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PARANÁ COOPERATIVO - 17/05/2010

VISITA TÉCNICA: Cooperativas do Tocantins visitam Paraná 

Uma missão de cooperativistas do Estado do Tocantins, liderada pelo presidente da Organização das Cooperativas do Estado e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (OCB/Sescoop-TO), Ricardo Khouri e pela superintendente, Maria José Andrade Leão de Oliveira chegaram na tarde desta segunda-feira (17/05), em Curitiba, para uma visita técnica de cinco dias ao Paraná. A delegação foi recepcionada pelo superintendente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken e pelo gerente de Desenvolvimento Humano do Sescoop Paraná, Leonardo Boesche.
Quadro social - O grupo permanece em Curitiba nesta segunda e terça-feira (17 e 18/05), quando assistirão apresentações sobre diversos programas que estão sendo executados pelo Sistema Ocepar e a forma de atuação do cooperativismo paranaense, entre os quais, o trabalho realizado pela Unimed Curitiba e pela cooperativa Bom Jesus na organização do quadro social. 

"Pretendemos, nestes dois dias, mostrar com profundidade todas as ações e trabalhos do Sistema Ocepar e compartilhar a nossa experiência aqui no Paraná. Também queremos ouvir o que vocês realizam em Tocantins e que também podemos implantar aqui. Esta forma de intercâmbio é excelente para fortalecer ainda mais os laços da filosofia cooperativista", frisou o superintendente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken. No período da tarde de terça-feira (18/05), a comitiva visitará a cooperativa Bom Jesus, com sede no município de Lapa. Na sequência, os cooperativistas seguem para Santa Catarina.

Oportunidade - Ricardo Khouri, presidente da OCB-TO agradeceu mais uma vez a oportunidade e disse que o objetivo do grupo é não só conhecer as boas práticas em organização do quadro social das cooperativas paranaenses como também implantar aquelas que melhor se adequarem a realidade local. "O Paraná é uma referência importante e sempre que necessitamos nos abre as portas para estas intercooperações", frisou o dirigente. Depois de Curitiba o grupo viaja para o Norte do Estado, quando visita a cooperativa Nova Produtiva, em Astorga, segue para Maringá, aonde visita a sede da Sicredi União, ambas no dia 19 de maio. No dia seguinte vai até Ubiratã, Noroeste, visita a Coagru no dia 20. Na sexta-feira (21/05) a missão encerra com uma visita a cooperativa Lar, de Medianeira.
 


ENCONTROS DE NÚCLEOS: Presidente da Ocepar faz balanço para a RadioCoop 

O Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar) acaba de realizar seus eventos preparatórios ao XIII Congresso Brasileiro do Cooperativismo (XIII CBC). Eles integraram os tradicionais encontros de núcleos. Por isso, os seminários aconteceram por região, mobilizando 337 participantes. O presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski, relata em entrevista à RádioCoop, o que foi pontuado nos eventos. (Informe OCB) 


COAMO: Cooperativa anuncia R$ 200 milhões em investimentos 

A Coamo Agroindustrial Cooperativa irá investir o montante de R$ 200 milhões para modernização e melhorias de 43 unidades no Paraná, Santa Catarina e no Mato Grosso do Sul. A meta da cooperativa é instalar até 2012 novos entrepostos, bem como modernizar, adequar e ampliar a capacidade de recebimento, transporte, beneficiamento e secagem de produtos, e também ampliar a sua frota de veículos pesados e equipamentos, para atender as necessidades do seu quadro social. Os investimentos foram aprovados em assembleia geral no dia 14 de maio em Campo Mourão que contou com grande presença de cooperados. 

Deficiência de armazenagem - A Coamo tem voltado sua atuação para garantir ao seu cooperado a cada nova safra, novas tecnologias na busca de maior produtividade em suas lavouras. E isto vem acontecendo, safra após safra. As colheitas estão cada vez maiores e mais rápidas, exemplo disso foi a safra 2009/2010, onde a cooperativa recebeu grandes volumes que ultrapassaram a capacidade de armazenagem que é de 2,83 milhões de toneladas, ou seja, 47 milhões de sacas, provocando a necessidade emergente de armazenagem em "piscinas" a céu aberto. "Para resolver esses problemas de deficiência de armazenagem serão necessários investimentos ao longo dos próximos três anos, evitando-se assim, o ocorrido neste ano de 2010 na entrega pelos cooperados da soja e do milho, na safra de verão", explica o engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini, presidente da Coamo. 

Economia e eficiência - Gallassini informa que na safra passada o déficit de espaço somente nas unidades em que foram aprovadas ampliações e construções de novos silos e armazéns, foi de 15 milhões de sacas, e as novas obras aprovadas comportarão mais 8 milhões de sacas em 2010; 3,75 milhões de sacas em 2011 e outras 700 mil sacas em 2012, o que representa, no total, apenas 83% das nossas necessidades atendidas nos 3 anos. "O ideal é trabalharmos com o máximo de economia no recebimento das safras, com silos e armazéns disponíveis nos locais próximos as propriedades dos cooperados, retendo a produção quando o frete é mais caro e só retirar a safra quando ocorre acentuada redução no preço dos fretes", prevê Gallassini.

Recursos - Para a realização dos investimentos aprovados na Assembleia Geral, parte dos recursos serão efetivados junto as instituições financeiras com financiamentos de longo prazo, e parte com recursos próprios, dentro da disponibilidade de capital de giro da cooperativa.
 


SESCOOP/PR I: Curso vai capacitar conselheiros fiscais do ramo crédito 

Membros dos conselhos fiscais de cooperativas de crédito não filiadas a cooperativas centrais vão ser capacitados nos próximos dias 31 de maio e 01 de junho, no prédio da administração central da Coamo, em Campo Mourão. O curso, promovido pela unidade paranaense do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR), tem por objetivo promover a reciclagem dos profissionais, integrar e padronizar os trabalhos do Conselho Fiscal, propiciando a correta realização das atividades nas cooperativas. O curso é dividido em dois módulos e terá como instrutores os professores Wilson Mota e Paulo Renato. As inscrições devem ser feitas pelos agentes de desenvolvimento humano das cooperativas pelo site www.ocepar.org.br até o dia 28 de maio.
Informações - Mais informações com Leandro Macioski (e-mail: leandro@sescooppr.org.br / fone (41) 3200 1128) ou Devair Mem (e-mail:devair@sescooppr.org.br / fone (41) 3200 1131).
 


