Curso vai abordar manejo sanitário 

Estão abertas, até o dia 24 de maio, as inscrições para o Curso de aperfeiçoamento em produção animal destinado à capacitação de profissionais das cooperativas do Paraná que atuam na produção de leite e derivados. Promovido pelo Sistema Ocepar, com apoio da Embrapa Gado de Leite, vai ser realizado no dia 26 de maio, das 8h30 às 18h, no Hotel Deville, em Cascavel. O curso vai tratar de manejo sanitário de bovinos de leite, incluindo alimentação; cuidados com recém-natos, novilhas e vacas em lactação; vacinação e controle de endo e ecto-parasitas. Também serão abordados outros temas como tuberculose e brucelose, diarréias, exames periódicos, mamite e manejo dos cascos, além da importância e conhecimento sobre zoonoses.

Informações - Mais informações com Leandro Macioski (e-mail: leandro@sescooppr.org.br / fone (41) 3200 1128) ou com Alexandre Amorim (e-mail: alexandre@ocepar.org.br / fone (41) 3200-1114).
 


RAMO TRANSPORTE: Encontro promove debate sobre o segmento em Cafelândia
 
Assuntos de interesse das cooperativas paranaenses do ramo transporte estarão em debate no dia 31 de maio, na sala de reuniões da Coopercaf (Cooperativa de Transportes Rodoviários de Cafelândia), em Cafelândia, Oeste do Estado, durante um encontro promovido pelo sistema Ocepar. O evento acontece das 10h às 12h30. Haverá ainda apresentação de indicadores econômicos e financeiros e das principais demandas do setor. O deputado federal Marcelo Almeida vai falar sobre as ações voltadas para o segmento e receber dos participantes uma pauta de reivindicações.

Inscrições e informações - As inscrições para o Encontro de Cooperativas do Ramo Transporte devem ser efetuadas pelos agentes de desenvolvimento humano das cooperativas pelo site www.ocepar.org.br. Mais informações com João Gogola (e-mail: gogola@sescooppr.org.br / fone 41-3200 1135) ou com Rodolfo Bonetti (e-mail: rodolfo@sescooppr.org.br / fone 41 - 3200 1127).
 


UNIMED CURITIBA: Campanha do Agasalho 2010 recebe doações até 23 de junho 

A Unimed Curitiba, em parceria com a AFUC - Associação dos Funcionários da Unimed Curitiba, está promovendo a Campanha do Agasalho 2010, com o tema "Unimed Curitiba Solidária". O objetivo é arrecadar roupas e cobertores para as pessoas mais necessitadas. As doações serão destinadas à Fundação de Ação Social, Instituto Pró Cidadania de Curitiba e Provopar Ação Social. As doações podem ser feitas até o dia 23 de junho. Os interessados podem contribuir e fazer as doações nos seguintes locais: Unidades de Atendimento ao Cliente de Curitiba (Itupava, Dr. Pedrosa e Água Verde); Unidades de Atendimento ao Cliente da Região Metropolitana (Araucária, Campo Largo, Lapa, São José dos Pinhais e São Mateus), Sede Administrativa (Tarumã). (Imprensa Unimed Curitiba)


COPACOL: Cooperativa alcança primeiro lugar em Prêmio Sócio Ambiental 

A Copacol recebeu, no dia 4 de maio, em São Paulo, o Prêmio "Mérito" Categoria Sócio Ambiental, promovido pela Syngenta, após concorrer com cooperativas de todo o país. A premiação é um reconhecimento pelas ações que são realizadas e contribuem para o desenvolvimento das comunidades de sua área de atuação.

O projeto que a Cooperativa inscreveu e que foi vencedor denominado como Meio Ambiente e Qualidade de Vida, destacou os projetos realizados pela instituição com seus associados, como o incentivo ao plantio de matas ciliares, realização de proteção de nascentes e a construção de fossas biodigestoras. Através desses projetos foi recuperada a mata ciliar em mais de 40 rios, córregos e nascentes e, em paralelo, também foram realizadas as proteções de nascentes de córregos e a construção de fossas biodigestoras melhorando, assim, a qualidade das águas para o consumo das famílias.

Representantes - Durante a solenidade de entrega da premiação a Copacol foi representada pelo gerente da Divisão de Unidades, Rubem M. Salles Santos, Ademir Biezus, e pelo responsável da Estação Experimental, engenheiro agrônomo Fernando Fávero. Além disso, o trabalho contou com o apoio da Assessoria de Cooperativismo da Copacol.

