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- Cocamar faz sucesso na APAS em SP
- Relatório do USDA prevê aumento da oferta de grãos
- Grãos: especialista não vê espaço para altas
- Gestão ambiental valoriza a propriedade
- A tendência do clima
NOVIDADES
Com novos néctares, Cocamar faz sucesso na APAS em SP
Uva branca e o ‘mix’ laranja e acerola. Com esses dois novos sabores de néctares, a Cocamar participa até amanhã da APAS 2010, a maior feira do setor supermercadista do País, iniciada na última segunda-feira na Expo Center Norte em São Paulo.
Os novos sabores compõem o visual do estande da Purity, com área de 160 metros quadrados, em um dos quatro pavilhões da mostra, realizada anualmente. Com seus diferenciais, o espaço da Cocamar participa do concurso que vai eleger o melhor estande.
LANÇAMENTO - Na última segunda-feira pela manhã, no Novotel, dirigentes da cooperativa e cerca de 100 representantes de vários Estados foram reunidos pela área de Marketing para oficializar o lançamento dos produtos, falar sobre a mudança das embalagens e apresentar o mascote da linha de produtos Purity.
A gerente de Marketing, Rosana Diniz, enfatiza que a comunicação dos néctares leva em conta fatores como a brasilidade, o sabor e a procedência das matérias primas. Segundo ela, “chama atenção do mercado o fato de os produtos serem elaborados por uma grande cooperativa do interior do Paraná com tradição no varejo e o controle da cadeia produtiva, o que assegura confiabilidade”.
QUALIDADE - Claiton Machado, representante dos produtos em Curitiba, destacou o profissionalismo da área de varejo da cooperativa. “O que mais encanta é a reconhecida preocupação com a qualidade”, disse ele, comentando que a mudança das embalagens é recebida como “uma revolução de conceito de varejo”.
A degustação dos novos sabores rendeu muitos elogios por parte dos representantes e também dos visitantes do estande, em sua maioria profissionais de compras em busca de oportunidades.
A APAS 2010 – Congresso de Gestão e Feira Internacional de Negócios em Supermercados, em sua 26ª edição, reunirá toda a cadeia do abastecimento para discutir o tema Diversidade – O mundo novo do novo consumidor, deve ser visitada por 70 mil profissionais do setor e gerar negócios estimados em R$ 4,5 bilhões. A previsão da Cocamar é totalizar R$ 10 milhões em vendas durante a feira. (Flamma)
GRÃOS (1)
USDA prevê aumento da oferta
Quase tão aguardado quanto a convocação da seleção brasileira de futebol que vai à Copa do Mundo da África do Sul, o primeiro relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) sobre oferta e demanda de grãos no país e no mundo na safra 2010/11, também divulgado ontem, apontou elevação dos estoques finais globais de milho, trigo e soja em relação a 2009/10.
Se confirmado ao longo do desenvolvimento das lavouras do Hemisfério Norte, que estão sendo semeadas, o cenário poderá colaborar para a perda de sustentação dos preços internacionais dos grãos nos próximos meses. O relatório do USDA trouxe estimativas para as colheitas no Hemisfério Sul em 2010/11, mas como o plantio por aqui começará só no fim do terceiro trimestre - exceto o do trigo, que está em andamento -, há tempo de sobra para ajustes.
Conforme as estimativas do USDA, os estoques finais mundiais de milho deverão aumentar 4,9% na temporada 2010/11, mais que os de soja (3,7%) e os de trigo (2,4%). Previsões de incrementos nos estoques finais dos três produtos nos EUA colaboram para os crescimentos globais apontados, o que eleva o peso "baixista" do relatório sobre as cotações nas bolsas americanas. No milho, como realçou a analista Flávia Sologuren, da Celeres, o USDA também elevou em 2% sua projeção para os estoques globais neste ciclo 2009/10, apesar de ter derrubado a previsão para os estoques dos EUA em 8,5%. (Valor Econômico)
GRÃOS (2)
Segundo especialista, não há espaço para altas
Sobre o relatório do USDA, Renato Sayeg, da Tetras Corretora, diz que na soja a relação entre estoques finais e demanda seguirá elevada no mundo e nos EUA se as estimativas se confirmarem, e de fato haverá pouco espaço para altas. "Mas é cedo para saber se isso vai mesmo acontecer". No quadro global, apesar da boa demanda chinesa, os estoques de soja representarão 26,8% da demanda em 2010/11, ante 27,1% em 2009/10 e 19,4% em 2008/09. No milho, a relação está calculada em 18,6% no novo ciclo, acima de 2009/10 (18,2%) e de 2008/09 (18,2%); no trigo, o percentual será de 29,7%, mesmo nível do ciclo anterior mas acima de 2008/09 (25,7%).
O próprio USDA sinalizou que, diante desse horizonte, as cotações dificilmente subirão. Levando em conta a bolsa de Chicago, o órgão apontou que os preços do trigo deverão ficar entre US$ 4,10 e US$ 5,10 por bushel em 2010/11, ante a média de US$ 4,90 prevista para 2009/10. No milho, a média estimada para 2010/11 está entre US$ 3,20 e US$ 3,80, ante US$ 3,50 a US$ 3,70 no ciclo que chega ao fim. Na soja, a média deverá ficar de US$ 8 a US$ 9,50, ante os US$ 9,50 de 2009/10.
Ontem, com menos influência do USDA e mais dos movimentos financeiros derivados da crise europeia, os contratos futuros de segunda posição de entrega (normalmente os de maior liquidez) do trigo encerraram a sessão em Chicago negociados a US$ 4,9325 por bushel, alta de 0,50 centavo. Mesmo com a alta do dólar, na soja o mesmo vencimento subiu 5 centavos, para US$ 9,66 por bushel, e a alta do milho foi de 6,50 centavos, para US$ 3,77 por bushel. (Valor Econômico)
EXPOINGÁ
Gestão ambiental valoriza o campo
Práticas antigas em propriedades rurais, como enterrar o lixo, cavar poços ou lançar resíduos em rios, além de provocar prejuízos ao ambiente, afeta o bolso dos proprietários. A atual legislação ambiental está mais rigorosa e exige dos donos de terras ações técnicas de preservação.
O engenheiro civil Fernando Barros, especialista em Planejamento e Gestão Ambiental de Resíduos, fez palestra ontem sobre esse assunto na Expoingá. Ele explica que é necessário adotar procedimentos técnicos que resultem na preservação e até no aumento da rentabilidade, como é o caso do reaproveitamento do lixo orgânico como adubo. Ele alerta que muitos proprietários desconhecem a legislação ambiental e um dos entraves é a discussão no Congresso nacional sobre o percentual que terra que deve ser mantido como reserva legal. “Mas isso não impede que os proprietários rurais regularizem as propriedades”, avisa.
O licenciamento ambiental, segundo ele, não depende só da definição da reserva. “Em primeiro lugar, é preciso fazer o georreferenciamento da área, o que, aliás, é exigido pelo Incra”, explica. Outro aspecto importante é a preservação permanente da mata ciliar. “É obrigatório. É uma área que tem que ser cercada, uma área sagrada”, observa.
Ele conta também que poucos produtores sabem que, para perfurar um poço de água potável, é preciso de uma outorga do governo do Estado. “Vale também para um poço perfurado no passado”, orienta. Já sobre os buracos para acondicionar lixo, o engenheiro diz que é irregular e que é necessário um plano de gerenciamento de resíduo sólido, com a destinação correta de cada material. (O Diário Maringá)
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