SESCOOP/PR II: Pós-graduação em Gestão da cadeia avícola está com inscrições abertas 

Estão abertas, até o dia 31 de maio, as inscrições para o curso de pós-graduação Gestão da cadeia avícola destinado a profissionais das cooperativas do Paraná que atuam na área de frango de corte. A especialização terá início no dia 11 de junho, no Hotel Copas Verde, em Cascavel, e será dividida em módulos mensais com carga horária de 24 horas, com aulas às sextas-feiras, das 13h às 23h, e aos sábados, das 8h às 18h, totalizando 500 horas presenciais em 18 meses. Realizada pela Ocepar e Sescoop/PR, em parceria com a Universidade Tuiuti do Paraná (UTP), a pós-graduação terá instrutores da UTP, Universidade Federal do Paraná (UFPR), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), além de convidados de outras instituições. Ao final do programa, o profissional adquire o título de pós-graduado, com possibilidade de registro como especialista no Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV). Os interessados devem entrar em contato com o analista de desenvolvimento humano do Sescoop/PR, Leandro Macioski, e-mail: leandro@sescooppr.org.br/ fone (41) 3200 1128.
 

FÓRUM DE AVICULTURA: Cooperativas vão debater as perspectivas para o setor 

Gestores, técnicos e analistas da área de avicultura das cooperativas do Paraná estarão reunidos nesta terça-feira (18/05), no Hotel Deville, em Cascavel, Oeste do Estado, durante o II Fórum de Avicultura. A iniciativa é da Ocepar e Sescoop/PR, com apoio da Embrapa Suínos e Aves. O evento inicia às 8h30 com a palestra do pesquisador da Embrapa, Jonas Irineu dos Santos, sobre as perspectivas para a avicultura no Brasil e no mundo. Já o pesquisador da Embrapa Paulo Sérgio Rosa vai abordar o tema "Nutrição e manejo da alimentação para frangos de corte". Na sequência, o médico veterinário e assessor da Gerência Técnica e Econômica da Ocepar, Alexandre Monteiro, deve tratar de assuntos gerais, como o andamento do Programa de Gerenciamento de Resíduos dos Serviços de Saúde; curso de pós-graduação em gestão da cadeia avícola, cursos de capacitação em avicultura, sugestões para o próximo Fórum de Avicultura, entre outros itens. 


FÓRUM DAS FIAÇÕES: Próximo evento será em Naviraí (MS) 

Será na sede administrativa da cooperativa Copasul, em Naviraí, Mato Grosso do Sul, a próxima edição do Fórum das Fiações, evento realizado periodicamente pelo Sistema Ocepar com a participação de profissionais das áreas comercial, industrial e técnica das cooperativas Integrada, Cocamar, Coamo e Copasul. Desta vez, os debates serão realizados na quinta-feira (20/05), das 9h às 14h30. O evento é coordenado pela Gerência Técnica e Econômica da Ocepar. 

Pauta - A programação do Fórum prevê a abordagem de temas como: o panorama do mercado de algodão e fios; indicadores de manutenção; indicadores de desempenhos industriais e resultados do beneficiamento do algodão cultivado pelo sistema adensado feito pela Copasul. Também será apresentado o relato dos participantes da visita feita à C&A, que atualmente conta com 179 lojas no País e é uma das principais consumidoras da cadeia de têxteis do Brasil. A empresa apresentou uma proposta de parceria com as cooperativas em um dos últimos fóruns das Fiações. O evento desta quinta-feira será finalizado com visitas à usina de beneficiamento de algodão e à Fiação da Copasul. 

Presenças - Os interessados em participar do Fórum das Fiações devem confirmar presença até esta terça-feira (18/05) pelo e-mail erika@ocepar.org.br. Informações adicionais podem ser obtidas com Robson pelo fone: (41) 3200-1111 ou Taguti (67) 3409-1234.
 


FÓRUM FINANCEIRO e de mercado: Especialistas vão discutir mercado, tendências e políticas públicas 

O Sistema Ocepar promove, na próxima sexta-feira (21/05), em Curitiba, o Fórum Financeiro e de Mercado 2010, com o propósito de trazer informações para orientar os profissionais das cooperativas do Paraná sobre a estruturação de suas operações. Nesse sentido, convidou Glauco Monte, da FCSTONE, para falar sobre as perspectivas de mercado para a soja e estratégias de gerenciamento de riscos em commodities agrícolas. Também estará presente Sílvio Farmese, da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, que vai tratar dos seguintes temas: perspectivas de mercado para o milho; diretrizes do Plano Agrícola e Pecuário 2010/11; novas normativas para os leilões de PEP (Prêmio de Escoamento da Produção) e programação de apoio governamental para o milho e trigo. 

Cenários - A palestra "Cenários macroeconômicos: perspectivas e proteções" será ministrada no Fórum por Juan Jensens, da Tendências Consultoria Integrada. O gerente de Desenvolvimento e Autogestão do Sescoop/PR, Gérson Lauermann, fecha a programação, abordando o cenário econômico e financeiro das cooperativas agropecuárias paranaenses e os indicadores de gestão. O evento é dirigido aos diretores, gerentes e analistas da área comercial e financeira das cooperativas do estado do Paraná.
Informações - Mais informações sobre o evento com Leandro Macioski (leandro@ocepar.org.br / 41- 3200 1128); Devair Mem (devair@ocepar.org.br / 41- 3200 1131) ou Flávio Turra (flavio@ocepar.org.br / 41 3200 1110). 