Reconhecimento - Segundo o presidente da Cooperativa, Valter Pitol, a responsabilidade empresarial com a geração de empregos, renda, impostos e preservação do meio ambiente, vêm gerando a satisfação e o desenvolvimento econômico dos associados, colaboradores e de toda a região aonde a Copacol atual. "Esse prêmios é um reconhecimento pelo trabalho que a Cooperativa vem realizando a vários anos, que contou com a participação dos nossos associados e colaboradores que se conscientizaram sobre a importância da preservação do meio ambiente para uma melhor qualidade de vida", afirma Pitol. (Imprensa Copacol)



COAMO: Cooperativa investe em armazenagem 

A paranaense Coamo, uma das maiores cooperativas agrícolas da América Latina, vai amenizar a falta de espaço para armazenar grãos de seus cooperados. Dos R$ 200 milhões em investimentos aprovados de 2010 até 2012, R$ 170 milhões serão usados na modernização e aumento da capacidade de recebimento de produtos, e R$ 30 milhões para melhorar a frota de veículos e equipamentos. A ampliação da fábrica de esmagamento de soja e fabricação de produtos para o varejo não está prevista.

Necessário - "Vamos atacar os problemas. Este ano a falta de espaço foi muito grande", conta o presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini. Segundo ele, o custo é elevado, mas necessário. Os investimentos anunciados representam metade do que seria o ideal, explicou o executivo. Hoje, a cooperativa tem capacidade para armazenar 2,83 milhões de toneladas e deve receber durante o ano 5,3 milhões de toneladas. Sem contar que há excedentes da safra passada. Com os recursos previstos, a capacidade será ampliada em 500 mil toneladas.

Arrendamento - Para receber a atual colheita de grãos de verão, Gallassini disse que foi preciso arrendar 37 armazéns de terceiros e dois silos infláveis. Mesmo assim, 240 mil toneladas de soja ficaram embaixo de lona, sujeitas a problemas climáticos. De acordo com ele, boa parte do que estava do lado de fora dos armazéns já foi escoado. A cooperativa, que atua no Paraná, Santa Catarina e no Mato Grosso do Sul, recebeu 3,2 milhões de toneladas de soja, 35% mais que em 2009. O déficit de espaço nas 43 unidades em que foram aprovadas ampliações e construções de silos e armazéns foi de 15 milhões de sacas.

Financiamento - A Coamo vai recorrer a financiamentos para fazer parte dos investimentos e também deve usar recursos próprios (cerca de 20%). Dos R$ 200 milhões previstos, R$ 110 milhões devem ser usados ainda em 2010. A cooperativa teve receitas de R$ 4,670 bilhões em 2009. Gallassini não informa o faturamento esperado para 2010. Ele reclama que, embora os volumes tenham sido maiores até agora, os preços caíram. (Valor Econômico)



COCAMAR I: IV Encontro de Cooperados de Citrus acontece na quinta-feira (20) 

A quarta edição do Encontro de Cooperados de Citrus será promovida pela Cocamar na próxima quinta-feira (20/05), das 8 às 12, na Associação Cocamar, em Paranavaí. Duas palestras estão programadas: às 9h, após a solenidade de abertura, com José Quaggio, especialista do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), que vai falar sobre "Nutrição para retomada do investimento frente às novas perspectivas de mercado"; e, às 9h50, com o consultor Ramiro Ojeda, sobre resultados da poda de pomares em propriedades de cooperados.

Premiação - Em seguida, por volta das 11h, terá início a premiação do VIII Concurso de Produtividade de Citrus (safra 2009/10). No período da tarde, a partir das 13h30, haverá dinâmica na Fazenda Ypiranga, que fica nos fundos da indústria de sucos concentrados, com a participação de vários expositores. O coordenador de culturas perenes da Cocamar, engenheiro agrônomo Leandro Cezar Teixeira, informa que está prevista a participação de aproximadamente 300 produtores, reservada exclusivamente a cooperados convidados. (Imprensa Cocamar)



COCAMAR II: Produtores e técnicos conhecem café mecanizado em Minas Gerais 

Os produtores e técnicos que participaram da viagem promovida na semana passada pela cooperativa para os municípios de Araguari, Monte Carmelo, Patrocínio e Patos de Minas, no Triângulo Mineiro, para ver lavouras mecanizadas de café, voltaram empolgados. Eles viram que a mecanização reduz drasticamente os custos com mão de obra, aumenta a produtividade dos cafeeiros e, com isso, a escassez de trabalhadores deixa de ser um impeditivo para a expansão das lavouras. Em Minas, os dois grupos que viajaram em dias diferentes foram recebidos por cafeicultores que, na última década, deixaram o Paraná, caso da família Dianin, que vivia em Iporã, e de Nélson Rivellini, de Cambira.

