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- Imprensa repercute possibilidade de fusão entre cooperativas
- Cocamar promove reuniões do Lidercoop
- Região: maior número de cascavéis no campo assusta
- Máquinas agrícolas poderão ser bens impenhoráveis
COOPERATIVAS
Imprensa repercute possibilidade de fusão entre Cocamar e Corol
Estudo de viabilidade avança e assembleias para autorização dos cooperados já foram agendadas para o início de junho em ambas as cooperativas
As cooperativas Cocamar e Corol, sediadas respectivamente em Maringá e Rolândia, estudam a possibilidade de fusão de suas estruturas, que envolveria também a Cofercatu, de Porecatu. A informação, confirmada ontem (dia 25) pelo presidente da Cocamar, Luiz Lourenço, repercutiu intensamente na mídia. Para ele, a medida é uma oportunidade para o fortalecimento do cooperativismo nessas regiões.
Segundo Lourenço, as duas cooperativas desenvolvem atividades afins, têm sinergia e de longa data mantêm algumas operações em parceria. A Cofercatu também teria interesse em participar do grupo. “O estudo vem ao encontro à necessidade de aproveitar o potencial existente para fortalecer o atendimento aos cooperados”, afirmou o presidente da Cocamar.
ENTRE AS MAIORES - Unidas, as cooperativas ensejariam uma organização cooperativista com potencial de faturamento, em três anos, de R$ 3 bilhões, tornando-se uma das maiores em seu setor. O avanço nesse sentido, contudo, ainda depende de estudo de viabilidade que inclui, ao final, a autorização dos associados de ambas as cooperativas. Nesse sentido, reuniões assembleias já foram agendadas para o início de junho tanto na Cocamar quanto na Corol.
Com faturamento de R$ 1,4 bilhão em 2009, a Cocamar possui 6,1 mil cooperados e detém um dos maiores parques industriais do cooperativismo brasileiro. Uma de suas características é, justamente, a forte atuação no varejo, que representa praticamente 1/3 do que fatura. A cooperativa possui uma rede de 30 entrepostos nas regiões norte e noroeste. Já a Corol registrou faturamento de cerca de R$ 600 milhões no ano passado, possui 7,5 mil associados e atua sobre uma região com mais de 30 municípios, onde possui uma rede de 25 unidades. A cooperativa também tem investimentos na agroindústria, atuando com usina de açúcar e álcool, moinho de trigo, torrefadora de café e indústria de sucos concentrados. (Flamma)
LIDERANÇAS
Cocamar promove reuniões do Lidercoop
Preparar lideranças para que participem mais das discussões sobre o presente e o futuro da Cocamar. Este é o objetivo do Lidercoop, uma iniciativa que reuniu ontem em Maringá cerca de 50 produtores associados que já participaram dos conselhos de administração e fiscal, e também cooperados pioneiros. Hoje, a partir das 9h, foi a vez dos jovens, vistos como “as futuras lideranças”, segundo comentou o vice-presidente da Cocamar, José Fernandes Jardim Júnior.
Na abertura do evento de ontem, que teve a participação do consultor Ney Guimarães, do Sescoop, José Fernandes disse que o que se pretende “é trazer os cooperados ainda mais perto da administração”. “A cooperativa pertence a mais de 6 mil cooperados e queremos que eles contribuam com sugestões e opiniões que nos ajudem na tomada de decisões”, afirmou. O diretor-secretário Divanir Higino da Silva disse que “o cooperado é dono e sua ativa participação é fundamental para o fortalecimento da sociedade”.
Os grupos vão reunir-se periodicamente para debater temas de relevância para a organização. (Flamma)
REGIÃO
Maior número de cascavéis no campo assusta agricultor
Quem mora na roça sabe que é preciso cuidado com os bichos que costumam aparecer perto das matas e no meio das lavouras. É o caso das cobras. Saiba como os produtores da região de Maringá, no norte do Paraná, enfrentam o problema.
No campo, as áreas de reserva têm atraído animais em bandos, como pássaros, que vão em busca de alimentos nas plantações. Atrás deles aparecem outros bichos. Nem todos são benvindos, como as cobras. A espécie que mais comum é a cascavel, uma cobra venenosa, conhecida pelo guizo na ponta do rabo.
A presença das cascavéis na área rural de Maringá, no norte do Paraná, aumentou muito. No sítio do produtor Nélson Ribas, em Atalaia, dezenas delas apareceram nos últimos meses.
"Só em março e abril foram mais de dez cascavéis. Está ficando perigoso. No meio da soja, do milho é comum achar", falou Nélson.
PRECAVIDO - Uma caminhada virou um perigo ultimamente. Elas estão no meio das lavouras, em áreas descobertas, e até nas estradinhas rurais. O seu Nélson já anda até com um gancho improvisado para capturar as cobras.
Apesar do medo, o seu Nélson pretende guardar as cobras até que tenham um destino seguro. Há alguns meses, outras cascavéis já apareceram no sítio e deixaram a família, principalmente as mulheres, apavoradas.
Para alívio de todos, com a ajuda da Polícia Ambiental, as cobras foram soltas na mata longe do sítio. O chefe da Força Verde de Maringá orienta os produtores que recolham a cobra cada apareça fora da mata.
CUIDADO - “Quando encontrar uma cobra dessas, ele tem que ter os cuidados de trabalhar com a vara ou com um pedaço de pau distante, que consiga ter um manuseio com ela, e colocá-la em um saco ou tambor, algo onde consiga permanecer, e devolve-la para a mata ou rio ou que entre em contato com a Polícia Ambiental, que faremos a captura do animal”, orientou o tenente Fábio Ribeiro, da Polícia Ambiental do Paraná.
Apesar do perigo que representa, a cascavel é um animal da fauna silvestre. Por isto, a Polícia Ambiental alerta que matar uma cobra é crime ambiental, passível de punição. (Globo Rural, hoje)
PROPOSTA
Máquinas agrícolas poderão ser bens impenhoráveis
Máquinas, equipamentos e implementos agrícolas usados pelos agricultores poderão passar a integrar lista de bens impenhoráveis previstos no Código de Processo Civil (CPC). Esse é o objetivo de proposta que está na pauta de votações da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), que se reúne nesta quarta-feira (26).
Pelo texto, passarão a ser impenhoráveis "equipamentos, implementos e máquinas agrícolas, desde que pertencentes a pessoa física ou a empresa individual produtora rural, exceto nos casos em que esses bens tenham sido objeto de financiamento e estejam vinculados como garantia ou quando respondam por dívida de natureza alimentar, trabalhista ou previdenciária".
O projeto original (PLS 151/08), de autoria do senador Pedro Simon (PMDB-RS), será votado na forma de um substitutivo do relator, senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e terá decisão terminativa na CCJ. Na redação original, o novo dispositivo estendia a impenhorabilidade tanto para pessoa física como para pessoa jurídica. O substitutivo limitou a medida apenas ao agricultor rural "pessoa física ou a empresa individual produtora rural".
Conforme argumentação do relator, "a penhora de máquinas industriais não priva a empresa de dar continuidade às suas atividades. Excetua-se, por óbvio, a empresa individual produtora rural, porquanto seu titular vive do trabalho pessoal e próprio, ainda que tenha um ou outro empregado para ajudá-lo". (Visão Rural)
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