AGROENERGIA: Cerca de 100 pessoas prestigiam Ciclo RPC de palestras 

Cerca de 100 pessoas assistiram à palestra sobre "Agroenergia, Perspectivas Estratégicas", ministrada pelo pesquisador da Embrapa Soja Décio Gazzoni, no último sábado (15/05), dentro da agenda técnica da 38ª Exposição Agropecuária e Industrial de Maringá (Expoingá). Também esteve presente o engenheiro agrônomo e analista da Gerência Técnica e Econômica do Sistema Ocepar, Silvio Krinski. O evento fez parte do Ciclo de palestras RPC, promovido pela Rede Paranaense de Comunicação (RPC) em parceria com a Organização das Cooperativas do Paraná (Sistema Ocepar) e a Federação da Agricultura do Paraná (Sistema Faep). Na edição de Maringá, contou com o apoio da Associação Maringaense de Engenheiros Agrônomos (Amea), Sociedade Rural de Maringá (SRM), além da Emater e da Associação de Produtores de Bionergia do Paraná (Alcopar). 

Matriz energética - De acordo com Krinski, o pesquisador da Embrapa tratou sobre questões mais estratégicas que visam a substituição de fontes tradicionais de energia como o petróleo - cujo preço está em alta e a disponibilidade de matéria-prima escassa - por matrizes energéticas mais limpas. "Segundo Gazzoni, o Brasil se destaca em relação aos demais países do mundo por produzir energia por meio de uma matriz hídrica, pelo aproveitamento de biomassa e produção de etanol por meio da cana-de-açúcar, sem competir com a produção de alimentos. Ele também ressaltou o grande potencial do país em transformar resíduos em energia, como é no caso do bagaço de cana. São novas tendências que já são adotadas por cooperativas aqui do Paraná", frisou Krinski. Ainda de acordo com ele, Gazzoni também tratou de novas perspectivas de geração de energia, como a gasolina vegetal, por exemplo, que deverão evoluir de produtos atuais como o biodiesel e o etanol.
 


ELETRORURAL: Festa no Memorial da Imigração marca os 40 anos da cooperativa 

Mais de quatrocentas pessoas prestigiaram o evento em comemoração aos 40 anos de fundação da Eletrorural (Cooperativa de Eletrificação Rural Castrolanda Ltda.), realizado no último sábado (15/05), no Memorial da Imigração Holandesa, na Colônia Castrolanda, em Castro. O Sistema Ocepar foi representado pelo assessor da diretoria, Wilson Thiesen. "A Eletrorural é um exemplo. Sem sombra de dúvida, a energia gerada e distribuída com recursos próprios tem contribuído imensamente para o desenvolvimento dos associados, da comunidade e da região onde está inserida", afirmou Thiesen. Fundada em 8 de abril de 1970, a Eletrorural possui atualmente 269 cooperados, tendo como principal cliente a cooperativa agropecuária Castrolanda. "Quarenta por cento da energia utilizada na Castrolanda é gerada pela Eletrorural", destaca Thiesen. 

Homenagens - A festa da Eletrorural foi aberta com homenagens especiais aos ex-presidentes, diretores e funcionários mais antigos da cooperativa. Em seguida, houve a apresentação da Orquestra de Câmara Brasileira, sob a regência do maestro Paulo Torres e com a participação do Coral Masculino Mannenkoor ABC. O evento foi encerrado com um jantar de confraternização. Os convidados ganharam de brinde um jogo de taças, estampadas com o selo comemorativo dos 40 anos da Eletrorural. 


COPAGRIL: Centenas de pessoas prestigiam primeira fase da Maratona Cultural 

Na noite do ultimo sábado (15/05) a ACJC - Associação dos Comitês de Jovens da Copagril realizou a 1ª fase da sua Maratona Cultural. O evento, que aconteceu no Centro Cultural do Município de Pato Bragado, recebeu centenas de pessoas para prestigiar a rodada de apresentações das peças teatrais. No total foram sete peças apresentadas para a avaliação do publico presente e do corpo de jurados composto por 7 pessoas. Os vencedores da 1ª fase serão conhecidos no dia 12 de junho na linha Palmital no Distrito de Margarida, em Marechal Cândido Rondon, onde acontecerá a fase final da Maratona Cultural com as apresentações de dança, poesia e musica sendo sediada pelo CJC 13 de Maio. (Imprensa Copagril) 


TRIGO I: Semeando trigo, semeando esperança 

Está aberta uma das temporadas do ano mais delicadas para os produtores de grãos: a do plantio do trigo. Diante de um mercado pouco interessante e com os riscos de produção a que a cultura está sujeita, a maioria dos triticultores acaba cultivando o grão por falta de opção. Deixar a terra descoberta é arriscado e investir no milho safrinha também não tem se mostrado atraente. Nesta safra, por sua vez, a previsão é de redução da área plantada do cereal no Estado, o principal produtor do País. 

Área menor - Dados do Departamento de Economia Rural, órgão ligado à Secretaria Estadual de Agricultura de Abastecimento, apontam que a previsão é de que a área encolha 16% em relação ao ano passado. Até o final de abril, relatório de técnicos do Deral mostrava que devem ser plantados 1,10 milhão de hectares na safra atual, contra 1,31 milhão de hectares da temporada passada. Até o momento, cerca de 40% da área do Estado foi semeada. 

Desestímulo - Segundo Otmar Hubner, engenheiro agrônomo do Deral, a redução pode ser ainda maior. ''Os problemas com a safra passada, principalmente, tem desestimulado o produtor. Isso aliado aos baixos preços recebidos e falta de perspectivas para o próximo período'', reforça o técnico. No ano passado, por conta do excesso de chuva no inverno, agricultores paranaenses perderam quase tudo, muitos não conseguiram pagar os custos de produção. A maioria precisou de apoio governamental para vender o trigo ao valor de preço mínimo. 