Produtividade - Os Dianin estão radicados em Monte Carmelo, onde detém 136 hectares e produzem uma média de 50 sacas beneficiadas por hectare. Mário Dianin, que foi funcionário da Cocamar nos anos 1980, contou que o objetivo deles é investir cada vez mais no aumento da produtividade, e que chegaram a erradicar uma lavoura que produzia "apenas" 37 sacas/hectare. Em Patrocínio, Rivellini consegue um pouco mais: 60 sacas beneficiadas por hectare, e o objetivo é continuar evoluindo. Só para efeito de comparação, as lavouras da região da Cocamar produzem, na média, entre 10 e 15 sacas beneficiadas por hectare. O presidente da Copermonte, a cooperativa de cafeicultores de Monte Carmelo, Creuzo Takahashi disse que não existe viabilidade para a cafeicultura conduzida manualmente. Hoje, os custos com mão de obra representam 40% dos custos totais. "A margem é muito apertada, não há como sobreviver".

Lucratividade - Em Minas, os paranaenses viram que a cafeicultura conduzida com profissionalismo e o uso de máquinas em todas as suas etapas, oferece uma taxa de retorno de 10% ao ano. "Em dez anos, a atividade se paga, incluindo a terra", garantiu o presidente Takahashi. A Cocamar possui 7 mil hectares cultivados com café, sendo a maioria das propriedades de pequeno porte. Segundo o coordenador de culturas perenes da cooperativa, engenheiro agrônomo Leandro Cezar Teixeira, cerca de 10% desse total já usam algum tipo de mecanização, mas ainda de forma parcial. (Imprensa Cocamar)


BALANÇO: OCB apresenta relatório das últimas mobilizações no Congresso Nacional 

A aprovação das emendas do Senado ao Projeto de Lei 4.622/2004 nas comissões da Câmara é o destaque das atividades referentes à atuação da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) no Congresso Nacional. Confira abaixo esta e outras ações no relatório mensal da Assessoria Parlamentar do mês de abril, além das agendas de 10 a 14 de maio e a dessa semana. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail aspar@ocb.coop.br ou pelos telefones (61) 3217-2107/2108. (Informe OCB) 


RAMO CRÉDITO: Central de cooperativas passa a integrar o Sistema Financeiro Nacional 

A partir desta segunda-feira (17/05), a Cooperativa Central de Crédito Urbano (Cecred) passa a realizar a compensação de títulos e cheques, transferências, entre outros, sem depender de bancos. A liberação às cooperativas de crédito foi dada no ano passado pelo Banco Central. A Cecred será a pioneira nesses serviços, conforme explica seu presidente Moacir Krampeck em entrevista à RádioCoop para o Boletim OCB.

Outros temas - Além desta notícia, o Boletim OCB divulga que a Confederação Nacional das Cooperativas de Infraestrutura (Infracoop) realizou nesta segunda-feira (17/5), a Assembleia Geral Ordinária (AGO) para tratar das ações realizadas em 2009 e das atividades para este ano. Também é notícia a visita de uma missão equatoriana nesta quinta-feira (20/05), na sede da Organização das Cooperativas Brasileiras para conhecer a experiência do cooperativismo de crédito brasileiro. (Informe OCB) 



ANDEF: Entrega do XIII Prêmio Mérito Fitossanitário acontece dia 24 

No dia 24 de maio, a Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef) realiza a solenidade de premiação do XIII Prêmio Mérito Fitossanitário, às18h, no Esporte Clube Sírio, em São Paulo (SP). Entre os vencedores, estarão cooperativas agropecuárias ligadas ao Sistema OCB, que concorreram na categoria "Cooperativismo". Este foi o segundo ano consecutivo no qual o setor contou com uma categoria específica.

Apoio - A premiação tem o apoio da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev) e da Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav). Seu objetivo é valorizar e dar visibilidade às ações de responsabilidade socioambiental junto a agentes multiplicadores que contribuem para a adoção das boas práticas agrícolas.

