A Cocamar tem sido uma protagonista, há muitos anos, nas discussões sobre a regularização ambientalâ€, afirmou o especialista no assunto, o advogado Victor Hugo Burko, na manhã de quinta-feira (27) em Maringá, durante reunião com integrantes dos Conselhos de Administração, Fiscal e Consultivo da cooperativa.
Ao ser perguntado se ainda há tempo para que os produtores se regularizem, Burko disse que sim. “Claro, quem saiu na frente e já se regularizou, encontrou condições mais facilitadas, mas ainda há tempo para se regularizarâ€. E avisou: “A minha previsão é que na safra 2025/26, já será uma safra totalmente ambiental. Quem não estiver regularizado até lá, já não vai mais conseguir produzirâ€.
Burko, que já foi presidente do antigo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), hoje Instituto de Ãguas e Terra (IAT), lembra que a sociedade discute há muito tempo as questões ambientais, “mas agora chega o momento em que começa a haver lucidez: tanto de um lado quanto de outro, se entende a necessidade de fazer um gerenciamento inteligente dos recursos ambientaisâ€.
“A produção tem que respeitar alguns elementos básicos e o momento de fazer isso está chegandoâ€, afirmou o especialista, lembrado que o paÃs teve um Código Florestal que foi amplamente discutido e aprovado há 12 anos e cujos resultados começam a aparecer agora.
“O mercado internacional, por exemplo, começa a exigir rastreabilidade, responsabilidade ambiental, então nós estamos num momento em que os produtores têm que decidir se vão continuar produzindo. E, se forem, vão ter que se adequar à s regras do equilÃbrio ambientalâ€, pontuou.
Segundo Burko, enquanto algumas organizações e entidades foram mais ativas nessas discussões, outras preferiram jogar o assunto para a frente ou o deixaram em segundo plano, acreditando que nada iria acontecer, mas agora começam a se dar conta de que não podem mais ficar paradas.
O especialista ressaltou ainda que quem não acreditou na aplicação do Código, hoje vê o Ministério Público notificando produtores, ao passo que algumas instituições financeiras já deixam de financiar áreas ainda não ambientalmente regulares, e grandes comercializadoras de grãos em nÃvel mundial passaram a exigir a regularidade.
“Em resumo, existe hoje um conjunto de elementos forçando a regularidade ambiental. E aqueles que não tinham se dado conta, agora têm que correr atrás para tentar recuperar o tempo perdido, tentar entender a dinâmica disso e avançar nos mecanismos para que os produtores possam estar regularizados. Desde que o Código Florestal foi publicado, eu tenho avisado do que iria acontecer, de como as coisas iriam caminhar, e eu estava certo nas minhas previsõesâ€, completou.