Preço - O valor pago ao produtor talvez seja um dos principais entraves para a produção. Informações do Deral dão conta de que em 2008 a saca do trigo era comercializada por R$ 33,17, em média. No ano passado caiu para R$ 26,81 e em 2010, até março, a média somava R$ 23,61. E o problema na safra atual se mostra ainda maior quando se vê que o plantio avança e ainda existe perto de 500 mil toneladas do produto colhidas em 2009 para serem vendidas.
Dificuldades - O gerente técnico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Flávio Turra, reforça que o produtor não se mostra animado para investir no trigo. ''Há dificuldade de comercialização e as expectativas para esta safra não são positivas, não se vê liquidez'', frisa. Turra lembra que no último período, por exemplo, o governo colaborou com a compra de 1,5 milhão de toneladas de trigo e ainda assim não foi suficiente para minimizar os prejuízos. 

Políticas públicas urgentes - Na opinião dos técnicos, políticas públicas que contemplem o setor são urgentes. O Brasil, segundo Hubner, não tem competitividade com o mercado internacional e soma custos de produção bem maiores do que de muitos países dos quais importa o trigo, como Estados Unidos e Argentina. Esse, por sua vez, acrescenta ele, tem clima e terra bastante favoráveis à cultura e precisa de poucos fertilizantes, por exemplo. 

Valorização - Turra pontua que se faz necessária uma política de valorização do trigo brasileiro, com reajuste da Tarifa Externa Comum (TEC), hoje em 10% para a Argentina, por exemplo. Além disso, o setor produtivo pleiteia a restrição da importação, que seja liberada somente quando a produção interna já tiver sido negociada. ''É preciso uma política que incentive o consumo do nosso trigo'', ressalta o técnico. 

Produção - O Paraná produz 50% do trigo brasileiro. Em 2009, foram colhidas 2,67 milhões de toneladas. E nesta safra, se as condições climáticas forem favoráveis, o Estado poderá produzir 10% a mais, cerca de 2,94 milhões de toneladas, apesar da redução de área. Conforme Hubner, apesar da Argentina ter condições mais favoráveis de plantio do que o Brasil, o território paranaense também se mostra muito produtivo. A qualidade do clima, observa o engenheiro, é muito boa. Além disso, a pesquisa tem atuado fortemente no segmento. ''Mas a cultura do trigo é complicada, depende de clima, de mercado. Hoje em dia, quem semeia trigo, semeia esperança'', diz. (Folha Rural / Folha de Londrina)
 


TRIGO II: Nova classificação pode alavancar o setor 

A partir de julho de 2011 entra em vigor o novo padrão oficial de classificação do trigo brasileiro. As mudanças técnicas, como a alteração de valor mínimo de força de glúten de 180 para 220, pretendem elevar a qualidade do grão do País e alavancar o mercado. ''Considero a mudança um marco na triticultura no Brasil'', afirma Paulo Magno Rabelo, técnico responsável pelo trigo na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), órgão ligado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Mercado internacional - A classificação aplicada atualmente, pontua Rabelo, está fora dos padrões de mercado internacional. ''A mudança era uma exigência para a triticultura que não está em conformidade com o mercado'', avalia o técnico, acrescentando que a medida será fundamental para melhorar a comercialização do setor. As novas regras foram definidas no mês passado em reunião no Mapa com representante de diversas entidades que representam o setor produtivo e o industrial, entre eles Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) e Organização da Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar). A nova classificação ainda será publicada em diário oficial. 

Classes - O trigo será classificado em três tipos conforme o peso do hectolitro (ph) com limites máximos de tolerância de defeitos, que envolve glúten, estabilidade e força de queda. E agora será dividido em cinco classes: Melhorador, Pão, Uso Doméstico, Básico ou Outros Usos. Junto a outras características, isso determina se a farinha obtida a partir de uma cultivar de trigo serve para fabricar, por exemplo, pães, massas ou biscoitos. 

Pão - De acordo com Rabelo, atualmente para ser classificado como tipo pão, o grão deve apresentar valor mínimo de 180 de força de glúten. Pelas novas regras, esse patamar sobe para 220. A força de queda que era de 200 sobe para 250 e a estabildiade mínima será de 15 minutos para o trigo de melhor performance. ''Todo mundo terá que se adequar ao novo padrão, da pesquisa à produção'', observa o técnico, ressaltando que a pesquisa terá que se adiantar ainda mais e desenvolver novas cultivares. ''Muitas variedades plantadas hoje, não serão mais. Mas hoje já existem muitos materiais, cultivados em menor quantidade, que já se enquadram nos novos padrões'', frisa Rabelo. Segundo ele, existem perto de 80 variedades registradas no Mapa. ''Mas não precisamos de mais do que 10. E isso facilita a armazenagem'', destaca. 

Queda na importação - Conforme o técnico da Conab, perto de 50% do trigo consumido pela indústria brasileira é importado, não só pelo fato de o País não produzir o suficiente, mas também por conta da qualidade do produto nacional. Porém, conforme Rabelo, a qualidade do trigo brasileiro vem melhorando nos últimos anos e deve se tornar ainda maior com a nova classificação. 

Uso maior - Dados da Conab, por sua vez, apontam que as importações vem caindo nos últimos anos. ''Essa redução indica maior uso do nosso trigo pelos moageiros. A cada ano moemos mais do nosso grão'', ressaltou. Na safra 2006/07 foram importadas 7,1 milhões de toneladas de trigo, no período seguinte o volume caiu para 5,9 milhões de toneladas, em 2008/09 ficou em 5,6 milhões de toneladas. A expectativa é que na temporada 2009/10 o volume feche em 5,3 milhões de toneladas. Quanto a produção brasileira, levantamento do órgão aponta que no período 2008/09 foram colhidas cerca de 5 milhões de toneladas. Para esta safra, a previsão é de 5,1 milhões de toneladas. E a expectativa é de que na temporada de 2012/13, o País esteja colhendo em torno de 7 milhões de toneladas. (Folha Rural/ Folha de Londrina)
 


TRIGO III: Produtor arrisca mais uma vez 

João Nazima é produtor de grãos, em Guaravera, e vai apostar no trigo mais uma vez. Apesar de todo o risco a que a cultura está sujeita e todos os problemas de comercialização que envolvem o setor, ele afirma que não tem muita opção. ''Deixar a terra sem cultivar não vale a pena. E cultura de inverno é de risco mesmo: ou de produção, ou de comercialização'', lamenta. 