Particpantes - No total, participaram do processo de seleção 14 cooperativas, que apresentaram 27 projetos e, destes, 20 foram classificados. Elas concorreram na categoria "Cooperativismo", nas subcategorias "Modalidade Cooperativas", "Modalidade Profissional", "Modalidade Projetos, sendo: "Responsabilidade Ambiental", "Responsabilidade Social" e "Uso Correto e Seguro".

O Prêmio - É a valorização das ações de responsabilidade social e ambiental das indústrias de defensivos agrícolas, cooperativas e outros canais de distribuição, centrais de recebimento de embalagens vazias e seus profissionais. O reconhecimento vem para as iniciativas de educação e treinamento do homem do campo, buscando promover o "desenvolvimento rural e agrícola sustentável", de acordo com o Capítulo 14 da Agenda 21. (Informe OCB)



TRIGO I: Após altos e baixos, área cai 14% no Paraná 

O plantio de trigo, que começou sem ânimo pelas novas restrições de padrão anunciadas pelo governo, ganhou estímulo das previsões climáticas mas, no final das contas, deve cobrir área 14% menor que a do ano passado no Paraná - estado responsável por metade da produção nacional. O índice foi apurado pelo Caminhos do Campo e pela Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), com base em dados repassados na última semana por 11 cooperativas líderes nessa cultura.

Plantio - Perto de 60% das lavouras paranaenses já foram plantadas. Os produtores do Norte estão concluindo a tarefa, enquanto Oeste e Su­doeste atingem 70% da área reservada para a semeadura. Dados referentes às regiões Sul, Campos Gerais e Centro, últimas na escala de plantio, também já foram consolidados. A avaliação geral é que o produtor não esqueceu o excesso de chuva nem os problemas de comercialização da última safra. Sem expectativa de aumento significativo nas cotações, mostra-se retraído ante a triticultura, principal opção de larga escala no inverno.

Produção - O índice de 14% de redução de área não representa queda de produção por enquanto. O clima favorável ao trigo, com mais frio e menos chuvas que em 2009, promete elevar a produtividade em 20%, para 2,47 mil quilos por hectare. Considerando os 621,35 mil hectares destinados à semente pelas cooperativas que participaram do levantamento, a produção do grupo deve chegar a 1,53 milhão de toneladas, resultado 3% maior que o de 2009.

Cooperativas - As 11 cooperativas - Agrária, Batavo, Castrolanda, Coamo, Coasul, Cocamar, Coopavel, Copacol, Corol, C. Vale e Integrada - são responsáveis por 55% da área plantada e 56% da produção estadual de trigo. Usando suas previsões de redução de área e aumento da produtividade como média, a colheita do Paraná deve passar de 2,67 para 2,75 milhões de toneladas. O volume é menor que os registrados em 2003, 2004, 2005 e 2008 pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Avaliação conjunta - Este é o segundo ano em que o Caminhos do Campo e a Ocepar realizam avaliação conjunta sobre a área de trigo. No plantio de 2009, o trabalho antecipou tendência de ampliação de 10% do cultivo. O potencial produtivo, que era recorde, para 3,2 milhões de toneladas, foi derrubado pelo excesso de chuvas. O Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria Estadual da Agricultura (Seab) estima que tenham sido colhidas 2,67 milhões de toneladas, enquanto a Conab mantém estimativa de 2,54 milhões de toneladas para o estado.

Riscos climáticos - Embora neste ano os riscos climáticos sejam menores, as quebras não estão descartadas. O trigo pode ser fortemente prejudicado por geadas que cheguem a partir da segunda quinzena de agosto, observa o meteorologista Luiz Renato Lazinski.

Potencial produtivo - O potencial produtivo, no entanto, é suficiente para manter o mercado regional abastecido, segundo a Ocepar. Se Santa Catarina e Rio Grande do Sul produzirem 1 milhão de toneladas, haverá mais trigo que o necessário na região que o Sul abastece, que abrange os estados sulistas e parte do Sudeste e do Centro-Oeste. O limite seriam 3,5 milhões de toneladas.

Ânimo - As previsões climáticas positivas tiveram pouca influência sobre o ânimo dos produtores diante do quadro de oferta excessiva no último ano, avalia Robson Mafioletti, analista da Ocepar. Ele considera que a retração não foi maior pela importância do cereal na distribuição dos custos anuais da produção agrícola e no sistema de rotação de culturas. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)



TRIGO II: Novas regras, novos gargalos 

As mudanças na classificação do trigo que serão cobradas pelo governo federal a partir de julho do ano que vem criam novos gargalos na triticultura, segundo a Associação Paranaense dos Produtores de Sementes e Mudas (Apasem). Além dos problemas para armazenagem e transporte de produtos segregados, que devem ser agravados, será mais difícil encontrar sementes adequadas, afirma o diretor executivo da entidade, Eugênio Bohatch. Na prática, o triticultor pode ter sua produção rebaixada na comercialização em leilões públicos.