Conjuntura - Toda a área de sua propriedade, 220 hectares, já recebeu sementes do cereal. Não dividiu o espaço com o milho safrinha porque o mercado também não está atraente. ''Na atual conjuntura não está compensando plantar nada, mas tem que plantar, então optei pelo trigo'', admite Nazima. E nesta temporada, escolheu três variedades, de ciclos diferenciados, para otimizar a produção e a colheita. 

Sucesso - Apesar dos problemas com a safra passada - quando perdeu quase tudo e só somou prejuízos - ele acredita que possa ter sucesso desta vez. E o clima, segundo o produtor, tem colaborado por enquanto. ''Clima ou mercado estando bom ou não temos que ser persistente. Do contrário, a gente não acerta nunca'', avisa Nazima. Nesta safra, tem expectativa de voltar ao patamar normal e colher em média 120 sacas por alqueire. No ano passado, para se ter uma ideia do prejuízo, o volume caiu para 70 sacas em média por alqueire. 

Angústia - Na propriedade dos irmãos Mauro e Maurício Okimura, o ânimo está apenas em colocar a ''mão na massa'' e semear o trigo. Mas eles vivem a mesma angústia dos demais produtores do setor: falta de perspectiva no mercado e preocupação quanto ao clima. ''Mas não dá para ficar sem plantar por causa do solo. Se ficar sem nada, o mato toma conta'', diz Mauro. 

Perda total - Os irmãos vêm de uma safra de trigo com perda total. ''Só sobrou uma conta bem alta. Ficamos no vermelho'', lamenta o produtor, que normalmente colhe 120 sacas por alqueire, mas no ano passado se viu sem nada. O que amenizou o problema foi o seguro de contratempo oferecido pela cooperativa Integrada, do qual faz parte. ''Este ano queremos superar nossa média de colheita. A expectativa sempre é boa, tem que ser'', confessa Mauro. 

Incerteza - Ele admite, entretanto, que todo ano a produção do trigo gera incerteza. ''Tem questões climáticas, de seguro e de falta de motivação em relação às políticas públicas para o setor'', comenta. Ele acredita, por exemplo, que a nova classificação do trigo pode alavancar o setor, mas o incentivo por parte do governo em relação ao seguro terá que ser maior. Para esta safra, conta Mauro, ainda está sendo avaliado a aquisição de seguro, pois a medida pesa muito no bolso do produtor. No caso do trigo, chega a custar até seis sacas por alqueire. 

Área reduzida - Bem mais desanimado, o produtor Joaquim Rocha Melquíades, do Patrimônio Selva, optou por plantar apenas 10 alqueires, dos 50 da sua propriedade. ''Não ia produzir nada, mas resolvi cobrir um pouquinho da terra'', conta, lembrando que em 2009 semeou toda a área e perdeu tudo, com o excesso de chuva e de doença, que acometeu a lavoura. Melquíades comenta que desta vez não gastou nada com insumos, não colocou nenhum adubo, apenas cobriu uma parte da terra. Os 40 outros alqueires ficaram descobertos. 

Custo de produção - Melquíades diz que o custo de produção está muito elevado. Segundo ele, no caso do trigo, está entre R$ 26 e R$ 27, a saca. E tem sido comercializada por R$ 23, em média. ''Não está cobrindo os custos'', reclama. Mas confessa que não dá para desistir. Para a próxima temporada, tem mais esperanças. ''Não dá para parar, não sabemos fazer outra coisa. Para o ano que vem será outra história''. (Folha Rural / Folha de Londrina)
 


SAFRA 2009/10: Chuvas favorecem safra de trigo e milho no Paraná
 

As recentes chuvas que atingiram o Paraná estão favorecendo não só o plantio, mas também as colheitas regulares da safra de grãos 2009/2010 no estado, estimada em 31,32 milhões de toneladas - 20% do total da produção nacional. "Não tivemos registro de chuvas nos primeiros 15 dias de abril e isso já preocupava a agricultura que tinha que semear o trigo. Podemos dizer que a chegada da chuva salvou também plantações de milho safrinha", explicou à Agência Brasil o agrônomo Otmar Hubner, do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento.
Soja - A produção brasileira de soja deve alcançar 67,86 milhões toneladas, conforme último levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) - 18,7% a mais que na safra anterior (quando foram colhidas 57,17 milhões de toneladas). O Paraná deve ser responsável por 14 milhões de toneladas. A atual safra do estado foi beneficiada principalmente pela chuva. 

Paraná - O Paraná é o principal produtor nacional de milho, feijão e trigo. A produção paranaense de milho deverá ficar em 5,8 milhões de toneladas, e os agricultores já começaram a colheita. Somando a primeira e a segunda safras o estado deverá colher 12,6 milhões de toneladas, o que corresponde a 23% da produção nacional. 

Feijão - O feijão primeira safra está com a colheita encerrada enquanto o da segunda, ainda no início, enfrentando dificuldades nos últimos anos. A área plantada com feijão na chamada segunda safra, 2009/2010 soma 1.686,7 mil hectares em todo o país. No Paraná, principal produtor, ela é de 185,5 mil hectares - 14,5% menor que a área semeada na safra passada. A estimativa de colheita é de 309 mil toneladas. A colheita do feijão de segunda safra atingiu 41% da área. A produção total de feijão no Brasil está estimada em 3.344,7 toneladas, 4,2% menor que a safra anterior. Já a safra paranaense deve ficar em 810 mil toneladas. 