Sementes - Durante a sondagem Caminhos do Campo/Ocepar a respeito do tamanho da safra atual, as cooperativas informaram que enfrentam escassez de sementes nas regiões Norte e Sudoeste. O problema, segundo os técnicos, foi causado pelo clima de 2009, que prejudicou a qualidade do cereal. Segundo a Apasem e a Ocepar, esse fator dificulta o plantio, mas não deve limitar ainda mais a área destinada à cultura, já reduzida em 14%.

Qualidade - A preocupação com a qualidade das sementes se justifica. Para atender às novas exigências que ampliam de 50 pontos para 100 pontos o valor mínimo da força de glúten do trigo, é preciso optar agora pelas melhores variedades disponíveis. Em safras com clima desfavorável como a do ano passado, se forem plantadas as mesmas variedades de 2009, metade da produção pode ter de ser entregue para a indústria de ração. Em anos de clima normal, com as melhores variedades do mercado, 95% do trigo paranaense pode alcançar as novas classificações: básico, doméstico, pão e melhorador, avalia a Ocepar.

Clima - Considerando as previsões de bom clima para a safra atual, "não deve faltar semente no plantio do ano que vem", assegura Bohatch. No entanto, o setor ainda não definiu exatamente quais variedades vão atender melhor aos padrões que estarão em vigor na safra 2011. As mudanças exigem o reenquadramento das variedades pela pesquisa, afirma o agrônomo Robson Mafioletti, da Organização das Cooperativas do Paraná.

Armazéns - Outra medida que o setor terá de tomar ante às novas exigências, a serem publicadas no Diário Oficial da União, será a adaptação dos armazéns, que precisam ter sua capacidade de segregação ampliada. Barracões de unidades de recebimento de grãos que segregam 12 produtos diferentes podem ter de ser melhor equipados. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)


TRIGO III: Cotações sem perspectivas de reação 

Os preços do trigo no Brasil e no mercado internacional ampliam o desânimo do produtor em plena fase de plantio. No Paraná, em relação a um ano atrás, o triticultor recebe 15% menos - R$ 23,5 pela saca de 60 quilos. Em Chicago, depois de uma recuperação de 11% nas cotações em abril, novas baixas foram registradas nos últimos dias. A queda acumulada nos últimos quatro meses é suficiente para somar 15%. A tendência está relacionada aos estoques, que estão acima de 180 milhões de toneladas em âmbito global. Segundo avaliação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o USDA, no final de 2010 haverá mais trigo no mercado mundial do que havia nas últimas oito passagens de ano.

Estoques - No Brasil, com redução na produção, aumento nas exportações e pequena evolução no consumo, os estoques finais podem cair de 2,4 para 1,2 milhão de toneladas na comparação com 2009, informa a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Porém, atualmente, só os estoques públicos chegam perto de 1 milhão de toneladas.

Paraná - No Paraná, ainda há muito trigo para vender. Dos 2,67 milhões de toneladas produzidos em 2009, 1,7 milhão foram comercializados com apoio do governo e perto de 400 mil toneladas foram vendidas sob as regras do mercado. Porém, segundo avaliação do setor produtivo, restam 500 mil toneladas estocadas nas mãos dos produtores e cooperativas, à espera de melhores preços. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)



SANIDADE: Campanha por um País livre de aftosa está no ar 

A campanha do Ministério da Agricultura - O Brasil rumo ao título de País livre da febre aftosa - está sendo veiculada em emissoras de televisão e rádio, revistas e pela internet. A mensagem de utilidade pública contra a enfermidade dos bovinos e búfalos utiliza a linguagem universal do futebol, com alcance em todo território nacional, para mostrar que o Brasil conhece as regras do jogo que envolve a prevenção, manutenção e ampliação de áreas livres de febre aftosa. Em filme de 30" e peças impressas bois a vacas vestidos com uniforme da seleção brasileira chamam atenção para a importância de mais uma vitória do País que busca a erradicação da doença em todo o seu território. "A meta é que todos os estados tenham uma estrutura adequada de defesa agropecuária até o fim de 2010. Desta forma, será possível o reconhecimento de País livre da doença com base nos resultados de auditorias realizadas pelo ministério", explica o secretário da Defesa Agropecuária do ministério, Inácio Kroetz.