Safra de inverno - Segundo Otmar Hubner, pesquisa preliminar sobre a safra de inverno indica que haverá redução na área semeada com trigo. O Rio Grande do Sul e Paraná respondem por 90% do total nacional. A previsão é que os dois estados produzam 4,43 milhões de toneladas, ou seja, 86,4% da totalidade no país que deve ser de 5,14 milhões de toneladas. Estão em fase inicial de plantio, além do trigo, as outras culturas de inverno - aveia, cevada, centeio, canola e triticale. 

Trigo - De acordo com os levantamentos do Deral, a área de trigo a ser plantada no Paraná é de 1,1 milhão de hectare, ou seja, 16% inferior à do ano passado, que foi de 1,3 milhão de hectares. "Entretanto, a previsão de colheita é maior devido às condições climáticas. Estima-se 2,94 milhões de toneladas, o que representa 10% a mais sobre a safra anterior, que foi de 2,67 milhões de toneladas", avaliou o chefe da Divisão de Conjuntura Agropecuária do Deral. (Agência Brasil)
 


ENTREVISTA: Código Florestal precisa deixar o agricultor em paz 

Crítico feroz da influência de ONGs em questões ambientais e combatido por ambientalistas por sua proximidade com a bancada ruralista, o deputado Aldo Rebelo (PCdoB) terá uma dura batalha política quando apresentar seu relatório final, no início de junho, na comissão especial de reforma do Código Florestal. O texto dará aos Estados o poder de legislar em questões ambientais, evitará punição a derrubadas feitas sob incentivo oficial e consolidará áreas de produção em várzeas e topos de morros. Rebelo, que ouviu mais de 378 pessoas em 64 audiências públicas e outras tantas privadas país afora, espera continuar com o apoio dos partidos que o levaram à delicada e complexa relatoria. Os três candidatos a Presidente da República têm opiniões diferentes sobre o tema, mas Aldo Rebelo diz ter apoio para suas ideias de pelo menos de dois deles: José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). As áreas de reserva legal e de preservação permanente (APP) serão mantidas, mas com regras alteradas para permitir "corredores ecológicos" e exigências de mata ciliar segundo a largura dos rios. Haverá moratória de cinco anos ao desmatamento na Amazônia, Caatinga e Pantanal. Na Mata Atlântica, será proibido desmatar. Nesta entrevista ao jornal Valor Econômico, Rebelo antecipa algumas das principais propostas do relatório que apresentará. 


Valor: Qual o objetivo do seu relatório? 

Aldo Rebelo: Minha ideia é criar a base de uma legislação que deixe o agricultor em paz. O Estado tenha mais função de orientar, fazer da preservação do meio ambiente não humilhação e punição, mas educação. Mais de 90% dos municípios não têm órgão ambiental. Na maioria dos Estados, são estruturas precárias. Deviam prevenir, e não punir. 

Valor: O senhor delegará poder aos Estados? 

Rebelo: Sim, vamos buscar incorporar Estados e Municípios. Se não delegar, não temos como cobrar responsabilidades. Tem que delegar e destinar recursos, como se faz com Saúde e Educação. É o exemplo que buscamos. É a forma de comprometer Estados com a questão ambiental. Como vamos pensar que o Ibama, aqui de Brasília, vai resolver os problemas ambientais? Não tem outro jeito. Se não envolver as pessoas, os Estados, não se resolve.
Valor: As APPs e reservas legais serão mantidas? 

Rebelo: Embora a reserva legal e a APP sejam personalidades jurídicas únicas no direito ambiental internacional, com exceção do Paraguai, para cumprir o nosso compromisso com o projeto civilizatório ambientalmente equilibrado devemos manter as duas. E calcular a soma da reserva legal com a APP para exigência legal.
Valor: E as áreas desmatadas ilegalmente? 

Rebelo: Algumas áreas têm que ser tomadas como consolidadas. Pode-se fazer uma moratória. Na Mata Atlântica, desmatamento zero. Já se desmatou além da conta. Para a Amazônia, também desmatamento zero, mas por cinco anos até cada Estado fazer zoneamento econômico e ecológico. Para Caatinga e Pantanal, a mesma coisa. Não tem sentido fazer operação Arco do Fogo no Amazonas que tem 98% de 1,6 milhão km² de cobertura vegetal original. O que vai se fazer lá a não ser confusão? Amazônia Legal é conceito fiscal para ter benefício da Zona Franca. Lá, tem Caatinga, Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica. 

Valor: E como será feita a compensação? 

Rebelo: A compensação pode ser na mesma bacia, no mesmo bioma ou fora do Estado. Se for na bacia ou no bioma, pode ser fora do Estado. Porque os rios de primeira geração são interestaduais. Mas isso não está resolvido ainda. Há quem defenda não fazer a reserva legal por propriedade, mas tomar como referência a bacia ou o bioma. Fazendo por bacia obtém opção ecologicamente mais eficaz. Se preserva os corredores ecológicos, a flora, a fauna, os mamíferos superiores. Se fizer por propriedade, a alternativa de isentar as pequenas, facilitar as médias e dar alternativa para as grandes. 


CÂMARA: Frente Parlamentar faz balanço nesta terça-feira
 
A Frente Parlamentar da Agropecuária, da Câmara dos Deputados, faz um balanço nesta terça-feira (18/05). Enquanto as discussões sobre o Código Ambiental prosseguem, está correndo o prazo para que os produtores brasileiros se adéquem ao decreto de crimes ambientais que alterou alguns pontos da legislação ambiental, proibindo o plantio nas encostas, topos de morros e alterando a reserva legal. O principal impasse é a busca pela conciliação entre os interesses dos ruralistas e os dos ambientalistas. Os grupos de preservação ambiental acusam o projeto de prejudicar o meio ambiente, ao não estabelecer critérios rígidos para as áreas de Proteção Permanente (APPs). 