Campanha - As peças da campanha serão exibidas até o próximo dia 4 de junho em canais de TV aberta, por assinatura e comunitária; rádios das capitais e no interior; revistas de circulação nacional e especializadas; e em portais, sites e links patrocinados.

Doença - Febre alta, salivação, depressão, cansaço, anorexia, queda na produção leiteria são sintomas da doença que podem ser evitados cumprindo o calendário oficial de vacinação. A primeira etapa de vacinação deste ano termina 31 de maio. A segunda fase, para a maioria dos estados, começará em novembro. O Ministério da Agricultura recomenda que a aquisição de animais ocorra apenas com a guia de vacinação em dia e que o transporte seja feito por meio da Guia de Trânsito Animal (GTA). Os animais vindos de outras fazendas devem ser isolados, vacinados e observados por 15 dias antes de integrar o rebanho. A aftosa pode afetar os animais de casco fendido como os bovinos, búfalos, caprinos, ovinos e suínos.

Números - O Brasil tem o maior rebanho comercial e é o maior exportador de carne bovina do mundo. Atualmente, 15 estados e o Distrito Federal estão livres da aftosa com vacinação. Santa Catarina é o único estado considerado livre sem vacinação. O País tem cerca de 180 milhões de bois e búfalos em zona livre, o que representa 89% do total nacional. (Mapa)



SELO: Marcas de qualidade garantem sucesso de produtos agrícolas 

O vinho do Vale do Vinhedo no Rio Grande do Sul, o café verde do Cerrado Mineiro e a cachaça de Paraty (RJ) são alguns dos produtos agropecuários brasileiros com indicação geográfica, que é uma marca de qualidade. Para orientar gestores, empresários e produtores rurais sobre o uso desse "selo", o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, Meio Rural e Pesca da Espanha promove, em São Paulo, de 19 a 21 de maio de 2010, o Seminário Internacional sobre Marcas de Qualidade - Instrumento de Política para Valorização dos Produtos Agropecuários.

Intercâmbio - Durante os três dias de evento, haverá um intercâmbio da experiência europeia e da América Latina no assunto. A marca de qualidade garante maior segurança e confiança aos consumidores, pois representa um compromisso de um produto diferenciado. Além de valorizar e agregar valor ao alimento, já que certifica a procedência do produto e a forma como é feito, também localiza a produção, e, assim, promove a fidelização do consumidor.

Commodities - "O Brasil é um dos principais exportadores de commodities e, hoje, diante das imposições do mercado sobre rastreabilidade e produtos diferenciados, entendemos que as marcas de qualidade são uma das ferramentas que podem reunir estes conceitos", contextualiza a coordenadora de Incentivo à Indicação Geográfica de Produtos Agropecuários do Mapa, Bivanilda Tapias.

Europa - Bivanilda explica que na Europa, as marcas de certificação são bastante difundidas entre os consumidores. "Lá eles demonstram preferência por produtos diferenciados na hora da compra". "No Brasil, ainda não há este tipo de conscientização, mas acreditamos que fortalecendo nossa base produtiva por meio de políticas públicas podemos alcançar esse destaque", conclui.

Convênios - Atualmente, o Ministério está aplicando cerca de R$ 1,3 milhão em convênios com associações de produtores, empresas de pesquisa e cooperativas para viabilizar o registro de Indicação Geográfica (IG) de 16 produtos agropecuários.

Seminário - No Seminário Internacional sobre Marcas de Qualidade, os 12 países participantes vão mostrar as suas experiências de sucesso, como é o caso do jamón ibérico, o presunto curado produzido na Espanha. Assim, o evento pretende fazer uma troca de informações no contexto internacional, sobretudo no âmbito da América, sobre as medidas adotadas pelos países participantes quanto à certificação e valorização dos produtos agroalimentares, bem como a definição de estratégias para alcançar o reconhecimento necessário pelo consumidor e sua inserção nos mercados. Apoiam o seminário, o Ministério da Alimentação, Agricultura e Pesca da França, a delegação da Comissão Europeia, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

Marca de qualidade - Dentro do conceito de marcas de qualidade, está a definição de Indicação Geográfica (IG), que é um sinal distintivo da propriedade intelectual, que assegura como diferencial do produto as características naturais da sua origem (solo e vegetação onde é produzido), clima e forma de cultivo. No Brasil, seis produtos já obtiveram o registro de indicação geográfica: vinhos e derivados do Vale dos Vinhedos/RS; café grão verde do Cerrado Mineiro, cachaça de Paraty/RJ, carne e derivados do Pampa Gaúcho da Campanha Meridional, couro acabado do Vale dos Sinos/RS e uva de mesa e manga do Vale do Submédio do São Francisco/PE. (Mapa)



INFRAESTRUTURA: Estudo pede investimento em portos 

O sistema portuário brasileiro pode entrar em colapso nos próximos anos se não forem realizados mais investimentos na área, relatou a pesquisa Portos Brasileiros: diagnóstico, políticas e perspectivas, divulgada ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Segundo o estudo, os investimentos estão abaixo do necessário, principalmente no acesso terrestre aos portos. Foram identificadas 265 obras que precisam ser construídas com urgência, ao custo de R$ 42,88 bilhões, nas áreas de dragagens, aterramentos, acessos terrestres, ampliação, construção, manutenção e novos empreendimentos de infraestrutura portuária. O estudo faz parte da série Eixos do Desenvolvimento Brasileiro, que ainda apresentará, este mês, o diagnóstico das demais formas de transporte.

Investimentos - Cerca de 90% dos investimentos devem ser para a melhoria do acessos terrestres, além de construção, ampliação e recuperação das áreas portuárias. Os investimentos, entretanto, são lentos. Para cumprir o cronograma até as eleições, o governo teria de gastar R$ 37 bilhões em apenas um ano, ou seja, o dobro da soma do efetivamente pago nos anos de 2007 e 2008. Apesar de estar muito aquém do que o crescimento econômico do país demanda, os investimentos portuários têm aumentado. O valor dos investimentos em todas as modalidades de transportes subiu de 0,4% para 1,15% do Produto Interno Bruto (PIB) entre 1999 e 2008. "O aumento, apesar de significativo, ainda é insuficiente", disse Bolivar Pego, Coordenador de Desenvolvimento Urbano do Ipea. (Valor Econômico)



EMPREGOS: Com economia em forte expansão, país abre 962 mil vagas 

Influenciada pelo forte nível de atividade no setor de serviços, na indústria, na construção civil e na agropecuária, a economia brasileira gerou 305 mil vagas de trabalho com carteira assinada no mês passado, resultado recorde para meses de abril. O desempenho elevou para 962,3 mil o número líquido de postos abertos no primeiro quadrimestre, o maior para esse período desde 1992, início da série do Ministério do Trabalho.

Performance - Com a performance acima do previsto para os primeiros quatro meses de 2010, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, elevou de 2 milhões para 2,5 milhões a meta do ano para a oferta de empregos com registro em carteira (descontadas as demissões). A revisão se baseia na análise de que o mercado de trabalho reage neste ano às maiores contratações em decorrência do maior ritmo de expansão do Produto Interno Bruto (PIB), e à recomposição de quadros nas empresas após as dispensas motivadas pela crise.

Meta - "Reavaliamos a meta, porque houve demissões e contenção nas contratações em 2009, principalmente no setor industrial. Este ano, o setor está sendo obrigado a fazer recomposição e a ampliar o quadro de pessoal", comentou Lupi. Nos 12 meses encerrados em abril, as contratações chegaram a 1,908 milhão.

Total - Em abril, o número total de trabalhadores admitidos somou 1,660 milhão, contra 1,355 milhão demitidos, com resultado líquido de 305 mil. Por segmento de atividade, os destaques foram o setor serviços (96.583 postos) e a indústrias da transformação (83.059 postos). Comércio (40.725 postos), da agricultura (38.951) e construção civil (38.418) também apresentaram boa performance. Por Estado, as maiores taxas de aumento na oferta de postos ocorreram, no mês passado, em Minas Gerais (45 mil vagas), no Rio Grande do Sul (20 mil) e em Goiás (17 mil). Em números absolutos, a primeira posição ficou com São Paulo (119,8 mil vagas).

Nova previsão - A despeito do dinamismo do mercado de trabalho entre janeiro e abril, e da nova previsão de 2,5 milhões de trabalhadores contratados neste ano com carteira assinada, maio tende a mostrar desaceleração na oferta de oportunidades, o que sinaliza a incapacidade do mercado para manter o ritmo de contratação em base tão elevada. A estimativa oficial indica admissões entre 240 mil e 280 mil neste mês.