Práticas tradicionais - O ex-ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, entende que não se pode acabar, por exemplo, com práticas tradicionais como o plantio de arroz em várzea ou a fermentação da mandioca na água pelos índios sob o argumento de preservação das APPs. Entre as mudanças reivindicadas pelo setor produtivo para o novo Código Florestal está o pagamento pelos serviços ambientais prestados, ou seja, uma compensação financeira pela manutenção de áreas ambientais. (Assessoria de Imprensa) 


AGROECOLOGIA: Mapa quer implantar núcleos de estudo em todos os estados 

Os Ministérios da Agricultura, Educação e de Ciência e Tecnologia lançam, neste ano, a primeira carta-convite para a criação de núcleos de agroecologia nos estados. Nesta primeira etapa, serão contemplados 30 projetos. Podem participar do programa unidades de ensino da rede federal de educação profissional científica e tecnológica e dos colégios técnicos vinculados às universidades federais com cursos de nível médio ou superior na área de ciências agrárias. "Esses núcleos serão referência para a construção e socialização de conhecimentos relacionados à agroecologia e aos sistemas orgânicos de produção", ressalta o coordenador-geral de Agroecologia do Ministério da Agricultura, Rogério Dias. 

Produção científica - O programa também visa ampliar a produção científica de pesquisa para o setor e contribuir para a formação de professores e alunos direcionada aos princípios e conceitos da agroecologia. "Por meio da educação, valores fundamentais sobre os orgânicos poderão ser inseridos no processo de ensino, como consumo responsável ou sustentável, valorização da biodiversidade e da cultura local", finaliza Dias. 

Projetos - Os projetos devem ser encaminhados até o dia 4 de junho de 2010 para: mariangela.pereira@mec.gov.br ou thais.almeida@mec.gov.br. Mais informações acesse: carta-convite. (Mapa) 


INFRAESTRUTURA I: Obras do PAC 2 serão definidas no fim do ano 

A segunda versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) terá novo cronograma para os projetos de infraestrutura social e urbana. Os empreendimentos, que deveriam ser definidos em junho, terão um desenho final só no fim do ano. As reuniões com Estados e prefeituras para definição das obras, que somam R$ 197 bilhões e se estenderão até 20 de setembro. 

Celeridade - Para dar mais celeridade às definições, porém, o governo federal definiu prioridade para os debates em torno de quatro grandes temas: urbanização de assentamentos precários, saneamento, pavimentação de ruas e prevenção de riscos, como drenagem e contenção de encostas. Só esses assuntos foram tratados na primeira reunião com governos locais na semana passada. Os demais temas, como Unidades Básicas de Saúde (UBS) e postos de polícia comunitários, ficam para uma segunda rodada de reuniões.
Foco - A escolha das primeiras obras revela o critério de definir empreendimentos que tenham foco em projetos que possam abranger mais de um município, com um caráter de soluções integradas para determinada região, explica Miriam Belchior, sub-chefe da Casa Civil à frente do PAC. "O processo está na rua e estamos em uma fase de gestão, mas ainda vamos selecionar os projetos e não será possível fazer tudo isso até junho." 

Logísitica e energia - No anúncio do PAC 2, às vésperas da saída do governo federal da pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmara que, até junho, o núcleo coordenador do PAC, formado por ministros, iria se reunir "para destrinchar cada coisa" entre os mais de 10 mil projetos possíveis. Foram definidos até o anúncio do programa apenas os investimentos para as áreas de logística e energia. 

Pós-eleição - A definição final de orçamento de R$ 389 bilhões do PAC 2 - que inclui financiamentos bancários e representa um quarto do valor total de R$ 1,6 trilhão do programa -, portanto, poderá ser apresentada apenas depois das eleições presidenciais deste ano. Isso pode prejudicar a elaboração dos orçamentos dos governos para 2011 prevendo as obras incluídas, o que é meta do PAC 2. 

Prioridades - Nesta primeira etapa de discussões sobre infraestrutura social e urbana, as prioridades em discussão entre Casa Civil e Estados e prefeituras são saneamento, urbanização de assentamentos precários, pavimentação e prevenção de riscos. Deverão ser tratados depois creches e pré-escolas, Unidades Básicas de Saúde (UBS), Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), as praças do PAC, quadras esportivas nas escolas, equipamentos para recuperação de estradas vicinais e postos de polícia comunitários. 

Mobilidade urbana - Também não serão tratados neste momento com governadores e prefeitos quais os projetos de mobilidade urbana contemplados, que somam R$ 18 bilhões. Alguns desses empreendimentos, porém, serão discutidos no âmbito das obras para a Copa do Mundo e a Olimpíada do Rio.Na semana passada, reuniram-se a Casa Civil, a Caixa Econômica Federal , o primeiro grupo de prefeituras, de cidades mais populosas, para iniciar esta discussão. Hoje ocorre a segunda reunião, com prefeitos das cidades de tamanho médio e na quinta-feira ocorrerá um novo encontro com um grupo de representantes de municípios menores. No dia 25, está prevista uma reunião da Casa Civil com deputados e senadores para discutir as obras do PAC 2. 

Aprendizado - Para Miriam Belchior, as reavaliações do programa são sinal de aprendizado. "O PAC 1 já foi um grande exercício de gestão, em que aprendemos muito. Na verdade, todo o país está reaprendendo a investir em infraestrutura e agora estamos levando essa discussão também para os municípios", diz. No PAC 2, depois de apresentadas as premissas e objetivos do programa a todos os municípios, Estados e Distrito Federal, os governos regionais deverão preencher cartas-consulta por formulário no site do Ministério das Cidades com as sugestões de obras para incluir no plano. (Valor Econômico)
 


INFRAESTRUTURA II: Eduardo Sciarra defende mais investimentos 

A pré-candidata do PT às eleições presidenciais de 2010, Dilma Roussef, defendeu a privatização da Infraero, visto o gargalo do transporte aéreo, e ressaltou que o setor privado é muito importante para obras de infraestrutura. O deputado federal Eduardo Sciarra (DEM-PR) concorda com a privatização da estatal, mas espera que a iniciativa da ex-ministra seja séria e não somente eleitoreira. "O PT, partido da ministra, tem manifestado nos últimos meses que é contrário à privatização da Infraero. É importante saber qual a real postura da candidata", afirmou. 