Consequência - José Márcio Camargo, professor de economia da PUC do Rio e membro da Opus Gestão de Recursos, explicou que o nível alto de oferta de emprego neste ano é consequência do crédito farto, de juros reais baixos para padrões brasileiros e, ainda, das medidas de estímulo adotadas pelo governo. Ele avalia que a meta de 2,5 milhões de empregos projetada para 2010 é factível e será cumprida, se a economia mantiver o ritmo elevado de crescimento. Se os efeitos da política monetária mais restritiva começarem a se materializar ainda neste ano, e houver desaceleração da expansão do PIB, a oferta de postos nos últimos meses pode ser menor que a esperada pelo governo. "A maior ou menor desaceleração dependerá do tamanho da elevação na taxa Selic. Uma política monetária mais dura tende a gerar menor oferta de emprego", avalia Camargo. (Valor Econômico)



H1N1 I: Termina nesta semana campanha de vacinação contra nova gripe 

A campanha nacional de vacinação contra a Nova Gripe entra nesta semana em sua reta final. Até sexta-feira (21/05) todos os grupos considerados prioritários pelo Ministério da Saúde podem procurar uma unidade básica de saúde para serem imunizados contra o vírus Influenza A (H1N1). No Paraná 3,8 milhões de pessoas já foram vacinadas. "É imprescindível que todos que estão nos grupos definidos pelo Ministério da Saúde e que ainda não foram vacinados procurem uma unidade básica de saúde para serem imunizados. A vacina está disponível em todos os postos de saúde no Estado", afirmou o secretário da Saúde, Carlos Moreira Júnior.

Prorrogação - De acordo com ele, as gestantes, doentes crônicos, crianças maiores de seis meses a menores de dois anos e adultos de 20 a 39 anos ainda podem ser vacinados devido à prorrogação de prazo da campanha. Praticamente todos os grupos já superaram a meta de 80% da população, a exceção de gestantes com 77% e adultos de 30 a 39 anos com quase 30% da meta.

Orientação - "A orientação é que as pessoas procurem uma unidade básica de saúde ainda esta semana para serem imunizados, principalmente as gestantes e adultos de 30 a 39 anos", afirmou o secretário. Moreira também lembrou que esta última faixa etária foi ampliada graças a uma reivindicação dos Estados do Sul ao Ministério da Saúde, já que ela não estava contemplada no cronograma inicial do Governo Federal.

Demais grupos - Nos demais grupos todos superaram a meta de 80% ou ainda a previsão inicial de 100% do Ministério da Saúde. Somente com os portadores de doenças crônicas foram vacinados 1,6 milhão de pessoas em todo o Estado. Adultos de 20 a 29 foram 1,5 milhão.

Reivindicação - O secretário da Saúde também revelou que, entre o final desta semana e o início da próxima, aguarda uma resposta do Ministério da Saúde sobre a possibilidade de ampliação da campanha no Paraná. De acordo com Moreira, um primeiro lote adicional de 300 mil doses chegará ao Estado ainda nesta semana para cobrir parte do que foi utilizado a mais no Paraná em grupos que tiveram sua previsão inicial extrapoladas, como é o caso dos doentes crônicos. De acordo com ele, a expectativa é de que, com o término da campanha nacional, seja possível ampliar a vacinação no Paraná, contudo, ainda não há uma previsão concreta sobre a resposta e qual seria o quantitativo de vacinas a mais que o Estado receberia, pois isso ainda depende de uma avaliação do Governo Federal. (AEN)



H1N1 II: Confirmado primeiro caso local da gripe A em 2010, em Curitiba 

Foi confirmado em Curitiba primeiro caso autóctone, com confirmação laboratorial, da nova gripe deste ano. Trata-se de uma mulher de 28 anos que não saiu da cidade ou teve contato com pessoas infectadas mas começou a manifestar os sintomas no final de abril. Até então havia sido confirmado em laboratório apenas o caso importado de um rapaz que desenvolveu a doença em janeiro, no retorno de uma viagem aos Estados Unidos.

A nova paciente foi internada em um hospital privado, concluiu a recuperação em casa e já retomou suas atividades normais. Apesar de fazer parte de um os grupos priorizados pelo Ministério da Saúde para vacinação (20-29 anos), ela não estava imunizada. As informações são do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde. (Assessoria de Imprensa)








 
   
 
   

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