Alerta - Sciarra fez um alerta para que o governo aumente o volume de investimentos em infraestrutura. "Temos uma deficiência muito grande no Brasil em relação aos investimentos de infraestrutura. ‘'Nos últimos anos, nós investimos menos de 1% do PIB nessa área. Isso não permite que a gente tenha um desenvolvimento sustentável", ressaltou Sciarra. Segundo o deputado paranaense, caso o Brasil volte a crescer a patamares de 5% ao ano, teremos gargalos sérios na área de infraestrutura. "Nós precisaríamos triplicar os investimentos para poder acompanhar o crescimento da nossa economia", disse. (Assessoria de Imprensa) 


INSUMOS: Brasil ganha destaque na indústria de defensivos 

Diante do potencial de crescimento da produção agrícola nacional e das áreas ainda a serem exploradas, o Brasil é visto pelas empresas de defensivos agrícolas como uma das últimas fronteiras para o setor e com maior capacidade de expansão dos negócios. No ano passado, o mercado de defensivos no país movimentou US$ 6,6 bilhões, mas irá superar os US$ 10 bilhões na próxima década, quando a área plantada com grãos no Brasil se aproximar do patamar de 70 milhões de hectares, ante os atuais 60 milhões. 

Demanda - Estimativas do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag) mostram que o Brasil usa cerca de quatro quilos de princípio ativo de defensivos por hectare. Em outros países produtores, como França e Japão o uso médio é de 10 quilos por hectare. "Só o cultivo de batata na Holanda usa em média 15 quilos de defensivo por hectare, levando em conta apenas o princípio ativo, sem fixadores e outros componentes que formam o produto comercial", diz Ivan Sampaio, gerente de informações do Sindag. 

Potencial - Além de ainda haver espaço para ampliar o uso de tecnologia e se obter um aumento na produtividade, o potencial que o Brasil tem para atender a demanda externa por commodities é apontado como um fator estratégico para o setor. Apenas cinco culturas são responsáveis por quase 80% das vendas de defensivos no país. A soja, sozinha, representa 47% da demanda nacional por agroquímicos, seguida pelo milho e pela cana-de-açúcar, com fatia de 11% e 8%, respectivamente, em 2009. O algodão com 7% do mercado e o café com 4% foram as cinco culturas que mais consumiram defensivos no ano passado. 

Exportador - "Hoje o Brasil é o terceiro maior exportador de produtos agrícolas do mundo. Diante do aumento da demanda por alimentos e do crescimento da população, o país é um dos poucos onde pode haver expansão de área, o que vai levar o país a se tornar o líder em exportação", afirma Gerhard Bohne, diretor de operações de negócios Brasil da Bayer CropScience. 

Otimismo - O otimismo domina as principais empresas, que têm planos ousados para crescer no Brasil. A Ihara quer dobrar sua participação no mercado nos próximos cinco anos e já tem liberados US$ 26 milhões para investir até 2014. A Milênia aplicará apenas neste ano R$ 15 milhões em áreas como meio ambiente, segurança e manutenção das fábricas. Com uma estratégia para complementar sua linha de herbicidas para pecuária, a Dow Agrosciences acertou uma parceria com a mexicana Papalotla para comercializar no Brasil, Uruguai, Argentina, Paraguai e Bolívia híbridos de pastagem. A empresa selecionou 84 híbridos, já está comercializando um deles no Brasil e outros quatro já estão em processo de registro. "Os produtos para pecuária representam 25% dos negócios da Dow no Brasil", afirma Welles Pascoal, diretor de marketing da empresa. 

Grãos - É no segmento de grãos que a Basf aposta suas fichas. A expectativa da empresa é de que a produtividade brasileira aumente tanto nos próximos anos que irá superar o rendimento das lavouras dos Estados Unidos. A companhia lançou neste ano em parceria com a Embrapa sua primeira soja transgênica, que é resistente a seu herbicida. A ideia é ser uma alternativa ao Roundup, da Monsanto.
Patentes - Já para a líder Syngenta, o fim de alguns patentes, mesmo de produtos importantes para o Brasil, não é um fator preocupante. Os novos produtos que entrarão no mercado em nível global devem render aos caixas US$ 4 bilhões. 

Hortifruti- Fugindo um pouco das culturas mais tradicionais, a japonesa Arysta aposta no segmento de hortifrúti para ganhar espaço em defensivos. Apesar de isoladamente cada fruta e legume ter uma participação pequena dentro do mercado, somados a representatividade cresce e alcança uma fatia de 7% do total. (Valor Econômico)
 


ICMS: Programa de Revitalização Fiscal refinancia dívida com descontos 

O Governo do Paraná anunciou mais uma edição do Programa de Revitalização Fiscal das Empresas Paranaenses (Refis). Empresas com débitos de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) vencidos até 30 de dezembro de 2008 podem parcelar a dívida em até dez anos, com descontos sobre a multa e os juros. O prazo para adesão vai até dia 30 de junho. 

Parcela única - O débito de ICMS pode ser pago em parcela única, até 30 de junho, com desconto de 95% da multa e 80% dos juros incidentes no imposto. O pagamento também pode ser feito em 60 parcelas mensais, iguais e sucessivas, com redução de 80% na multa e 60% nos juros. A empresa ainda pode parcelar a dívida em até 120 vezes, com redução de 50% na multa e 40% nos juros. A prestação mínima será de R$ 350. O novo Refis também permite às empresas utilizarem créditos de ICMS habilitados pela Receita Estadual para o pagamento das dívidas.

Público - Pode participar do Refis qualquer empresa instalada no Paraná com débito de ICMS, constituído ou não e independente de ser inscrito em dívida ativa, inclusive ajuizado, vencidos até 31 de dezembro de 2008. O programa pode beneficiar as 220 mil empresas instaladas no Paraná. O pedido de parcelamento deverá ser formalizado pelo empresário até o dia 30 de junho de 2010, mediante requerimento protocolado na Delegacia Regional da Receita ou na Agência da Receita Estadual. (Agência Estadual de Notícias)





 
   
 
   

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